Pioglitazona x Genfibrozila


Pioglitazona é um hipoglicemiante oral pertencente ao grupo das tiazolidinodionas (grupo escrito de forma diferente em algumas fontes) que depende da presença da insulina para exercer seu mecanismo, reduzindo a resistência periférica e hepática.

Genfibrozila é um agente regulador de lípides indicado em casos de dislipidemia, prevenção de doença arterial coronariana e infarto do miocárdio. Inibe a lipólise periférica e diminui a captação hepática de ácidos graxos livres, elevando também o clearance de apolipoproteína B.

INTERAÇÃO: A bula descreve a genfibrozila como um inibidor de CYP2C8 capaz de elevar em até três vezes a área sob a curva da pioglitazona. O potencial para efeitos adversos relacionados a este hipoglicemiante são relacionados à dose, portanto a administração concomitante dos fármacos em questão pode gerar a necessidade de ajuste na posologia.

Paroxetina x Risperidona


Paroxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) indicado no tratamento da depressão e transtornos de ansiedade.

Risperidona é um neuroléptico atípico que age como antagonista seletivo das monoaminas cerebrais. Possui afinidade pelos receptores serotoninérgicos e dopaminérgicos

INTERAÇÃO: A paroxetina, assim como outros ISRS, produz inibição da isoenzima CYP2D6, interferindo no metabolismo hepático de outros fármacos. A risperidona é um exemplo de neuroléptico cuja concentração plasmática pode ser aumentada quando feito o uso concomitante.

A bula de risperidona informa que, dependendo do inibidor de CYP2D6 que for utilizado, a fração antipsicótica ativa não é aumentada, mas no caso da paroxetina isso tem maior chance de ocorrer.




Bupropiona x Levodopa


Bupropiona é um fármaco indicado no tratamento de depressão ou prevenção de recaídas. Atua como inibidor seletivo da recaptação de noradrenalina e dopamina, com menor efeito sobre a serotonina.

Levodopa é um precursor da dopamina utilizado como pró-fármaco com a finalidade de aumentar os níveis do neurotransmissor no tratamento da doença de Parkinson.

INTERAÇÃO: A bula informa que dados clínicos sugeriram maior incidência de reações adversas de origem neuropsiquiátrica em indivíduos tratados com levodopa e que passaram a receber bupropiona. Deste modo, há a recomendação de cautela na associação destes fármacos.

Levando em consideração que a levodopa é um precursor da dopamina e que a bupropiona inibe a recaptação deste neurotransmissor, é possível associar os efeitos colaterais à maior estimulação dopaminérgica e ação simpatomimética.

Rivastigmina x Atenolol


Rivastigmina é um inibidor da acetilcolinesterase (AChE), indicado no tratamento da doença de Alzheimer.

Atenolol é um antagonista dos receptores beta-1 adrenérgicos (betabloqueador seletivo) indicado no tratamento da hipertensão arterial, angina e arritmias.

INTERAÇÃO: O uso combinado de rivastigmina com betabloqueadores pode produzir efeitos aditivos que levam à bradicardia. O mecanismo da interação se justifica pelo bloqueio dos receptores beta-1 adrenérgicos no coração associado à inibição da acetilcolinesterase, resultando em níveis elevados de acetilcolina e, consequentemente, maior atividade parassimpática.

Betabloqueadores seletivos, como o atenolol, são associados ao maior risco, mas também há relatos de interação quando utilizados outros que não possuem seletividade.

Metilfenidato x Anti-hipertensivos


Metilfenidato é um fármaco indicado no tratamento do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), cujo mecanismo de ação está relacionado com a inibição da recaptação de dopamina, porém sem disparo na liberação do neurotransmissor.

INTERAÇÃO: Na sessão de interações medicamentosas da bula de metilfenidato há a informação de que este fármaco pode diminuir a efetividade de medicamentos utilizados para tratamento da hipertensão arterial. Não é citada uma classe de anti-hipertensivos específica.

A causa da interação possivelmente envolve a estimulação simpática produzida pela inibição da recaptação de dopamina, tendo como efeitos colaterais a taquicardia e aumento da resistência vascular periférica.




Valsartana x Lítio


Valsartana é um antagonista específico dos receptores de angiotensina II, indicado no tratamento da hipertensão arterial.

Lítio é um fármaco utilizado no tratamento de transtorno afetivo bipolar, mania e depressão. Altera o transporte do sódio nas células nervosas e musculares, modificando o metabolismo intraneural das catecolaminas.

INTERAÇÃO: De acordo com a bula, foram relatadas alterações séricas do lítio, incluindo casos de toxicidade, durante a administração concomitante com antagonistas dos receptores de angiotensina II, grupo no qual estão incluídos fármacos como a valsartana, losartana e irbesartana. A mesma informação está associada ao uso de lítio em conjunto com inibidores da ECA.

O risco é aumentado em pacientes idosos ou que apresentam fatores de risco, tais como restrição de sódio, insuficiência renal, insuficiência cardíaca congestiva ou desidratação.

Escopolamina x Hidroxizina


Escopolamina é um fármaco anticolinérgico que exerce atividade espasmolítica sobre a musculatura lisa do trato gastrintestinal, geniturinário e vias biliares.

Hidroxizina é um anti-histamínico de primeira geração indicado no tratamento de manifestações alérgicas. Promove o antagonismo dos receptores H1 da histamina.

INTERAÇÃO: Anti-histamínicos de primeira geração, tais como a hidroxizina, prometazina ou dexclorfeniramina, possuem atividade anticolinérgica e podem intensificar as reações já esperadas com a utilização da escopolamina. Apenas para recordar, alguns dos efeitos desagradáveis decorrentes do bloqueio de receptores muscarínicos da acetilcolina são: boca seca, visão turva, retenção urinária, taquicardia e constipação.

Fluoxetina x Alprazolam


Fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) utilizado no tratamento dos casos de depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e outras patologias.

Alprazolam é um benzodiazepínico com atividades anticonvulsivante, sedativa, relaxante muscular e ansiolítica, comuns aos representantes deste grupo farmacológico.

INTERAÇÃO: Recomenda-se cautela na administração concomitante destes fármacos, devido ao potencial da fluoxetina como inibidor de CYP2D6. De acordo com informação de bula, foram observadas alterações nos níveis séricos de alprazolam quando administrado em pacientes tratados com fluoxetina.




Salbutamol x Escopolamina


Salbutamol é um agonista seletivo dos receptores beta-2 adrenérgicos da musculatura brônquica, indicado no controle e prevenção dos espasmos durante as crises de asma.

Escopolamina é um fármaco anticolinérgico que exerce atividade espasmolítica sobre a musculatura lisa do trato gastrintestinal, geniturinário e vias biliares.

INTERAÇÃO: Um efeito colateral conhecido dos agonistas beta-2 adrenérgicos, apesar de sua seletividade, é a taquicardia produzida em decorrência de estimulação dos receptores beta da musculatura cardíaca. Esta reação pode ser potencializada se houver uso concomitante com a escopolamina, uma vez que sua atividade anticolinérgica torna mais evidente a ação do sistema nervoso autônomo simpático.

Metformina x Enalapril


Metformina é um antidiabético oral do grupo das biguanidas que exerce sua ação através de diferentes mecanismos. O resultado obtido é a redução da glicemia pós-prandial e basal.

Enalapril é um anti-hipertensivo inserido no grupo dos inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA).

INTERAÇÃO: Fármacos que agem como inibidores da ECA, tomando como exemplo o enalapril, podem ocasionar redução da glicemia nos pacientes diabéticos tratados com metformina. Em decorrência desta interação, é possível que exista a necessidade de ajuste na dose da metformina a fim de se evitarem descompensações. Este procedimento deve ser levado em consideração durante o uso dos inibidores da ECA ou após sua interrupção.




Levofloxacino x Antiácidos


Levofloxacino é um agente antimicrobiano quinolônico que possui ação bactericida por meio da inibição das topoisomerases II (DNA-girase) e IV.

INTERAÇÃO: A bula de levofloxacino informa que sua administração associada aos antiácidos que contenham magnésio ou alumínio, assim como sucralfato, em intervalos inferiores a duas horas pode formar quelatos e prejudicar a absorção. Este processo também pode ocorrer na presença de ferro e preparações multivitamínicas contendo cálcio ou zinco.

O mesmo tipo de interação é encontrada na bula de ciprofloxacino, onde consta a informação de que a restrição não se aplica aos antagonistas dos receptores histamínicos H2, tendo como exemplo a ranitidina. 




Clonazepam x Olanzapina


Clonazepam é um benzodiazepínico com atividades anticonvulsivante, sedativa, relaxante muscular e ansiolítica, comuns aos representantes deste grupo farmacológico.

Olanzapina é um antipsicótico atípico com perfil farmacológico amplo, exercendo seu efeito por meio da ação em diferentes sistemas de receptores.

INTERAÇÃO: O uso concomitante destes fármacos pode provocar queda na pressão arterial, fraqueza muscular, vertigem, dificuldades na dicção e baixa pulsação. Tais reações são mais prováveis de ocorrer em pacientes idosos ou que apresentam condição debilitante, tendo como exemplo a dificuldade respiratória.

As advertências e precauções na bula da olanzapina informam que o aumento da mortalidade em pacientes idosos tratados com este fármaco tem como um dos fatores de risco o uso concomitante de benzodiazepínicos.




Sertralina x Sumatriptana


Sertralina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) indicado no tratamento de depressão, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo e outras patologias.

Sumatriptana é um fármaco indicado no alívio das crises de enxaqueca que age como agonista seletivo vascular de receptores 5-HT1, produzindo vasoconstrição cerebral.

INTERAÇÃO: A bula relata que nos estudos realizados em período pós-comercialização da sumatriptana, surgiram relatos de pacientes que fizeram uso concomitante deste fármaco com  os ISRS, como é o caso da sertralina, e apresentaram sintomas associados à síndrome serotoninérgica. 

Alguns dos sintomas descritos são: incoordenação motora, confusão, fraqueza e agitação. Os relatos foram classificados como raros.

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Amiodarona x Varfarina


Amiodarona é agente um antiarrítmico que atua por meio de diferentes mecanismos, tais como o alongamento do potencial de ação da fibra cardíaca, inibição adrenérgica alfa e beta não competitiva, entre outros.

Varfarina é um anticoagulante cumarínico cujo mecanismo de ação consiste na inibição de fatores de coagulação dependentes da vitamina K.

INTERAÇÃO: Quando estes fármacos são administrados concomitantemente, há risco de exacerbação do efeito do anticoagulante oral, tendo como consequência a maior probabilidade de hemorragia. O mecanismo da interação pode ser explicado pela inibição de enzimas do citocromo P450 produzida pela amiodarona ou seu metabólito.

Há recomendação de monitoramento dos níveis de protrombina (INR) com regularidade, assim como ajuste na dose da varfarina durante e após o tratamento com amiodarona, conforme os exames apontem esta necessidade.

Drug Interaction: Amiodarone x Warfarin

Using amiodarone together with warfarin may cause you to bleed more easily. You may need a dose adjustment based on your prothrombin time or INR. 




Ácido Acetilsalicílico x Valproato de Sódio


Ácido Acetilsalicílico é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que possui propriedades analgésica e antipirética, sendo usado também como antiagregante plaquetário. Atua por inibição da enzima ciclo-oxigenase (COX).

Valproato de Sódio (ácido valproico) é um anticonvulsivante utilizado como monoterápico ou adjuvante em crises parciais complexas. Seu efeito se justifica pelo aumento dos níveis cerebrais do neurotransmissor GABA.

INTERAÇÃO: Está relatado em bula o aumento da toxicidade do valproato de sódio quando associado ao ácido acetilsalicílico, devido à maior taxa de deslocamento das proteínas plasmáticas e consequente elevação nos níveis de fármaco em sua forma ativa. Alguns sintomas que poderão surgir em decorrência desta interação são os seguintes: fraqueza, náusea, vômito, sonolência ou dor abdominal. O ajuste na dose pode ser necessário visando garantir maior eficácia e segurança ao tratamento.




Dipirona x Ciclosporina


Dipirona é um derivado pirazolônico com efeitos analgésico e antipirético cujo mecanismo de ação envolve a inibição da síntese de prostaglandinas e a dessensibilização de nociceptores periféricos.

Ciclosporina é um agente imunossupressor que inibe o desenvolvimento das reações de células mediadoras, visando prolongar a sobrevida de transplantes alogênicos.

INTERAÇÃO: A bula de dipirona indica que a administração concomitante com ciclosporina ocasiona redução nos níveis plasmáticos do imunossupressor, havendo, portanto, a necessidade de monitoramento das concentrações para manutenção do efeito terapêutico.

Nifedipino x Cimetidina


Nifedipino é um anti-hipertensivo incluído na classe dos bloqueadores seletivos dos canais de cálcio, inibindo o processo de contração do músculo liso ao bloquear o influxo celular do íon.

Cimetidina é um fármaco utilizado no controle da secreção ácida gástrica, agindo como inibidor das ações da histamina nos receptores H2. Reduz tanto o volume quanto a acidez da secreção.

INTERAÇÃO: A metabolização do nifedipino ocorre por meio do CYP3A4, de forma que fármacos com ação indutora ou inibidora deste sistema enzimático poderão interferir em sua depuração. Esta é justamente a possibilidade de interação entre o citado antagonista do cálcio e a cimetidina, fármaco inibidor de CYP3A4. Ritmo cardíaco irregular, edema ou queda na pressão arterial são sintomas sugestivos da interação.

A bula do anlodipino, também antagonista do cálcio, cita que a coadministração com cimetidina não alterou sua farmacocinética.

Nimesulida x Espironolactona


Nimesulida é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que atua por inibição preferencial da isoenzima COX-2, a qual é induzida durante o processo da inflamação. 

Espironolactona é um diurético poupador de potássio que tem como mecanismo de ação o antagonismo da aldosterona, resultando na excreção de sódio e água.

INTERAÇÃO: Pacientes que seguem tratamento com a espironolactona e fizerem uso de nimesulida poderão ser submetidos ao risco de hipercalemia e nefrotoxicidade, além de haver diminuição do efeito diurético na presença do anti-inflamatório. O mesmo tipo de interação, segundo informação de bula, pode ocorrer no caso de uso concomitante da nimesulida com outros diuréticos poupadores de potássio, por exemplo a amilorida.

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Amitriptilina x Baclofeno


Amitriptilina é um antidepressivo tricíclico que inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina, apresentando também ação anticolinérgica acentuada.

Baclofeno é um antiespástico de ação medular que atua como estimulante dos receptores GABAb, inibindo assim a liberação de aminoácidos excitatórios (glutamato e aspartato).

INTERAÇÃO: A bula relata que o efeito do baclofeno pode ser potencializado no tratamento concomitante com antidepressivos tricíclicos, que é o caso da amitriptilina, tendo como consequência um quadro de hipotonia muscular pronunciada. O risco de outros efeitos colaterais também é aumentado, podendo manifestar sintomas como tontura, sonolência e dificuldade de concentração.

Propranolol x Metformina


Propranolol é um antagonista competitivo dos receptores adrenérgicos beta-1 e beta-2, tendo como algumas de suas indicações o tratamento da hipertensão arterial, angina e arritmias.

Metformina é um antidiabético oral do grupo das biguanidas que exerce sua ação através de diferentes mecanismos. O resultado obtido é a redução da glicemia pós-prandial e basal.

INTERAÇÃO: A bula relata que propranolol modifica a taquicardia da hipoglicemia, assim como pode prolongar a resposta hipoglicêmica à insulina, portanto é sugerida cautela em sua administração concomitante à metformina ou a outros fármacos hipoglicemiantes. Existe a possibilidade de os betabloqueadores mascararem sintomas da hipoglicemia, tais como tremores e taquicardia, dificultando o reconhecimento de quedas importantes nos níveis da glicemia na ausência de monitoramento.




Sibutramina x Claritromicina


Sibutramina é um fármaco utilizado como adjuvante no tratamento da obesidade. Exerce ação terapêutica ao inibir a recaptação de noradrenalina, serotonina e dopamina.

Claritromicina é um antibacteriano do grupo dos macrolídeos. Atua inibindo a síntese proteica dos agentes patógenos através de ligação às subunidades ribossômicas 50S.

INTERAÇÃO: Pacientes com prescrição de sibutramina que tiverem a necessidade de uso de um antimicrobiano poderão sofrer maior exposição aos efeitos colaterais da terapia, caso a claritromicina seja o fármaco de escolha. A interação ocorre devido à inibição de CYP3A4 produzida por macrolídeos, especialmente claritromicina e eritromicina, elevando as concentrações plasmáticas da sibutramina.




Metoclopramida x Levodopa


Metoclopramida é um fármaco utilizado como antiemético e estimulante peristáltico, atuando como antagonista da dopamina.

Levodopa é um precursor da dopamina utilizado como pró-fármaco com a finalidade de aumentar os níveis do neurotransmissor no tratamento da doença de Parkinson.

INTERAÇÃO: Levodopa e metoclopramida possuem antagonismo mútuo, de forma que sua combinação é contraindicada em bula. O paciente diagnosticado com doença de Parkinson que fizer uso da levodopa deve ser orientado a não utilizar metoclopramida em caso de necessidade de um antiemético, pois a eficácia do tratamento pode ser reduzida. Além disso, o uso concomitante destes fármacos poderia aumentar ou agravar o risco de efeitos colaterais.




Omeprazol x Clopidogrel


Omeprazol é um inibidor da bomba de prótons (H+K+ATPase) utilizado no tratamento de patologias que exigem a redução da secreção gástrica.

Clopidogrel é um inibidor da agregação plaquetária cujo mecanismo de ação corresponde ao antagonismo seletivo do receptor de adenosina difosfato.

INTERAÇÃO: Em bula encontra-se a informação de que é desaconselhado o uso concomitante de clopidogrel com omeprazol ou esomeprazol. O motivo citado é a inibição de CYP2C19 ocasionada por estes fármacos e a consequente redução na eficácia do antiagregante plaquetário como preventivo de eventos aterotrombóticos.

A instrução é a de se considerar o uso do pantoprazol, caso um inibidor da bomba de prótons seja necessário, devido à menor atividade inibidora de CYP2C19 produzida por este representante do grupo. Em resultados de estudos citados em bula, os antiácidos não alteraram a absorção do clopidogrel.

Amicacina x Furosemida


Amicacina é um antimicrobiano aminoglicosídeo que exerce ação bactericida. Inibe a síntese proteica dos patógenos através de ligação à fração 30S do ribossomo.

Furosemida é um diurético que atua na alça de Henle aumentando a excreção urinária de cloreto de sódio e potássio. É conhecido como diurético de alça, por alusão ao seu sítio de ação.

INTERAÇÃO: Está descrita em bula a recomendação de se evitar o uso concomitante ou sucessivo de aminoglicosídeos com diuréticos potentes, que é o caso da furosemida. A associação destes fármacos eleva o risco de ocorrência das reações adversas mais conhecidas atribuídas à amicacina e demais representantes do grupo. As complicações que poderão surgir em função desta interação são as de ototoxicidade e toxicidade renal.




Sildenafila x Cimetidina


Sildenafila é um fármaco utilizado no tratamento da disfunção erétil. Promove inibição seletiva da fosfodiesterase-5, facilitando o relaxamento da musculatura lisa produzido pela ação do óxido nítrico nos corpos cavernosos.

Cimetidina é um fármaco utilizado no controle da secreção ácida gástrica, agindo como inibidor das ações da histamina nos receptores H2. Através deste mecanismo, reduz tanto o volume quanto a acidez da secreção.

INTERAÇÃO: O metabolismo da sildenafila é mediado principalmente pelas isoformas do citocromo P450, de maneira que inibidores dessas isoenzimas, a exemplo da cimetidina, tendem a reduzir o clearance da sildenafila, potencializando seus efeitos. Alguns sintomas desagradáveis que poderão surgir em decorrência da elevação dos níveis plasmáticos são: náusea, cefaleia, rubor, visão turva, tontura, taquicardia e priapismo.

Lítio x Hidroclorotiazida


Lítio é um fármaco utilizado no tratamento de transtorno afetivo bipolar, mania e depressão. Altera o transporte do sódio nas células nervosas e musculares, modificando o metabolismo intraneural das catecolaminas.

Hidroclorotiazida é um diurético representante do grupo dos tiazídicos, com atuação no túbulo distal. Reduz a reabsorção ativa de sódio e cloreto, ocasionando também a perda de potássio.

INTERAÇÃO: A perda de sódio produzida pela hidroclorotiazida poderá diminuir a depuração renal do lítio, elevando suas concentrações plasmáticas a níveis tóxicos. Alguns sintomas sugestivos de intoxicação por lítio são: diarreia, vômito, tremores, sede, fraqueza muscular e aumento da frequência urinária. O ajuste na dose talvez seja necessário diante desta associação de fármacos, principalmente levando-se em consideração o baixo índice terapêutico do lítio.

Glibenclamida x Captopril


Glibenclamida é um hipoglicemiante oral incluído no grupo das sulfoniluréias. Tem como mecanismo de ação o estímulo sobre as células beta nas ilhotas pancreáticas para a liberação de insulina.

Captopril é um anti-hipertensivo que age por inibição da enzima conversora de angiotensina (ECA), resultando na diminuição dos níveis de angiotensina II e aldosterona na circulação.

INTERAÇÃO: A associação de fármacos inibidores da ECA com a glibenclamida, ou outros representantes de seu grupo, poderá potencializar o efeito hipoglicemiante pretendido com a terapia no controle do diabetes. Sintomas desagradáveis que sugerem quadro de hipoglicemia, tais como fraqueza, tremores, tontura, sudorese, entre outros, deverão ser observados.

O ajuste na dose, assim como maior frequência de monitoramento glicêmico, talvez sejam medidas a serem consideradas para que o tratamento apresente maior eficácia.

Alopurinol x Amoxicilina


Alopurinol é um fármaco utilizado no tratamento a longo prazo da gota. Tem como mecanismo de ação a inibição da xantina-oxidase, enzima que corresponde à biossíntese do ácido úrico.

Amoxicilina é uma penicilina com ação bactericida, pertencente ao grupo dos antimicrobianos beta-lactâmicos. Age através da inibição da síntese de parede celular nos agentes patógenos.

INTERAÇÃO: As bulas de ambos os medicamentos informam que o uso desta associação pode aumentar a probabilidade de ocorrerem reações alérgicas cutâneas, havendo o mesmo risco para a utilização de alopurinol com ampicilina. A recomendação é a de se administrar, sempre que possível, uma alternativa que substitua estes antimicrobianos nos pacientes que seguem tratamento com alopurinol e precisarem cuidar de uma infecção.




Enalapril x Espironolactona


Enalapril é um anti-hipertensivo inserido no grupo dos inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA).

Espironolactona é um diurético poupador de potássio, tendo como mecanismo de ação o antagonismo da aldosterona.

INTERAÇÃO: O tratamento com enalapril associado à espironolactona poderá produzir elevação dos níveis séricos de potássio, ocasionando quadro de hipercalemia. Esta condição terá maior possibilidade de se manifestar em pacientes idosos ou que são portadores de patologias renais, tais como insuficiência renal aguda ou glomerulonefrite, além de diabetes. Alguns sintomas que poderão sugerir a hipercalemia são: frequência cardíaca irregular, parestesia (formigamento), fraqueza, náusea e vômito.

A interação está descrita na bula de ambos os medicamentos, sendo citada a mesma ocorrência com outros inibidores da ECA. O ajuste na dose talvez seja necessário.

Drug Interaction: Enalapril x Spironolactone

Using enalapril together with spironolactone may increase the levels of potassium in your blood (hyperkalemia), especially if you are dehydrated or have kidney disease, diabetes, heart failure or if you are an older adult. Hyperkalemia can cause symptoms such as weakness, confusion and uneven heartbeats.




Teste - Biodisponibilidade


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Tramadol x Fluoxetina


Tramadol é um analgésico opióide de ação central que atua de forma semelhante às endorfinas, ligando suas moléculas aos receptores das células nervosas e levando à diminuição da dor.

Fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) utilizado no tratamento dos casos de depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e outras patologias.

INTERAÇÃO: Esta associação de medicamentos pode produzir, ainda que em casos isolados, um quadro de síndrome serotoninérgica. Alguns dos sintomas sugestivos são: confusão, agitação, alterações na pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, febre e alucinações. Também há risco de esta condição se desenvolver quando o tramadol for administrado juntamente com outros ISRS, não apenas a fluoxetina.

Consta ainda em bula a informação de que o tramadol pode reduzir o limiar para crises convulsivas quando associado aos ISRS. Os relatos de convulsão são classificados como raros.

Varfarina x Ciprofloxacino


Varfarina é um anticoagulante cumarínico cujo mecanismo de ação consiste na inibição de fatores de coagulação dependentes da vitamina K.

Ciprofloxacino é um antimicrobiano pertencente ao grupo das quinolonas fluoradas, possuindo ação bactericida através da inibição da DNA-girase.

INTERAÇÃO: O paciente em tratamento com varfarina poderá apresentar aumento de risco hemorrágico quando houver associação com ciprofloxacino. Esta interação pode ser classificada com grau moderado e consta em sessão apropriada da bula de ambos os medicamentos. Uma estratégia que pode ser adotada, havendo a necessidade de administração dos dois tratamentos, é a de monitorar o tempo de protrombina do paciente, prezando por sua segurança.




Teste - Fármacos Anticolinesterásicos


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Teste - Hipoglicemiantes Orais


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Ranitidina x Fenitoína


Ranitidina é um fármaco utilizado na redução da secreção ácida gástrica, exercendo seu efeito através do antagonismo de receptores histamínicos H2.

Fenitoína é um anticonvulsivante que previne a hiperexcitabilidade neuronal ao reduzir o influxo de sódio na membrana.

INTERAÇÃO: O paciente em tratamento com fenitoína que passa a receber ranitidina pode apresentar elevação nas concentrações plasmáticas do anticonvulsivante, potencializando seus efeitos. O ajuste na dose para manutenção do tratamento talvez seja necessário diante de sintomas sugestivos de reações adversas da fenitoína no sistema nervoso central. Tais reações podem ocorrer na forma de nistagmo, ataxia, vertigem, confusão mental, dificuldade de dicção, entre outros.

Apesar de a cimetidina ser mais conhecida por inibição de CYP3A4 entre os anti-histamínicos H2, a bula de ranitidina informa a capacidade de esta interferir na biotransformação e eliminação de outros medicamentos. A interação está descrita nas fontes utilizadas como referências do blog.

Claritromicina x Sinvastatina


Claritromicina é um antimicrobiano presente no grupo dos macrolídeos, que atua inibindo a síntese proteica bacteriana através de ligação às subunidades ribossômicas 50S dos agentes patogênicos.

Sinvastatina é um fármaco pertencente ao grupo das estatinas, utilizado no tratamento de dislipidemias. Seu mecanismo de ação corresponde à inibição da HMG-CoA redutase, enzima reguladora da via de síntese do colesterol.

INTERAÇÃO: Antimicrobianos macrolídeos, tais como claritromicina ou eritromicina, são conhecidos como inibidores da CYP3A4, interferindo no metabolismo de outros fármacos. A inibição enzimática tem como consequência o aumento da concentração plasmática de medicamentos associados, oportunizando a ocorrência de reações adversas. A associação de um macrolídeo com sinvastatina, assim como a outras estatinas, não é recomendada. O paciente pode ser acometido por danos hepáticos e há risco de rabdomiólise.




Omeprazol x Metotrexato


Omeprazol é um fármaco inibidor da bomba de prótons (H+K+ATPase), utilizado no tratamento de patologias que exigem a redução da secreção gástrica.

Metotrexato é um antagonista do ácido fólico com atividade citotóxica e imunossupressora.

INTERAÇÃO: Inibidores da bomba de prótons, tomando como exemplo o omeprazol, podem aumentar os níveis séricos do metotrexato. A consequência desta interação é a maior exposição do paciente aos seus efeitos colaterais, devido à elevada toxicidade potencial.

A bula do metotrexato relata uma série de reações adversas importantes, de forma que o cuidado não deve ser negligenciado. Diante da impossibilidade de substituição e doses elevadas de metotrexato, há recomendação de se considerar a interrupção temporária do omeprazol.




Glimepirida x Clorpromazina


Glimepirida é um hipoglicemiante oral incluído no grupo das sulfonilureias. Tem como mecanismo de ação o estímulo sobre as células beta nas ilhotas pancreáticas para a liberação de insulina.

Clorpromazina é um antipsicótico indicado em casos com necessidade de ação neuroléptica e sedativa. Possui ação estabilizadora no sistema nervoso central e periférico.





INTERAÇÃO: A clorpromazina poderá interferir nos níveis de glicemia e reduzir a eficácia dos hipoglicemiantes orais, tomando como exemplo a glimepirida. Encontra-se em bula a informação de que doses a partir de 100mg diários de clorpromazina predispõem o paciente à elevação da glicemia, gerando a possível necessidade de ajuste na dose do hipoglicemiante e monitoramento glicêmico. Tais medidas são importantes para o controle do diabetes durante o tratamento com neurolépticos e também após sua interrupção.

Drug Interaction: Glimepiride x Chlorpromazine

Chlorpromazine may interfere with blood glucose control and reduce the effectiveness of glimepiride and other diabetic medications. Monitor your blood sugar levels closely. You may need a dose adjustment of your diabetic medications during and after treatment with chlorpromazine.




Metoclopramida x Haloperidol


Metoclopramida é um fármaco utilizado como antiemético e estimulante peristáltico, atuando como antagonista da dopamina.

Haloperidol é um neuroléptico usado em tratamento de psicoses e quadros de esquizofrenia, sendo um potente bloqueador de receptores dopaminérgicos centrais.

INTERAÇÃO: Apenas um dos fármacos citados nesta interação já pode causar o surgimento de reações extrapiramidais, que são sintomas identificados por transtornos do movimento. O uso concomitante, por sua vez, eleva a chance de submeter o paciente ao desconforto dos efeitos colaterais e risco de discinesia tardia. Sintomas como espasmos musculares, deglutição atípica, tremores, contração mandibular e movimentos bruscos dos membros superiores ou inferiores devem ser observados para avaliação da conduta terapêutica.

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