Claritromicina x Sinvastatina


Claritromicina é um antimicrobiano presente no grupo dos macrolídeos, que atua inibindo a síntese proteica bacteriana através de ligação às subunidades ribossômicas 50S dos agentes patogênicos.

Sinvastatina é um fármaco pertencente ao grupo das estatinas, utilizado no tratamento de dislipidemias. Seu mecanismo de ação corresponde à inibição da HMG-CoA redutase, enzima reguladora da via de síntese do colesterol.

INTERAÇÃO: Antimicrobianos macrolídeos, tais como claritromicina ou eritromicina, são conhecidos como inibidores da CYP3A4, interferindo no metabolismo de outros fármacos. A inibição enzimática tem como consequência o aumento da concentração plasmática de medicamentos associados, oportunizando a ocorrência de reações adversas. A associação de um macrolídeo com sinvastatina, assim como a outras estatinas, não é recomendada. O paciente pode ser acometido por danos hepáticos e há risco de rabdomiólise.




Omeprazol x Metotrexato


Omeprazol é um fármaco inibidor da bomba de prótons (H+K+ATPase), utilizado no tratamento de patologias que exigem a redução da secreção gástrica.

Metotrexato é um antagonista do ácido fólico com atividade citotóxica e imunossupressora.

INTERAÇÃO: Inibidores da bomba de prótons, tomando como exemplo o omeprazol, podem aumentar os níveis séricos do metotrexato. A consequência desta interação é a maior exposição do paciente aos seus efeitos colaterais, devido à elevada toxicidade potencial.

A bula do metotrexato relata uma série de reações adversas importantes, de forma que o cuidado não deve ser negligenciado. Diante da impossibilidade de substituição e doses elevadas de metotrexato, há recomendação de se considerar a interrupção temporária do omeprazol.




Glimepirida x Clorpromazina


Glimepirida é um hipoglicemiante oral incluído no grupo das sulfonilureias. Tem como mecanismo de ação o estímulo sobre as células beta nas ilhotas pancreáticas para a liberação de insulina.

Clorpromazina é um antipsicótico indicado em casos com necessidade de ação neuroléptica e sedativa. Possui ação estabilizadora no sistema nervoso central e periférico.

INTERAÇÃO: A clorpromazina poderá interferir nos níveis de glicemia e reduzir a eficácia dos hipoglicemiantes orais, tomando como exemplo a glimepirida. Encontra-se em bula a informação de que doses a partir de 100mg diários de clorpromazina predispõem o paciente à elevação da glicemia, gerando a possível necessidade de ajuste na dose do hipoglicemiante e monitoramento glicêmico. Tais medidas são importantes para o controle do diabetes durante o tratamento com neurolépticos e também após sua interrupção.

Drug Interaction: Glimepiride x Chlorpromazine

Chlorpromazine may interfere with blood glucose control and reduce the effectiveness of glimepiride and other diabetic medications. Monitor your blood sugar levels closely. You may need a dose adjustment of your diabetic medications during and after treatment with chlorpromazine.




Metoclopramida x Haloperidol


Metoclopramida é um fármaco utilizado como antiemético e estimulante peristáltico, atuando como antagonista da dopamina.

Haloperidol é um neuroléptico usado em tratamento de psicoses e quadros de esquizofrenia, sendo um potente bloqueador de receptores dopaminérgicos centrais.

INTERAÇÃO: Apenas um dos fármacos citados nesta interação já pode causar o surgimento de reações extrapiramidais, que são sintomas identificados por transtornos do movimento. O uso concomitante, por sua vez, eleva a chance de submeter o paciente ao desconforto dos efeitos colaterais e risco de discinesia tardia. Sintomas como espasmos musculares, deglutição atípica, tremores, contração mandibular e movimentos bruscos dos membros superiores ou inferiores devem ser observados para avaliação da conduta terapêutica.

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