Digoxina


A digoxina é um glicosídeo cardíaco indicado no tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva. Influencia os fluxos dos íons sódio e cálcio no músculo cardíaco e assim proporciona aumento da sua contratilidade.
Este fármaco merece atenção especial pelo fato de possuir uma faixa terapêutica estreita, o que significa que a dose tóxica é muito próxima à dose utilizada para o tratamento. Por tal razão, relaciono abaixo diversas interações possíveis com a digoxina, já que algumas delas podem alterar a sua cinética e elevar sua toxicidade. É importante lembrar que haverão ainda outras interações, fato que exigirá uma pesquisa em cada caso pois normalmente um paciente que faz uso de digoxina também usa outros medicamentos.

INTERAÇÕES:

- inibidores da ECA: sem importância clínica
- amiodarona: os níveis de digoxina podem dobrar com o uso de amiodarona
- antiácidos: podem reduzir os níveis de digoxina, porém intervalos entre um fármaco e outro resolvem a questão
- benzodiazepínicos: aumento dos níveis de digoxina que podem chegar à toxicidade, principalmente em idosos
- carvedilol: aumento da biodisponibilidade da digoxina
- antifúngicos azólicos: risco de toxicidade por aumento dos níveis de digoxina
- verapamil: aumento dos níveis de digoxina
- estatinas: sem importância clínica
- levotiroxina: indivíduos com hipotireoidismo são mais sensíveis à digoxina
- corticóides: aumento do risco de toxicidade
- macrolídeos: aumento do risco de toxicidade
- ginkgo biloba: sem importância clínica
- topiramato: ligeira redução nos níveis de digoxina, parece não haver importância clínica
- fenitoína: redução dos níveis de digoxina, a importância clínica não é bem conhecida
- cloroquina: aumento dos níveis de digoxina
- aminoglicosídeos: a gentamicina pode elevar ao dobro os níveis de digoxina

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