Metotrexato x Ácido Acetilsalicílico


Metotrexato é um antagonista do ácido fólico com atividade citotóxica e imunossupressora que atua por inibição da enzima diidrofolato redutase.

Ácido Acetilsalicílico é um AINE que possui propriedades analgésica e antipirética, usado também como antiagregante plaquetário.

INTERAÇÃO: O metotrexato possui toxicidade elevada, exigindo atenção quando há necessidade de administração concomitante com outros fármacos. O ácido acetilsalicílico pode diminuir a depuração renal do metotrexato (informação que também se aplica a outros AINEs), assim como deslocá-lo da ligação às proteínas plasmáticas e aumentar a concentração de fármaco ativo.

A consequência da interação, conforme descrição de bula, é a maior toxicidade hematológica do metotrexato, afetando a hematopoiese.

Alopurinol x Captopril


Alopurinol é um fármaco utilizado no tratamento a longo prazo da gota. Tem como mecanismo de ação a inibição da xantina oxidase, enzima que corresponde à biossíntese do ácido úrico.

Captopril é um anti-hipertensivo que atua como inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA). O resultado desta inibição enzimática é a redução dos níveis de angiotensina II e aldosterona na circulação.

INTERAÇÃO: O tratamento simultâneo com estes dois fármacos é associado ao maior risco de o paciente apresentar reações de hipersensibilidade, além de desenvolver neutropenia e agranulocitose. Há maior chance de problemas decorrentes de interação entre alopurinol e captopril caso o paciente tenha a função renal comprometida.

Drug Interaction: Captopril x Allopurinol

Combining these medications may increase the risk of severe allergic reactions and infections. You should seek immediate medical attention if you develop shortness of breath, throat tightness, swelling of the face, lips, or tongue, rash, fever and muscle pain or weakness.




Glibenclamida x Fluoxetina


Glibenclamida é um hipoglicemiante oral do grupo das sulfonilureias. Tem como mecanismo de ação o estímulo sobre as células beta nas ilhotas pancreáticas para a liberação de insulina.

Fluoxetina é um inibidor da recaptação de serotonina (ISRS) utilizado no tratamento dos casos de depressão, transtorno obsessivo compulsivo e outras patologias.

INTERAÇÃO: A ação hipoglicemiante da glibenclamida pode ser potencializada pelo uso de fluoxetina, inclusive ocasionando quadros de hipoglicemia. Sintomas como náusea, tremor, cefaleia, sudorese, fraqueza e tontura devem ser observados no intuito de se evitar descompensações no tratamento do diabetes. A maior frequência do monitoramento glicêmico é medida auxiliar na prevenção de problemas decorrentes de uma possível interação.

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Diltiazem x Sinvastatina


Diltiazem é utilizado no tratamento de angina e hipertensão arterial. Age como antagonista do cálcio, inibindo a entrada do íon na célula e produzindo o relaxamento da musculatura lisa.

Sinvastatina é uma estatina utilizada no tratamento de dislipidemias. Seu mecanismo de ação corresponde à inibição da HMG-Coa redutase, enzima reguladora da via de síntese do colesterol.

INTERAÇÃO: A associação de bloqueadores dos canais de cálcio com estatinas poderá elevar os níveis plasmáticos destas, fato que predisporá o paciente a apresentar reações adversas e necessidade de intervenção no tratamento. Danos hepáticos e miopatias são as reações mais prováveis, com raros casos de rabdomiólise, conforme descrição de bula.

A interação pode se justificar devido ao fato de o diltiazem apresentar potencial de inibição competitiva da oxidação hepática pelo citocromo P450, reduzindo a depuração e prolongando a meia-vida das estatinas (assim como de outros fármacos).

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Amiodarona x Digoxina


Amiodarona é um agente antiarrítmico que atua através de diferentes mecanismos, tais como o alongamento do potencial de ação da fibra cardíaca, inibição adrenérgica alfa e beta não competitiva, entre outros.

Digoxina é um glicosídeo digitálico indicado no tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva. Altera a distribuição iônica através da membrana celular produzindo aumento da contratilidade do miocárdio.

INTERAÇÃO: O aumento na concentração plasmática da digoxina é possível, pois seu clearance é reduzido em decorrência da ação inibitória de enzimas do citocromo P450 produzida pela amiodarona ou seu metabólito. Os níveis do digitálico devem ser monitorados, assim como o ECG. Sinais clínicos de toxicidade pela digoxina não podem ser ignorados, pois é provável que exista a necessidade de se ajustar a posologia.




Midazolam x Carbamazepina


Midazolam é um benzodiazepínico usado como hipnótico-sedativo
Carbamazepina é um anticonvulsivante que age inibindo a descarga neuronal repetitiva e reduz a propagação sináptica dos impulsos excitatórios

A carbamazepina reduz os níveis séricos de midazolam em cerca de 90%, com consequente redução dos efeitos farmacológicos do sedativo. Para alcançar a sedação, será necessário uma dose maior de midazolam ou até mesmo uma outra alternativa terapêutica para esta finalidade.

Levotiroxina x Antiácidos



Levotiroxina é um hormônio tireoidiano utilizado na terapia de reposição ou suplementação hormonal em pacientes com hipotireoidismo de qualquer etiologia.

INTERAÇÃO: Antiácidos que contenham alumínio ou magnésio poderão afetar a absorção da levotiroxina, fazendo com que o efeito terapêutico desejado não seja alcançado. Se houver a necessidade de uso do antiácido durante tratamento de reposição hormonal tireoidiana, recomenda-se intervalo que seja superior a 2h entre a administração dos fármacos.




Teofilina x Cimetidina


Teofilina é uma metilxantina com ação broncodilatadora que atua como inibidor da fosfodiesterase. O aumento de AMPc ocasionado pela inibição enzimática é o responsável pelo efeito relaxante sobre a musculatura brônquica.

Cimetidina é um fármaco utilizado no controle da secreção ácida gástrica, agindo como inibidor das ações da histamina nos receptores H2. Através deste mecanismo, reduz tanto o volume quanto a acidez da secreção.

INTERAÇÃO: Esta associação de medicamentos poderá aumentar os níveis séricos de teofilina, ocasionando o surgimento de reações adversas importantes. A interação ocorre devido à inibição do citocromo P450 produzida pela cimetidina, afetando a biotransformação da metilxantina. Como informação complementar, é válido salientar que a teofilina possui baixo índice terapêutico, de forma que a dose tóxica fica próxima da terapêutica.

Apesar de a cimetidina ser conhecidamente o inibidor do sistema citocromo P450 entre os anti-histamínicos H2, a bula de teofilina também cita relatos de toxicidade na associação com ranitidina.

Digoxina


A digoxina é um glicosídeo cardíaco indicado no tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva. Influencia os fluxos dos íons sódio e cálcio no músculo cardíaco e assim proporciona aumento da sua contratilidade.
Este fármaco merece atenção especial pelo fato de possuir uma faixa terapêutica estreita, o que significa que a dose tóxica é muito próxima à dose utilizada para o tratamento. Por tal razão, relaciono abaixo diversas interações possíveis com a digoxina, já que algumas delas podem alterar a sua cinética e elevar sua toxicidade. É importante lembrar que haverão ainda outras interações, fato que exigirá uma pesquisa em cada caso pois normalmente um paciente que faz uso de digoxina também usa outros medicamentos.

INTERAÇÕES:

- inibidores da ECA: sem importância clínica
- amiodarona: os níveis de digoxina podem dobrar com o uso de amiodarona
- antiácidos: podem reduzir os níveis de digoxina, porém intervalos entre um fármaco e outro resolvem a questão
- benzodiazepínicos: aumento dos níveis de digoxina que podem chegar à toxicidade, principalmente em idosos
- carvedilol: aumento da biodisponibilidade da digoxina
- antifúngicos azólicos: risco de toxicidade por aumento dos níveis de digoxina
- verapamil: aumento dos níveis de digoxina
- estatinas: sem importância clínica
- levotiroxina: indivíduos com hipotireoidismo são mais sensíveis à digoxina
- corticóides: aumento do risco de toxicidade
- macrolídeos: aumento do risco de toxicidade
- ginkgo biloba: sem importância clínica
- topiramato: ligeira redução nos níveis de digoxina, parece não haver importância clínica
- fenitoína: redução dos níveis de digoxina, a importância clínica não é bem conhecida
- cloroquina: aumento dos níveis de digoxina
- aminoglicosídeos: a gentamicina pode elevar ao dobro os níveis de digoxina

AINEs x Alimentos


Os AINEs (anti-inflamatórios não esteroides) se enquadram em uma classe de medicamentos de elevado consumo pela população, sendo usados tanto quando prescritos como de forma espontânea (caso em que a orientação é mais importante).

Costuma-se administrar este tipo de medicamento após as refeições, devido à possibilidade de efeitos colaterais de origem gástrica, que de fato podem ocorrer em razão do mecanismo de ação envolvido: a inibição da biossíntese de prostaglandinas responsáveis pelo revestimento da mucosa gástrica.

Para os mais curiosos, contudo, pode surgir uma dúvida: o alimento de fato interfere no efeito efeito produzido pelo medicamento? O mais comum é que a presença do alimento reduza a velocidade de absorção do AINE devido ao retardo do esvaziamento gástrico, porém há baixa interferência na sua extensão e interação com o organismo, seja na produção dos efeitos terapêuticos ou considerando-se o risco de reações desagradáveis.




Interações entre fármacos e alimentos

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Seguem algumas possíveis interações envolvendo fármacos e alimentos:

- A tiramina presente em alimentos como queijos, iogurte, chocolate, vinho tinto, cerveja, carnes e peixes embutidos ou defumados, atuam liberando noradrenalina nas terminações adrenérgicas, o que pode potencializar os efeitos dos IMAO, causando crises hipertensivas. 

- O ácido tânico presente no café, chá, mate, frutas e vinhos pode precipitar vários tipos de medicamentos como clorpromazina, prometazina, alcaloides, entre outros.

- As tetraciclinas, apesar de irritarem o estômago, devem ser administradas longe das refeições, pois além de formarem complexos insolúveis com o cálcio do leite e derivados, as tetraciclinas são instáveis em meio ácido e a diminuição da motilidade gastrintestinal pelos alimentos diminui a sua absorção. 

- A L-Dopa e a Metildopa competem com os aminoácidos provenientes de uma dieta proteica, pelo transporte para o Sistema Nervoso Central. 

- Penicilina V deve ser administrada pelo menos com 2 horas de diferença com as refeições, pois estas aumentam a ocorrência da inativação (abertura do anel beta-lactâmico). 

- Os alimentos causam retardo do esvaziamento gástrico, da liberação e da dissolução de muitos medicamentos diminuindo e/ou prolongando o seu tempo de absorção. 

Relatos - Sua participação no blog


O blog Interação Medicamentosa pretende abrir espaço para a sua participação através de relatos sobre efeitos tóxicos produzidos por interações. 
No cotidiano, nos deparamos com situações referentes ao paciente que podem nos indicar um problema decorrente de uma interação. Seja nas farmácias e drogarias atendendo a uma queixa pessoalmente, seja em hospitais onde houve uma queixa notificada ou ainda em qualquer outro serviço de responsabilidade farmacêutica, pode ocorrer algum fato interessante para dividir com os colegas.
Assim como é dito logo abaixo do título do blog, o leitor pode opinar. Uma opinião leva a uma idéia que gera uma contribuição, porém um relato é uma contribuição direta! Sua participação será importante!

Aquele(a) que tem algo a dizer e quer participar, entre em contato comigo. Basta acessar o meu perfil (quem sou eu) no menu à direita e pegar o e-mail para que possamos combinar tudo ou ainda enviar um comentário por aqui.

Amitriptilina x Tranilcipromina


Amitriptilina é um antidepressivo da classe dos tricíclicos, que age inibindo a recaptação de serotonina e noradrenalina
Tranilcipromina é um inibidor da monoaminaoxidase (IMAO), indicado também no tratamento da depressão.

INTERAÇÃO: Os tricíclicos (amitriptilina) aumentam a concentração sináptica dos neurotransmissores citados e os IMAO (tranilcipromina) inibem a sua degradação. A consequência desta associação é uma estimulação excessiva nos receptores da serotonina e noradrenalina, produzindo efeitos que podem ser tóxicos ou até mesmo fatais, incluindo a possibilidade de síndrome serotoninérgica.
A selegilina é um IMAO que possui atividade seletiva sobre a enzima e por esta razão os riscos podem ser menores em relação à tranilcipromina, porém a indicação deste se refere ao tratamento da doença de Parkinson já que o efeito mais importante conseguido é em relação à dopamina.

Albendazol x Contraceptivos


Albendazol é um antihelmíntico benzimidazólico que age por inibição da polimerização dos túbulos, tornando inviável a sobrevivência dos helmintos.

INTERAÇÃO: O albendazol interfere no funcionamento das enzimas hepáticas, provavelmente induzindo o seu próprio metabolismo. O agravante desta droga é a sua teratogenicidade e, por esta razão, é recomendado pelo fabricante que mulheres grávidas, que planejam ou suspeitam de uma gravidez não devem usá-la.
No caso de mulheres que estejam usando contraceptivos hormonais, é recomendado um método alternativo ou adicional durante o tratamento com albendazol, assim como no período de 1 mês após o término, para evitar o risco de uma gravidez indesejada e pior, problemas com o feto.

Captopril x Hidroclorotiazida


Captopril é um antihipertensivo classificado como um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA)

Hidroclorotiazida é um diurético tiazídico que atua no túbulo distal reduzindo a reabsorção de sódio e cloreto, com perda também de potássio

INTERAÇÃO: A associação destas duas drogas normalmente é segura e eficiente, sendo inclusive desejável a soma de seus efeitos na terapia antihipertensiva. O que eventualmente pode ocorrer é uma hipotensão de primeira dose, incluindo sintomas como tontura ou desmaio no caso de dose elevada do diurético ou se o paciente apresentar condições especiais, tais como insuficiência cardíaca, hemodiálise, dieta com redução de sódio ou desidratação.
De qualquer forma, reações graves são raras e este tratamento é muito comum.

Diazepam x Teofilina


Diazepam é um benzodiazepínico usado como sedativo e ansiolítico, possuindo também atividade anticonvulsivante e miorrelaxante

Teofilina é uma metilxantina indicada na prevenção e tratamento de bronquites e asma, por sua atividade broncodilatadora

INTERAÇÃO: A teofilina, assim como a aminofilina, podem antagonizar os efeitos dos benzodiazepínicos, já que estes aumentam a concentração de adenosina no SNC enquanto a teofilina e aminofilina bloqueiam os seus receptores. Partindo de uma abordagem mais simples, basta lembrar que os benzodiazepínicos possuem atividade depressora no SNC enquanto as metilxantinas são estimulantes.

Lamotrigina e drogas que interferem no seu metabolismo


A lamotrigina é usada como droga antiepilética no tratamento de crises convulsivas parciais e generalizadas. Age nos canais de sódio estabilizando as membranas neuronais e inibindo a liberação de neurotransmissores excitatórios, responsáveis pelo desencadeamento das crises.

A UDP-glicuronil transferase foi identificada como sendo a enzima responsável pelo metabolismo da lamotrigina. Desta forma, há drogas que interferem no processo de glicuronidação da lamotrigina e assim aumentam ou reduzem o seu metabolismo, consequentemente reduzindo ou aumentando a sua meia vida.

Valproato produz significativa inibição da glicuronidação da lamotrigina (Reduz o metabolismo e aumenta a meia vida)

Carbamazepina, fenitoína, primidona, fenobarbital, rifampicina, lopinavir/ritonavir, atazanavir/ritonavir e associação de levonorgestrel/etinilestradiol produzem significativa indução da glicuronidação da lamotrigina (Aumentam o metabolismo e reduzem a meia vida)

Lítio, bupropiona, olanzapina, oxcarbazepina, felbamato, gabapentina, levetiracetam, pregabalina, topiramato e zonisamide não interferem de forma significativa no metabolismo da lamotrigina.

Cetoconazol x Omeprazol


Cetoconazol é um fármaco com ação fungicida ou fungistática. Promove inibição da biossíntese do ergosterol no fungo e altera a composição de outros componentes lipídicos na membrana.

Omeprazol é um inibidor da bomba de prótons (H+K+ATPase), utilizado no tratamento de patologias que exigem a redução da secreção gástrica.

INTERAÇÃO: O cetoconazol depende de meio ácido para que sua absorção ocorra satisfatoriamente, de modo que o tratamento da infecção causada por fungos seria dificultado no caso de associação com omeprazol. A mesma informação se aplica aos antagonistas da histamina nos receptores H2 (ex: ranitidina, cimetidina) e aos antiácidos (ex: hidróxido de alumínio), pois estes também alteram as condições de absorção do antifúngico.

Na bula do cetoconazol há a recomendação de administrá-lo com bebida ácida, como um refrigerante à base de cola, caso medicamentos que reduzem a acidez gástrica sejam utilizados.

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Losartana potássica x Heparina


Losartana potássica é um antihipertensivo que age por antagonismo dos receptores de angiotensina II
Heparina é um anticoagulante de ação imediata que interfere na formação da fibrina e modifica também a agregação plaquetária.

INTERAÇÃO: É constatado através de literatura que as heparinas, sejam elas não fracionadas ou fracionadas (baixo peso molecular), inibem a secreção de aldosterona e assim provocam gradual perda de sódio e retenção de potássio. Sendo a losartana um fármaco antagonista dos receptores de angiotensina II, também irá interferir na secreção de aldosterona e, da mesma forma, causar retenção de potássio.
O efeito aditivo de ambos os fármacos em relação à retenção de potássio pode gerar um quadro de hipercalemia.

Duloxetina x Tramadol


Duloxetina é um antidepressivo que inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina
Tramadol é um analgésico opióide não seletivo, que age também inibindo a recaptação neuronal de noradrenalina e aumentando a liberação de serotonina

INTERAÇÃO: O uso simultâneo de duloxetina com tramadol pode levar à síndrome serotoninérgica, que é considerada um resultado de estimulação excessiva dos receptores de serotonina do sistema nervoso central. Esta síndrome pode ocorrer excepcionalmente com o uso de um medicamento, porém é muito mais frequente quando dois ou mais fármacos de ação serotoninérgica são administrados juntos.

Fenitoína x Ceftriaxona


Fenitoína é um anticonvulsivante que age estabilizando a membrana neuronal ao diminuir o influxo de sódio. Está indicada nas crises parciais simples e complexas, generalizadas, tônico-clônicas e estado epiléptico.

Ceftriaxona é um antibacteriano do grupo das cefalosporinas de 3ª geração, classificado por sua estrutura como um fármaco beta-lactâmico, possuindo atividade bactericida.

INTERAÇÃO: A ceftriaxona pode deslocar a fenitoína das ligações com as proteínas plasmáticas e assim aumentar as concentrações séricas do anticonvulsivante, elevando os riscos de exposição à sua toxicidade. Em uma situação como essa, existe a recomendação de se monitorar os níveis séricos de fenitoína livre nos pacientes que necessitem receber esta associação de fármacos.

Metotrexato x Sulfametoxazol/Trimetoprima


Metotrexato é um antagonista do ácido fólico com atividade citotóxica e imunossupressora
Sulfametoxazol/Trimetoprima é uma associação sinérgica de uma sulfonamida com a trimetoprima. Esta associação produz maior eficácia no tratamento antibacteriano em relação a uma sulfonamida usada isoladamente.

INTERAÇÃO: As sulfonamidas podem reduzir o clearance renal do metotrexato, o que representa perigo pois níveis séricos elevados de metotrexato podem elevar os riscos de supressão medular óssea e alterações hematológicas. As sulfonamidas podem ainda deslocar o metotrexato da ligação com proteínas plasmáticas, aumentando assim a sua concentração livre e elevando sua toxicidade.
A trimetoprima também interage nesta associação podendo elevar o risco de supressão medular óssea, devido aos efeitos aditivos ou sinérgicos no antagonismo do folato com o metotrexato.

É importante lembrar que há outras implicações envolvidas na alteração farmacocinética do metotrexato, por se tratar de um fármaco com elevada toxicidade potencial. Aqui foi relatada apenas uma das possibilidades.

Omeprazol x Ácido Acetilsalicílico


Omeprazol é um inibidor da H+/K+ATPase (bomba de prótons) usado no tratamento de úlceras gástricas, duodenais, refluxo gastroesofágico, entre outras indicações

Ácido acetilsalicílico é um AINE da classe dos salicilatos, utilizado por suas propriedades antiinflamatórias, antipiréticas e analgésicas, comum aos agentes deste grupo farmacológico, entre outras indicações

INTERAÇÃO: Nesta associação, um inibidor de bomba de prótons como o omeprazol pode reduzir a biodisponibilidade do AAS, e consequentemente os seus efeitos. O mecanismo sugerido envolve a supressão da secreção ácida proporcionada pelo omeprazol, que altera as condições do meio de absorção do AAS.

Carbidopa/Levodopa x Haloperidol


Levodopa é um precursor de dopamina utilizado no tratamento da Doença de Parkinson.

Haloperidol é um antagonista dopaminérgico (D2) usado no tratamento de psicoses.

INTERAÇÃO: Fármacos com ação antidopaminérgica como o haloperidol podem antagonizar os efeitos farmacológicos da levodopa, que é convertida em dopamina. Esta é uma interação interessante de comentar pois basta recordar o mecanismo de cada agente e pensar no que pode acontecer, pois são diretamente relacionados. Efeito aditivo depressor do sistema nervoso central poderá ocorrer.

CUIDADO: É importante lembrar que medicamentos da classe do haloperidol são contra indicados a portadores da Doença de Parkinson e, portanto, a associação deve mesmo ser evitada.

Prevenção de Problemas


- Fique alerta com os medicamentos que possuem baixo índice terapêutico ou que necessitam de níveis séricos específicos. Alguns exemplos são: glicosídeos digitálicos, varfarina, antimicrobianos aminoglicosídeos, teofilina e lítio.

- Não se esqueça de que há medicamentos que são indutores enzimáticos (ex: fenobarbital, carbamazepina, fenitoína) ou inibidores enzimáticos (ex: cimetidina, eritromicina, fluconazol), pois eles poderão interferir na eficácia de outros medicamentos.

- Analise sempre a farmacologia básica, considerando problemas esperados (depressão aditiva do sistema nervoso central, por exemplo) e tente imaginar o que poderá ocorrer quando uma associação se fizer necessária. Isso irá auxiliar na busca da alternativa mais segura.

- Considere que indivíduos idosos estão sob maior risco de apresentarem sintomas de interação, devido à redução das funções hepática e renal, fundamentais à farmacocinética.

- Tenha em mente que interações também se aplicam aos medicamentos isentos de prescrição e fitoterápicos, assim como a certos tipos de alimentos e drogas sociais como tabaco e álcool.

Interpretação e Intervenção


A detecção de uma interação medicamentosa pode não ser tão simples, sobretudo pela variabilidade observada entre os pacientes. Não se conhece muito sobre os fatores de predisposição ou proteção que determinam se uma interação ocorrerá, pois a susceptibilidade individual deve ser considerada. As variações tornam difícil prever o que poderá ocorrer se o paciente fizer uso de dois fármacos com potencial de interação.

Uma solução prática para este problema, sempre que possível, é buscar alternativas terapêuticas por meio da escolha de fármacos que não apresentem interação descrita em literatura. O melhor a se fazer é sempre evitar o uso concomitante de medicamentos que possuem potencial para interagir e causar sinergismo ou antagonismo.

Na ausência de opções de substituição, a manutenção da conduta ainda é possível sob determinados cuidados, já que a associação pode ser viável com ajustes na dose e monitoramento do paciente.

Interações Farmacodinâmicas


As interações farmacodinâmicas ocorrem nos sítios de ação dos fármacos, envolvendo os mecanismos pelos quais os efeitos desejados se processam. O efeito resulta da ação combinada das substâncias em receptores específicos ou em outros locais. 

Podem ocorrer respostas sinérgicas ou antagônicas, de forma que estas interações são relativamente comuns e requerem atenção contínua visando minimizar efeitos colaterais. A combinação de fármacos antimuscarínicos, por exemplo, aumenta a probabilidade de efeitos anticolinérgicos, tais como retenção urinária, boca seca e visão turva.

Um tipo de interação sinérgica no mecanismo de ação é o aumento do espectro bacteriano encontrado na associação de sulfametoxazol e trimetoprima, pois estes agentes produzem bloqueio sequencial de duas enzimas que catalisam estágios sucessivos da biossíntese do ácido folínico no microrganismo.

Diuréticos que reduzem as concentrações plasmáticas de potássio, como é o caso da furosemida, devem ser utilizados com cautela em pacientes que fazem uso de digoxina, pois alterações eletrolíticas poderiam elevar a sua toxicidade.




Interações Farmacocinéticas


As interações farmacocinéticas são aquelas que envolvem modificações nos processos de absorção, distribuição, biotransformação ou excreção dos fármacos utilizados em determinada conduta terapêutica. As interações deste tipo interferem na biodisponibilidade dos fármacos, alterando os picos de concentração e área sob a curva. Vejamos alguns fatores que participam de cada etapa que compõe o estudo da farmacocinética:

Absorção: alteração do pH gastrintestinal, lipossolubilidade, mecanismos de complexação, alteração na motilidade, grau de ionização e tempo de esvaziamento gástrico.

Distribuição: competição na ligação às proteínas plasmáticas e características concernentes ao volume de distribuição dos fármacos poderão determinar níveis plasmáticos e teciduais.

Biotransformação: os efeitos farmacológicos ou toxicológicos podem ser modificados por mecanismos de indução ou inibição enzimática envolvendo essencialmente o sistema citocromo P450.

Excreção: Alteração do pH nos túbulos renais, sendo que o aumento (alcalinização) irá favorecer a excreção de alguns fármacos e a diminuição (acidificação), de outros.

Definindo as Interações Medicamentosas


Para falarmos e pesquisarmos sobre as interações medicamentosas. é importante que se defina o seu conceito. Para isso, segue abaixo uma breve explicação formada por trechos retirados de um artigo da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos/MS.

Interação medicamentosa é evento clínico em que os efeitos de um fármaco são alterados pela presença de outro, constituindo causa comum de efeitos adversos. Quando dois medicamentos são administrados concomitantemente a um paciente, eles podem agir de forma independente ou interagirem entre si, com aumento ou diminuição de efeito terapêutico ou tóxico de um ou de outro.

O desfecho de uma interação medicamentosa pode ser perigoso quando promove aumento da toxicidade de um fármaco. Por exemplo, pacientes que fazem uso de varfarina podem ter sangramentos se passarem a usar um AINE sem reduzir a dose do anticoagulante.

Algumas vezes a interação reduz a eficácia de um fármaco, podendo ser tão nociva quanto o aumento. Por exemplo, tetraciclina sofre quelação por alimentos lácteos sendo excretada nas fezes sem produzir o efeito antimicrobiano desejado. Há também interações benéficas que são úteis, como por exemplo a de anti-hipertensivos e diuréticos.

As interações tendem a causar mais problemas nos idosos, público no qual o funcionamento dos rins e fígado é afetado, modificando a velocidade de eliminação dos fármacos.




Hidroclorotiazida x Escopolamina


Hidroclorotiazida é um diurético tiazídico que atua no túbulo distal reduzindo a reabsorção de sódio e cloreto, com perda também de potássio.

Escopolamina é um fármaco anticolinérgico com atividade espasmolítica sobre a musculatura lisa do trato gastrintestinal, geniturinário e vias biliares.

INTERAÇÃO: Agentes anticolinérgicos como a escopolamina podem aumentar a absorção e a biodisponibilidade de diuréticos tiazídicos como a hidroclorotiazida. O mecanismo relacionado é o retardo do trânsito gastrintestinal pela redução do peristaltismo provocada por anticolinérgicos. A importância clínica desta interação não é bem conhecida, mas pode ser necessário o maior acompanhamento do paciente hipertenso.




Furosemida x Metformina


Furosemida é um diurético que atua na alça de Henle, promovendo o aumento da excreção urinária de cloreto de sódio e potássio. É conhecido simplesmente como diurético de alça, por alusão ao seu sítio de ação.

Metformina é um antidiabético oral do grupo das biguanidas, exercendo sua ação através de diferentes mecanismos. O resultado obtido é a redução da glicemia pós-prandial e basal.

INTERAÇÃO: É encontrada em bula a informação de que a associação de metformina com diuréticos, especialmente os que são atuantes na alça de Henle, que é o caso da furosemida, poderá aumentar o risco de acidose lática. Alguns sintomas sugestivos desta condição clínica são: dor abdominal, cansaço, fraqueza, falta de ar e alteração na frequência cardíaca. É importante que se tenha atenção diante de qualquer desconforto causado pelo tratamento, para que a melhor alternativa seja encontrada.

Information about using furosemide x metformin:

Using furosemide together with metformin may increase the effects of metformin, which may lead to a life-threatening condition called lactic acidosis This can produce symptons like weakness, slow heart rate, muscle pain, shortness of breath and stomach pain.




Amoxicilina x Probenecida


Amoxicilina é uma penicilina da classe dos antibacterianos beta-lactâmicos
Probenecida é um agente uricosúrico que age diminuindo a reabsorção de ácido úrico e aumentando assim sua excreção

INTERAÇÃO: A probenecida pode aumentar as concentrações plasmáticas e a meia vida das penicilinas. O mecanismo é a inibição competitiva pela probenecida que interfere na secreção tubular renal das penicilinas.
Esta interação é explorada buscando acentuar o efeito antibacteriano das penicilinas.

CUIDADO: Pode ocorrer toxicidade e isto deve ser levado em conta caso uma dosagem alta de penicilina seja administrada por via intravenosa.

Fluoxetina x Ondansetrona


Fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) utilizado no tratamento dos casos de depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e outras patologias.

Ondansetrona é um fármaco indicado para prevenção e tratamento de náuseas e vômitos em geral, agindo como antagonista seletivo de receptores de serotonina subtipo 3 (5-HT3)

INTERAÇÃO: Houve um caso reportado onde a administração de ondansetrona a uma paciente em tratamento com fluoxetina e com sintomas depressivos controlados, gerou breve recaída sintomática. O mecanismo envolvido pode estar relacionado à redução da transmissão serotoninérgica, já que a fluoxetina inibe a recaptação deste neurotransmissor, porém a ondansetrona antagoniza seus efeitos, ainda que atue especificamente nos receptores 5-HT3.

Pacientes recebendo estes dois medicamentos simultaneamente devem ser observados quanto à possibilidade de recaída dos sintomas da depressão.

Additional information about interaction between fluoxetine x ondansetron:

Using ondansetron together with fluoxetine can increase the risk of a rare but serious condition called the serotonin syndrome. In addition, combining these medications can increase the risk of an irregular heart rhythm that may be serious and potentially life-threatening, although it is a relatively rare side effect. You may be more susceptible if you have a heart condition called congenital long QT syndrome, other cardiac diseases, conduction abnormalities, or electrolyte disturbances.




Paracetamol x Fenobarbital


Paracetamol é um analgésico e antitérmico que promove analgesia pela elevação do limiar da dor e redução da febre através de ação no centro hipotalâmico que regula a temperatura corporal.

Fenobarbital é um barbitúrico com ação anticonvulsivante e sedativa que exerce seu efeito através da ativação dos receptores GABA, facilitando a abertura dos canais de cloreto.

INTERAÇÃO: O risco existente nesta associação de fármacos é o da elevação do potencial hepatotóxico atribuído ao paracetamol, consequente da indução do sistema citocromo P450 produzida pelo fenobarbital. O paciente que fizer uso do anticonvulsivante deve ser orientado para que não se submeta ao risco de sofrer danos causados pela interação, principalmente se levarmos em conta que o paracetamol é um medicamento isento de prescrição e muito procurado nas drogarias.

Atorvastatina x Fluconazol


Atorvastatina é uma estatina utilizada no tratamento de dislipidemias que atua por inibição da enzima HMG- CoA redutase, reguladora da síntese de colesterol.

Fluconazol é um antifúngico triazólico cujo mecanismo de ação corresponde à inibição potente e específica da síntese fúngica de esteroides.

INTERAÇÃO: O fluconazol possui atividade inibidora do citocromo P450, de forma a interferir no metabolismo de fármacos como a atorvastatina, cujos níveis plasmáticos tendem a ficar elevados. A consequência esperada desta interação é a maior incidência de miopatias produzidas pelo efeito potencializado da atorvastatina, sendo que o mesmo se aplica à sinvastatina. Em casos mais acentuados, há risco de ocorrência de rabdomiólise.

Diltiazem x Diclofenaco


Diltiazem é utilizado no tratamento de angina e hipertensão arterial. Age como antagonista do cálcio, inibindo a entrada do íon na célula e produzindo o relaxamento da musculatura lisa.

Diclofenaco é um anti-inflamatório não-esteroidal (AINE) que possui como mecanismo de ação a inibição não seletiva de ciclo-oxigenase (COX), interferindo na biossíntese dos eicosanóides envolvidos em processos inflamatórios.

INTERAÇÃO: Inibidores da ciclo-oxigenase (COX) como o diclofenaco, podem atenuar os efeitos anti-hipertensivos de alguns bloqueadores dos canais de cálcio, como o diltiazem. O mecanismo está relacionado com a alteração do tônus vascular, dependente de prostaciclinas e de outros prostanoides originados pela ação da ciclo-oxigenase.

Além dos antagonistas do cálcio, outras classes de anti-hipertensivos também podem ter o efeito pretendido modificado pelo AINE.




Amicacina x Vancomicina


Amicacina é um antibacteriano aminoglicosídeo
Vancomicina é um antibacteriano glicopeptídeo

INTERAÇÃO: Quando administrados simultaneamente, glicopeptídeos como a vancomicina e aminoglicosídeos como a amicacina podem produzir efeitos aditivos nefrotóxicos ou neurotóxicos.

Captopril x Prednisona


Captopril é um anti-hipertensivo que age por inibição da enzima conversora de angiotensina (ECA), resultando na diminuição dos níveis de angiotensina II e aldosterona na circulação.

Prednisona é um corticosteroide utilizado em processos inflamatórios e manifestações alérgicas, possuindo também atividade imunossupressora.

INTERAÇÃO: Corticosteroides como a prednisona podem reduzir os efeitos dos anti-hipertensivos por produzirem retenção de sódio, elevando a pressão arterial e interferindo no tratamento com captopril e outros fármacos de mesma indicação terapêutica.

Ainda que a prednisona apresente maior atividade anti-inflamatória e menor retenção de sódio em relação à hidrocortisona, sua administração por períodos superiores a uma semana de tratamento poderá ocasionar interação.

Dexclorfeniramina x Amitriptilina


Dexclorfeniramina é um anti-histamínico de primeira geração que antagoniza os efeitos da histamina nos receptores H1.

Amitriptilina é um antidepressivo tricíclico que inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina, apresentando também ação anticolinérgica acentuada.

INTERAÇÃO: Os anti-histamínicos de primeira geração, como é o caso da dexclorfeniramina, exercem efeitos nos receptores muscarínicos periféricos da acetilcolina, podendo produzir ação anticolinérgica aditiva quando usados simultaneamente com a amitriptilina.

Alguns sintomas que apontam atividade parassimpatolítica e sugerem a interação conforme sua intensidade são: visão turva, boca seca, taquicardia, constipação, retenção urinária e desorientação.

Atenolol x Formoterol


Atenolol é um antagonista dos receptores beta-1 adrenérgicos (betabloqueador seletivo) indicado no tratamento da hipertensão arterial, angina e arritmias.

Formoterol é um agonista beta-2 adrenérgico seletivo que induz o relaxamento do músculo liso brônquico em pacientes com obstrução reversível das vias aéreas.

INTERAÇÃO: Conforme descrição em bula, o uso concomitante destes fármacos pode reduzir a eficácia de ambos, uma vez que produzem efeitos opostos no organismo. Apesar da seletividade do atenolol para o antagonismo dos receptores beta-1 adrenérgicos em relação ao propranolol, a segurança do uso precisa ser associada à susceptibilidade individual.

Pacientes que são portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), ou que são acometidos por crises de asma e seguem tratamento com formoterol, precisariam de uma alternativa de outro grupo caso seja necessário fazer uso de anti-hipertensivo.

Drug Interaction: Atenolol x Formoterol

Using atenolol together with formoterol may reduce the benefits of both medications, since they have opposing effects in the body. In addition, atenolol can sometimes cause narrowing of the airways, which may worsen your breathing problems or trigger severe asthmatic attacks. You may not be able to use atenolol if you have frequent asthma attacks or severe asthma or COPD (chronic obstructive pulmonary disease), or you may need a dose adjustment and more frequent monitoring of your lung function to safely use both medications.




Penicilinas x Varfarina sódica


As penicilinas ocasionalmente podem potencializar o risco de sangramento em pacientes tratados com anticoagulantes orais. O mecanismo exato desta interação não é bem conhecido, porém é provável que as penicilinas interfiram no tempo de agregação plaquetária. Em estudos, pacientes recebendo penicilina G, ampicilina, piperacilina, amoxicilina, entre outros, apresentaram alterações no tempo de agregação.
Cuidados são recomendados se uma penicilina for prescrita durante o tratamento com anticoagulante oral. O INR deve ser checado frequentemente e a dose do anticoagulante deve ser ajustada.

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