Losartana x Piroxicam


Losartana é um anti-hipertensivo que age como antagonista dos receptores de angiotensina II.

Piroxicam é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que inibe a enzima ciclo-oxigenase (COX).

INTERAÇÃO: O paciente hipertenso em tratamento com losartana que receber prescrição de piroxicam estará sujeito à elevação da pressão arterial. O controle através de aferições na PA será importante para verificar-se a necessidade do ajuste na dose do anti-hipertensivo, ao menos enquanto for seguida a posologia do anti-inflamatório.

De modo geral, a associação entre AINEs e anti-hipertensivos tende a reduzir a eficácia dos segundos. Os grupos de fármacos descritos em bula sujeitos a esta interação com AINEs, além dos antagonistas da angiotensina II, são os IECA e os beta-bloqueadores.

A avaliação caso a caso é importante para que se tenha conhecimento dos fatores de risco atribuídos ao paciente.

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Atenolol x Clonidina


Atenolol é um antagonista dos receptores beta-1 adrenérgicos (betabloqueador seletivo) indicado no tratamento da hipertensão arterial, angina e arritmias.

Clonidina é um agente hipotensor cujo mecanismo de ação ocorre predominantemente através da estimulação de receptores alfa-2 adrenérgicos.

INTERAÇÃO: O uso de um betabloqueador associado à clonidina pode exacerbar a hipertensão de rebote que tende a ocorrer após a retirada desta, se feita de forma brusca. Parece não haver distinção no que diz respeito à seletividade atribuída ao atenolol ou à ação sobre os receptores beta-1 e beta-2 produzida pelo propranolol, já que na bula de ambos está descrita a interação.

Caso a associação ocorra e posteriormente seja necessário interromper o tratamento, recomenda-se retirar antes o betabloqueador de forma gradual, depois a clonidina.

Fenitoína x Claritromicina


Fenitoína é um fármaco de atividade anticonvulsivante incluído no grupo das hidantoínas, atuante no controle da hiperexcitabilidade neuronal. O efeito estabilizador de membrana ocorre devido à diminuição do influxo de sódio.

Claritromicina é um antibacteriano pertencente ao grupo dos macrolídeos. Seu mecanismo de ação consiste na inibição de síntese proteica microbiana através de ligação às subunidades ribossômicas 50S.

INTERAÇÃO: Esta associação poderá causar redução dos níveis séricos da claritromicina, interferindo em sua eficácia e ocasionando o surgimento de resistências bacterianas. Por consequência, o controle da infecção instalada seria dificultado. Outro problema identificado nesta interação é a elevação dos níveis da fenitoína, expondo o paciente ao maior risco de apresentar efeitos desagradáveis conhecidos do anticonvulsivante, tais como ataxia, nistagmo e confusão mental.

O mecanismo da interação pode ser bem compreendido se recordarmos que a fenitoína possui atividade indutora de CYP3A4, enquanto a claritromicina apresenta efeito inibitório enzimático.

Hidroclorotiazida x Glibenclamida


Hidroclorotiazida é um diurético representante do grupo dos tiazídicos, com atuação no túbulo distal. Reduz a reabsorção ativa de sódio e cloreto, ocasionando também a perda de potássio.

Glibenclamida é um hipoglicemiante incluído no grupo das sulfonilureias. Tem como mecanismo de ação o estímulo sobre as células beta nas ilhotas pancreáticas para a liberação de insulina.

INTERAÇÃO: A hidroclorotiazida pode reduzir a eficácia dos hipoglicemiantes orais, assim como interferir sobre a necessidade de insulina. O exemplo aqui citado foi a glibenclamida, mas o mesmo pode ocorrer com outros fármacos que possuem esta finalidade, sejam sulfonilureias ou pertencentes a um grupo diverso.

Apenas visando acrescentar informação, em bula está descrito que indivíduos suscetíveis ao diabetes ficam propensos a manifestar a patologia durante o tratamento com diuréticos tiazídicos.




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