Ibuprofeno x Fluoxetina


Ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que exerce atividade analgésica e antipirética por meio da inibição de ciclo-oxigenase (COX), interferindo na síntese de prostaglandinas.

Fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) indicado no tratamento de depressão, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo e outras patologias.

INTERAÇÃO: O uso concomitante de ibuprofeno ou outros AINEs com a fluoxetina exige precaução devido ao risco aumentado de sangramento gastrintestinal. Esta informação deve ser considerada, do mesmo modo, quando for necessário o uso do anti-inflamatório com os demais fármacos que inibem seletivamente a recaptação de serotonina.




Paracetamol x Anticoncepcionais


Paracetamol é um analgésico e antitérmico que promove analgesia pela elevação do limiar da dor e redução da febre através de ação no centro hipotalâmico que regula a temperatura corporal.

Anticoncepcionais orais combinados exercem seu mecanismo por supressão das gonadotrofinas, inibindo assim a ovulação, além de produzirem mudanças no muco cervical e no endométrio.

INTERAÇÃO: O paracetamol, quando utilizado em associação com anticoncepcionais orais que contenham o etinilestradiol em sua fórmula, podem aumentar as concentrações séricas deste e, caso o tratamento analgésico ou antipirético seja continuado, existe a possibilidade de interferência no tratamento hormonal. Em bula há informação de que o mecanismo da interação é justificado por inibição competitiva de sulfatação na parede gastrintestinal. Diante desta ocorrência, a paciente deve ser acompanhada com mais cuidado.

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Topiramato x Risperidona


Topiramato é um fármaco indicado no tratamento da epilepsia. Seu mecanismo de ação está relacionado com o estímulo de receptores do neurotransmissor inibitório GABA e indução do influxo de íons cloreto.

Risperidona é um neuroléptico atípico que age como antagonista seletivo das monoaminas cerebrais. Possui afinidade pelos receptores serotoninérgicos e dopaminérgicos.

INTERAÇÃO: Em administração concomitante destes fármacos, realizada em voluntários sadios dentro de um estudo descrito em bula, observou-se redução na exposição sistêmica da risperidona, ocorrendo na faixa entre 16% e 33% para a área sob a curva. A bula relata ainda que a significância clínica da interação, contudo, é pouco provável. De qualquer modo, diante da informação registrada, recomenda-se observar a evolução do paciente no caso de haver esta prescrição.




Barreiras Hematoencefálica e Placentária


Recebe o nome de barreira hematoencefálica a barreira entre o sangue capilar cerebral e o líquido intersticial do encéfalo. Ela permite a passagem de compostos lipossolúveis, do oxigênio e do dióxido de carbono, excluindo as substâncias hidrossolúveis. A passagem do fármaco pela barreira hematoencefálica ocorre na forma livre, não ligada às proteínas plasmáticas.

A placenta pode ser identificada como um órgão de troca entre os organismos materno e fetal, o qual proporciona as condições necessárias para o desenvolvimento intrauterino. Todas as necessidades do feto são supridas a partir do sangue materno, meio pelo qual os catabólitos resultantes do metabolismo fetal também são eliminados.

Alguns exemplos de fármacos que atravessam a barreira placentária são: captopril, metildopa, fenobarbital, carbamazepina, ácido valproico, metronidazol, tinidazol, mebendazol, alprazolam, clozapina, entre outros.




Ligação a proteínas plasmáticas


Quando os fármacos estão presentes na corrente circulatória, em sua maioria, ligam-se de maneira reversível a uma ou mais macromoléculas plasmáticas, sobre tudo à albumina, glicoproteínas e lipoproteínas.

A concentração plasmática necessária para que o efeito clínico seja produzido é inferior à capaz de atingir o ponto de saturação da albumina, para a maioria dos fármacos. Para alguns, no entanto, a ligação à proteína aproxima-se da saturação; isso significa que uma pequena adição do fármaco pode elevar desproporcionalmente a quantidade livre.

Considerando-se a adminstração de dois ou mais fármacos, seja simultânea ou em intervalos curtos, é possível que a ligação de um deles seja afetada pelo outro, intensificando a ação farmacológica do agente que foi deslocado. Por outro lado, há encurtamento da meia-vida deste fármaco cuja ação foi intensificada, o qual é excretado mais rapidamente por meio da filtração glomerular.

Dentro da terapêutica, para cada fármaco, é estabelecida a faixa de concentração plasmática considerada útil, para que exista eficácia acompanhada da menor toxicidade possível. Esta faixa recebe o nome de janela terapêutica, a qual é determinada experimentalmente em voluntários seguindo-se protocolos padronizados.




Vias Parenterais


O termo parenteral encontra sua origem no grego, possuindo os significados de "além" e "énteron", o segundo correspondendo a intestino. A junção destes vocábulos proporciona a ideia de algo que é realizado fora do trato gastrintestinal, com a utilização de outra via que não seja a digestória.

A aplicação da via parenteral é útil no caso de fármacos instáveis no TGI e também os que apresentam difícil absorção. Além disso, considera-se a administração parenteral em pacientes inconscientes e quando há necessidade do início rápido de ação de um fármaco.

As três principais vias parenterais são a intramuscular (IM), subcutânea (SC) e intravenosa (IV), mas  é importante ressaltar que estas não são as únicas.

A via IM é frequentemente escolhida para fármacos que não podem ser admnistrados por via oral, seja por motivo de absorção lenta, interação com alimentos ou degradação pelo suco gástrico. A via SC constitui um método de administração utilizado para agentes que podem ser dissolvidos em pequenos volumes, sem provocar lesão no local de aplicação. A via IV é a mais comum, utilizada para a obtenção de efeitos imediatos e concentrações sistêmicas exatas.




Captopril x Celecoxibe


Captopril é um anti-hipertensivo inserido no grupo dos inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA).

Celecoxibe é  um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que atua por inibição da via de síntese das prostaglandinas, com ação seletiva sobre COX-2.

INTERAÇÃO: O efeito anti-hipertensivo produzido pelos inibidores da ECA podem ser reduzidos na coadministração com AINEs, incluindo os que possuem ação seletiva sobre COX-2. A mesma informação deve ser considerada quando houver o uso associado do anti-inflamatório com diuréticos ou antagonistas dos receptores de angiotensina, como seria o caso da losartana.

Em pacientes com função renal comprometida, especialmente em idosos, o cuidado precisa ser redobrado, pois há possibilidade de deterioração adicional e insuficiência renal aguda.




Canais Iônicos


Os canais iônicos são classificados basicamente em dois tipos, dois quais trataremos a seguir:

Canais ligados a receptor: estes canais são ativados quando o receptor adjacente for ocupado por um agonista. São formados por subunidades proteicas que atravessam a membrana celular em toda sua extensão. A permeabilidade de determinados íons é alterada de acordo com a ação de agonistas ou antagonistas no receptor, o que acarretará na abertura ou fechamento do canal.

Canais iônicos isolados: a função destes canais é modulada por interação direta de fármacos em suas regiões ativas. Pode ocorrer também interação indireta envolvendo a proteína G e outros intermediários.

A atuação dos fármacos bloqueadores dos canais de cálcio (ex: nifedipinio, verapamil, diltiazem) consiste em inibir o transporte transmembrânico do íon através de canais dependentes de voltagem situados nas membranas celulares.




Atenolol x Zolpidem


Atenolol é um antagonista dos receptores beta-1 adrenérgicos (betabloqueador seletivo) indicado no tratamento da hipertensão arterial, angina e arritmias.

Zolpidem é um ansiolítico do grupo das imidazopiridinas com ação agonista seletiva gabaérgica. Facilita o início do sono, assim como prolonga a sua duração.

INTERAÇÃO: O uso combinado destes fármacos pode produzir efeitos anti-hipertensivos aditivos. Alguns sintomas que podem sugerir esta ocorrência são cefaleias, tontura, alterações na frequência cardíaca ou até desmaio. Entretanto, tais sintomas são mais comuns em situações de início do tratamento e alteração na posologia.

Drug Interaction: Atenolol x Zolpidem

Atenolol and zolpidem may have additive effects in lowering your blood pressure. You may experience headache, dizziness, lightheadedness, fainting, and/or changes in pulse or heart rate. These side effects are most likely to be seen at the beginning of treatment, following a dose increase, or when treatment is restarted after an interruption.




Populações Especiais de Pacientes


Quando os fármacos são administrados às populações de pacientes que são particularmente vulneráveis aos seus efeitos, algumas precauções e adaptações são necessárias. Vejamos alguns casos:

Recém-nascidos e crianças: por conta do peso e do alto percentual de água corporal, recém-nascidos e crianças precisam de dosagens adaptadas que devem levar em consideração também a idade e o estágio de desenvolvimento.

Mulheres grávidas e em período de amamentação: durante a gestação, a placenta age como uma barreira entre os sistemas circulatórios da mãe e da criança; essa barreira, no entanto, não é muito eficiente quando se trata de fármacos. Na amamentação, moléculas de fármacos podem passar da corrente sanguínea para o leite materno.

Pacientes com comprometimento hepático e renal: tanto o fígado quanto os rins são importantes no témino da ação dos fármacos. Alterações na biotransformação e na excreção podem levar ao acúmulo de fármaco no organismo, de forma que ajustes na dosagem serão requeridos.

Idosos: Este grupo de indivíduos exige cuidados especiais, levando em consideração as alterações produzidas no organismo, com consequente redução na função de órgãos importantes na atuação dos fármacos. Além disso, a polimedicação é uma característica particular, assim como a baixa cooperação com os esquemas de tratamento propostos.




Levotiroxina x Alimentos


Levotiroxina é um hormônio tireoidiano utilizado na terapia de reposição ou suplementação hormonal em pacientes com hipotireoidismo de qualquer etiologia.

INTERAÇÃO: A absorção da levotiroxina pode ser afetada na presença de determinados alimentos, tais como farinha de soja, nozes, fibras dietéticas e produtos ricos em cálcio, de forma que tais alimentos devem ser consumidos em horário distante em relação à dose. Além disso, deve-se considerar o cuidado com a posologia, a fim de que as doses sejam mantidas nos horários pré-determinados. O nível sérico e, consequentemente, o efeito pretendido com o uso do fármaco, pode apresentar oscilação se o horário entre a dose adminsitrada e as refeições flutuar.

Drug Interaction: Levothyroxine x Food

The timing of meals relative to your levothyroxine dose can affect absorption of the medication. Therefore, levothyroxine should be taken on a consistent schedule with regard to time of day and relation to meals to avoid large fluctuations in blood levels, which may alter its effects. In addition, absorption of levothyroxine may be decreased by foods such as soybean flour, cotton seed meal, walnuts, dietary fiber, calcium, and calcium fortified juices. These foods should be avoided within several hours of dosing if possible.




Digestão Humana


A digestão humana é extracelular, envolvendo tanto processos mecânicos quanto químicos, descritos a seguir de maneira resumida.

Processos mecânicos: Abrangem a mastigação, deglutição e movimentos peristálticos. Enquanto ocorre a mastigação, o alimento é devidamente fragmentado, facilitando a ação enzimática. Após a deglutição, iniciam-se os movimentos peristálticos, os quais ocorrem no esôfago, estômago e intestino. O peristaltismo faz com que o alimento tenha fluxo unidirecional no tubo digestório.

Processos químicos: Estes processos ocorrem com a participação de enzimas digestórias, dentre as quais podemos citar: amilase, protease, lipase, nuclease e maltase.

Nem todas as substâncias ingeridas sofrem digestão para serem absorvidas, como é o caso, por exemplo, da água, vitaminas e sais minerais. Tais substâncias apresentam-se em moléculas suficientemente pequenas para absorção sem a necessidade de sua quebra.

No tubo digestório há participação da saliva (constituída de água, sais e enzimas, como a ptialina), suco gástrico (constituído por enzimas e ácido clorídrico - HCl), suco pancreático (rico em enzimas - tripsina, lipases e nucleases - com pH em torno de 9,0) e suco entérico (liberado por estimulação da secretina e composto de enzimas - peptidases, maltases, lactases e sucrases).




Colchicina x Fenilbutazona


Colchicina é um alcaloide utilizado no tratamento das crises de gota e prevenção de artrite gotosa, entre outras indicações. Inibe a ativação, degranulação e migração dos neutrófilos asociados aos sintomas da gota.

Fenilbutazona é um fármaco com propriedades antirreumáticas, anti-inflamatórias e antipiréticas. A inibição de ciclo-oxigenase é o principal fator atribuído ao seu mecanismo de ação, apesar da atividade uricosúrica pouco estabelecida.

INTERAÇÃO: O uso simultâneo destes fármacos faz com que seja aumentado o risco de leucopenia e trombocitopenia. Do mesmo modo, espera-se que o paciente fique mais suscetível à ocorrência de úlcera gastrintestinal.

Drug Interaction: Colchicine x Phenylbutazone

The simultaneous use of these drugs increases the risk of leukopenia and thrombocytopenia. Likewise, the patient is expected to be more susceptible to the occurrence of peptic ulcer.




Células Envolvidas no Processo Inflamatório


Mastócitos - Presentes nos tecidos, são células produtoras de mediadores químicos com a propriedade de modificar reações vasculares e celulares. Substâncias importantes são liberadas por este tipo celular, sendo a histamina a principal delas.

Plaquetas - Apesar de seu envolvimento direto na coagulação, as plaquetas também podem participar do processo inflamatório. São tipos celulares produtores de tromboxano A2 (TXA2) e do fator de ativação plaquetária (FAP).

Leucócitos - São células capazes de englobar, matar e digerir microrganismos. Apresentam-se como polimorfonucleares (neutrófilos, eosinófilos e basófilos) e mononucleares (monócitos e linfócitos). As células polimorfonucleares são as primeiras a penetrar na área onde ocorre o processo inflamatório.

Células Endoteliais Vasculares - São tipos celulares que participam da vasodilatação de arteríolas, facilitando o aporte de plasma e células sanguíneas para a área inflamada.

Células Destruidoras Naturais (Natural Killers) - Conhecidas como natural killers (NK), estas células são linfócitos que possuem a função de destruir células alvo no processo inflamatório.

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Ciprofloxacino x Glimepirida


Ciprofloxacino é um agente antimicrobiano quinolônico que possui ação bactericida por meio da inibição das topoisomerases II (DNA-girase) e IV.

Glimepirida é um hipoglicemiante oral incluído no grupo das sulfonilureias. Tem como mecanismo de ação o estímulo sobre as células beta nas ilhotas pancreáticas para a liberação de insulina (efeito secretagogo).

INTERAÇÃO: A bula do antimicrobiano relata não existirem alterações farmacocinéticas clinicamente relevantes quando estes dois fármacos são utilizados simultaneamente. Contudo, pode-se considerar a possibilidade de as quinolonas potencializarem a ação hipoglicemiante produzida por sulfonilureias.

Drug Interaction: Ciprofloxacin s Glimepiride

Ciprofloxacin can sometimes affect blood glucose levels. Both hypoglycemia (low blood glucose) and, less frequently, hyperglycemia (high blood glucose) have been reported. Your blood glucose should be closely monitored during treatment with ciprofloxacin so that your diabetic regimen may be adjusted by your doctor, if needed. You should learn to recognize the symptoms of hyperglycemia and hypoglycemia, as well as what to do when these conditions occur.




Receptores Colinérgicos - Acetilcolina


Receptores Muscarínicos

M1 - Receptores neurogástricos: localizados principalmente no SNC, SNP e células parietais gástricas.

M2 - Receptores cardíacos: predominantes no miocárdio, músculo liso e terminações pré-sinápticas no SNC.

M3- Glandulares/musculares lisos: encontrados na musculatura lisa e glândulas exócrinas.

M4 e M5: encontrados no SNC (funções ainda pouco conhecidas).

Receptores Nicotínicos

Nm - receptores do tipo muscular (placa motora).

Nn - receptores do tipo neuronal (gânglios autônomos).


Losartana x Lítio


Losartana é um antagonista específico dos receptores de angiotensina II, indicado no tratamento da hipertensão arterial.

Lítio é um fármaco utilizado no tratamento de transtorno afetivo bipolar, mania e depressão. Altera o transporte do sódio nas células nervosas e musculares, modificando o metabolismo intraneural das catecolaminas.

INTERAÇÃO: De acordo com a bula, foram relatadas alterações séricas do lítio, incluindo casos de toxicidade, durante a administração concomitante com antagonistas dos receptores de angiotensina II, grupo no qual estão incluídos fármacos como a valsartana, losartana e irbesartana. A mesma informação está associada ao uso de lítio em conjunto com inibidores da ECA.

O risco é aumentado em pacientes idosos ou que apresentam fatores de risco, tais como restrição de sódio, insuficiência renal, insuficiência cardíaca congestiva ou desidratação.

Drug Interaction: Losartan x Lithium

Losartan may increase the blood levels and effects of lithium. You may need a dose adjustment or more frequent monitoring to safely use both medications. Let your doctor know if you experience drowsiness, dizziness, confusion, diarrhea, vomiting, muscle weakness, muscle incoordination, tremor, blurred vision, ringing in the ear, excessive thirst, and/or increased urination, as these may be symptoms of excessive lithium levels.




Receptores Alfa-adrenérgicos


ALFA-1

- Receptores pós-sinápticos;
- Seus mensageiros secundários são inositol trifosfato (IP3) e diacilglicerol (DAG);
- A estimulação produz contração da musculatura lisa;
- Presentes em arteríolas e veias, músculo radial dos olhos, trígono e saída da bexiga, esfíncteres do TGI.

ALFA-2

- Receptores pré-sinápticos;
- A estimulação diminui o AMPc e produz inibição da futura liberação de noradrenalina por meio de um mecanismo de feedback negativo, resultando em diminuição no fluxo simpático;
- São mediadores de alguns efeitos no SNC.


Hipotensores de Ação Neural


São fármacos que reduzem a estimulação simpática dos centros vasopressores no tronco cerebral. As opções disponíveis neste grupo são mais reduzidas em relação aos demais, de forma que estudaremos a metildopa e a clonidina.

A metildopa atua reduzindo a pressão arterial principalmente por diminuir a resistência vascular periférica. Este fármaco sofre descarboxilação para formar a alfa-metilnoradrenalina, tida como um “falso mensageiro” que difere da noradrenalina por ser menos ativa em receptores do tipo alfa-1, produzindo menor vasoconstrição, além de apresentar maior atividade em receptores alfa-2. O fármaco atravessa a barreira placentária e é excretado em pequenas doses pelo leite materno. A dose inicial recomendada é de 250mg 2 ou 3 vezes ao dia e alguns dos efeitos adversos possíveis são: reações hemolíticas, hepatotoxicidade, impotência sexual, tontura, fadiga e náuseas.

A clonidina possui atividade sobre os receptores alfa-2, tanto no tronco cerebral quanto nos periféricos pós-sinápticos, ativando-os. A ação hipotensora é resultado da queda na resistência vascular periférica e na frequência cardíaca. O fármaco é indicado em todas as formas de hipertensão arterial, profilaxia da enxaqueca e adjuvante na dismenorreia. As contraindicações são descritas nos casos de insuficiência renal e gravidez. A dose usual recomendada é de 0,100mg ao deitar e os efeitos adversos possíveis são: boca seca, constipação, fraqueza muscular, dor nas articulações e redução da libido.




Receptores Beta-adrenérgicos


Receptores beta-1

- Presentes no coração;
- A estimulação produz aumento da frequência cardíaca, força de contração do miocárdio e excitabilidade atrial e ventricular.

Receptores beta-2

- Presentes na musculatura lisa vascular, bronquial e uterina;
- A estimulação produz dilatação da musculatura lisa dos brônquios e relaxamento da musculatura lisa visceral, especialmente a uterina.

Receptores beta-3

- Apresentam pouca função na atividade de fármacos, ficando relacionados essencialmente com a lipólise.




Excreção de Fármacos no Leite Materno


A excreção dos fármacos pelo leite materno é de importância devido ao fato de representar risco potencial ao lactente. Destacam-se neste conceito as seguintes classes de fármacos, acompanhadas de alguns exemplos:

- Anti-hipertensivos: atenolol, captopril, metildopa;

- Anticonvulsivantes: ácido valproico, carbamazepina, fenobarbital;

- Benzodiazepínicos: diazepam, lorazepam;

- Antidepressivos: paroxetina, fluoxetina;

- Outros: furosemida, cimetidina, clorpromazina, propiltiouracila

Apenas para reforçar, os fármacos citados acima são somente alguns exemplos, mas a necessidade de atenção vai além disso. O emprego de fármacos pela nutriz deve seguir abordagem conservadora. Diante da necessidade de medicação da mãe, recomenda-se selecionar o fármaco considerado seguro e administrá-lo 3 a 4 horas antes da amamentação.

Vale ressaltar que o uso de bebidas alcoólicas também representa risco de efeitos tóxicos no lactente. Portanto, a abordagem deve ser semelhante em relação ao uso de fármacos.




Ciprofloxacino x Sildenafila


Ciprofloxacino é um agente antimicrobiano quinolônico que possui ação bactericida por meio da inibição das topoisomerases II (DNA-girase) e IV.

Sildenafila é um fármaco utilizado no tratamento da disfunção erétil. Promove inibição seletiva da fosfodiesterase-5, facilitando o relaxamento da musculatura lisa produzido pela ação do óxido nítrico nos corpos cavernosos.

INTERAÇÃO: O uso simultâneo de 500mg de ciprofloxacino e 50mg de sildenafila produziu aumento na Cmáx e na AUC da sildenafila, de acordo com estudo descrito em bula. A proporção informada deste aumento é de aproximadamente duas vezes em indivíduos sadios, se feita comparação com o uso do fármaco isoladamente. Deste modo, deve-se considerar cautela na utilização associada, com o intuito de prevenir os efeitos colaterais e riscos aos quais o paciente pode submeter-se sem a devida informação.

Drug Interaction: Ciprofloxacin x Sildenafil

Ciprofloxacin may increase the blood levels and effects of sildenafil. Contact your doctor if  you experience symptons like nausea, shortness of breath, dizziness, fainting, visual disturbances, vision or hearing loss, irregular heartbeat, and/or priapism (prolonged and painful erection unrelated to sexual activity), as these may be signs and symptoms of excessive sildenafil levels.




Vitamina K


É necessária principalmente para o mecanismo da coagulação sanguínea, protegendo o organismo de hemorragias.

Essencial para a síntese da protrombina, proteína que converte o fibrinogênio solúvel em fibrina, que é insolúvel e constituinte principal do coágulo.

A deficiência ocasiona o aumento no tempo de coagulação, sendo rara por meio da dieta e mais frequente após tratamento prolongado com antibióticos.

Uma fonte importante de vitamina K2 (menaquinona) é a flora intestinal do jejuno e do íleo.

Exemplos de fontes na dieta são vegetais de folhas verdes, tais como nabo, espinafre, brócolis e couve.




O Plasma


O plasma corresponde à fase líquida do sangue, da forma como é encontrado nos vasos. É formado por 90% de água e 10% de solutos e eletrólitos.

Ainda que em pequenas quantidades, algumas substâncias do plasma são essenciais à produção das células pela medula óssea. São elas:

Vitaminas:

- Piridoxina (B6) - importante na síntese do heme.
- Ácido ascórbico (C) - intervém no metabolismo do ferro.
- Ácido fólico e Cianocobalamina (B6) - síntese da metionina.

Minerais:

- Ferro, cobalto e cobre - formação dos glóbulos vermelhos.

Hormônios:

- Eritropoetina - é um deles e funciona como regulador da produção dos glóbulos vermelhos.




Furosemida x Digoxina


Furosemida é um diurético que atua na alça de Henle aumentando a excreção urinária de sódio e potássio. É conhecido como diurético de alça, por alusão ao seu sítio de ação

Digoxina é um glicosídeo digitálico indicado no tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva. Altera a distribuição iônica através da membrana celular produzindo aumento da contratilidade do miocárdio.

INTERAÇÃO: A possibilidade de intoxicação digitálica, ou mesmo da ocorrência de arritmias, é elevada quando se utiliza um glicosídeo cardíaco como a digoxina associada a um diurético depletor de potássio, como é o caso da furosemida. O risco de hipocalemia é o que pode justificar a ocorrência da interação, por ocasionar elevação da sensibilidade à digoxina.

Drug Interaction: Furosemide x Digoxin

Furosemide and digoxin are often used together but may require more frequent evaluation of your digoxin, potassium and magnesium levels. You may need dose adjustments or special tests in order to safely take both medications together. 





Fatores Genéticos no Processo de Biotransformação


Ocorrem diversas variações individuais na biotransformação dos fármacos, muitas vezes significativas e consequentes de fatores genéticos. Tais variações são decorrentes das diferenças na expressão de enzimas. A atividade das diversas isoformas do citocromo P450 é variável e este fato produz alterações na resposta terapêutica com determinados fármacos.

Além do citocromo P450, o polimorfismo dos sistemas enzimáticos envolvidos nos processos de biotransformação encontra-se também na colinesterase, álcool-desidrogenase, aldeído-desidrogenase e xantina-oxidase. Podemos utilizar como exemplo a deficiência da enzima aldeído desidrogenase em aproximadamente 50% da população oriental, provocando o aparecimento de níveis elevados de aldeído acético em decorência do consumo de bebidas alcoólicas, causando mal-estar. Pacientes asiáticos apresentam maior risco de desenvolverem eventos adversos musculares, incluindo rabdomiólise, com o uso de estatinas, quando comparados aos caucasianos.

Mais um exemplo interessante de citar, envolvendo polimorfismo genético, tem a ver com a CYP2D6. Em pacientes com deficiência desta isoforma, o emprego de tricíclicos (como a nortriptilina), mesmo em baixas doses, poderá provocar efeitos colaterais com maior facilidade. Por outro lado, naqueles indivíduos com alta atividade de CYP2D6, a biotransformação é rápida e as doses recomendadas podem não produzir eficácia terapêutica.




Vitamina E (Tocoferol)


Tem comportamento antioxidante e sua carência provoca o aparecimento de peróxidos, que são substâncias com propriedades citotóxicas.

Não é solúvel no sangue, portanto seu transporte ocorre por meio de proteínas plasmáticas, principalmente associadas aos quilomicrons e VLDL.

O tocoferol não é reciclado, havendo a necessidade de reposição diária proveniente da dieta.

Esta vitamina encontra-se distribuída em todos os tecidos e é excretada pela via biliar.

Possui relação funcional com o selênio no impedimento da peroxidação dos lipídeos.


Interação Comentada - Propranolol x Metformina






Classificação das Reações Adversas Quanto à Gravidade


Leves - Correspondem às reações de pequena importância, de durta duração, que não requerem tratamento médico. A interrupção do tratamento não é necessária. Ex: náusea, sonolência e cefaleia.

Moderadas - Capazes de alterar a atividade do paciente em seu contexto de vida pessoal ou profissional, necessitando atenção médica. Modificações na conduta terapêutica são necessárias, porém sem a suspensão do tratamento. Ex: tremores e diarreia persistente.

Graves - Ameaçam diretamente a vida, sendo necessária a conduta médica com internação hospitalar. É preciso interromper imediatamente o uso do medicamento causador. Ex: arritmia, hemorragia e choque anafilático.

Letais - Requerem procedimentos administrativo e judicial para avaliação, com exames complementares (anatomopatológicos e toxicológicos) para obter-se a precisão da ocorrência.




Paroxetina x Alprazolam


Paroxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) utilizado no tratamento dos casos de depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e outras patologias.

Alprazolam é um benzodiazepínico com atividades anticonvulsivante, sedativa, relaxante muscular e ansiolítica, comuns aos representantes deste grupo farmacológico.

INTERAÇÃO: Recomenda-se cautela na administração concomitante destes fármacos, devido ao potencial da paroxetina como inibidor de CYP2D6. De acordo com informação de bula, foram observadas alterações nos níveis séricos de alprazolam quando administrado em pacientes tratados com o ISRS.

Drug Interaction: Paroxetine x Alprazolam

Using alprazolam together with paroxetine may increase side effects such as dizziness, drowsiness, confusion, and difficulty concentrating. Some people, especially the elderly, may also experience impairment in thinking, judgment, and motor coordination. You should avoid or limit the use of alcohol while being treated with these medications.




Digoxina x Prednisolona


Digoxina é um glicosídeo digitálico indicado no tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva. Altera a distribuição iônica através da membrana celular produzindo aumento da contratilidade do miocárdio.

Prednisolona é um corticosteroide utilizado em processos inflamatórios e manifestações alérgicas, possuindo também atividade imunossupressora.

INTERAÇÃO: A possibilidade de intoxicação digitálica, ou mesmo da ocorrência de arritmias, é elevada quando se utiliza um glicosídeo cardíaco como a digoxina associada a um corticosteroide de uso sistêmico, citando como exemplo a prednisolona. O motivo para que ocorra a interação é relacionado à hipocalemia que pode surgir na terapia corticosteroide. 

Drug Interaction: Digoxin x Prednisolone

This combination may cause increased blood pressure, irregular heartbeats, light "halos" around objects, green or yellow vision, fatigue and swollen hands, feet, or ankles (fluid retention). You may need a dose adjustment or special tests in order to safely take both medications together.




Fatores Envolvidos na Patogenia da Hipertensão Arterial


Genéticos - A hipertensão é motivada por predisposição que o indivíduo apresenta e que poderá agravar-se de acordo com a conduta de vida que este assuma. Quanto às modificações genéticas ou decorrentes do envelhecimento orgânico, podem-se citar três sistemas, a saber: SRAA, sistema nervoso simpático e calicreína-cinina.

Obesidade - A obesidade, caracterizada como o excesso de gordura no organismo originado da maior ingestão energética dos alimentos em relação ao gasto calórico, está vinculada aos fatores de risco para o desenvolvimento de hipertensão e doença cardiovascular.

Dislipidemia - Condição identificada pela concentração excessiva de lipoproteína de baixa densidade (LDL) no plasma, associada à baixa concentração de lipoproteína de alta densidade (HDL).

Alcoolismo - Estima-se que 25% dos casos de hipertensão arterial sejam atribuídos ao consumo do álcool etílico em grandes quantidades. Em termos de valores, é possível dizer que o indivíduo está sob risco de tornar-se hipertenso ao consumir quantidades diárias superiores a 1L de cerveja, 400mL de vinho ou 120mL de bebidas destiladas.

Tabagismo - Devido ao grande número de componentes químicos presentes em um cigarro, o trabalho de identificação das substâncias que são as responsáveis pelo aumento da pressão arterial é dificultado. Entretanto, sabe-se que a nicotina, o monóxido de carbono e o cádmio participam deste processo.

Dieta - Em relação à dieta, o cloreto de sódio é o alvo de atenção de estudos epidemiológicos. Estudos mostram resultados divergentes, porém estima-se que o consumo diário superior a 15g de cloreto de sódio pode ser o responsável pela prevalência da hipertensão. O mecanismo mais importante envolvido é a alteração da função renal.

Menopausa - Existe o risco aumentado de as mulheres desenvolverem hipertensão arterial após a menopausa, fato que possivelmente atribui-se ao sistema renina-angiotensina-aldosterona. Durante a gravidez, apesar de descrita a elevação de renina e angiotensina II, o aumento da pressão não é rotineiro devido aos mecanismos regulatórios que a gestante apresenta.




Fármacos na Gravidez - Classificação de Risco

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A preocupação em relação ao uso de fármacos durante o perido gestacional teve início com o incidente provocado pela talidomida. O composto foi muito utilizado para tratar enjoos matinais causados pela gravidez, porém, em 1960, sugeriu-se que a talidomida estava associada às malformações em recém-nascidos.

Após as verificações necessárias, retirou-se a talidomida do mercado em 1961, com resultados trágicos que apontam em média 8.000 crianças com problemas de malformação em aproximadamente 46 países. A partir disso, constatou-se a necessidade de maior estudo da utilização de fármacos durante a gravidez, visando proporcionar maior segurança à mãe e ao feto.

Conforme os riscos que podem ocasionar durante a gravidez, os fármacos foram classificados em cinco classes, preconizadas pelo FDA, a saber:

A- Estudos adequados e bem controlados demonstram não haver evidências de riscos.

B- Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres. Em animais não houve riscos.

C- Não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres. Os estudos em animais demonstram a ocorrência de efeitos adversos. O benefício potencial pode justificar o risco potencial.

D- Existem evidências positivas de riscos para o feto. Só utilizar o fármaco na gravidez se o benefício potencial justificar o risco potencial.

X- Os estudos realizados com animais e os documentados com mulheres demonstram a existência de anomalias. Os riscos implicados no uso do fármaco durante a gravidez superam claramente os benefícios potenciais. Contraindicado.




Enalapril x Gliclazida


Enalapril é um anti-hipertensivo que age por inibição da enzima conversora de angiotensina (ECA), resultando na diminuição dos níveis de angiotensina II e aldosterona na circulação.

Gliclazida é um hipoglicemiante oral incluído no grupo das sulfoniluréias. Tem como mecanismo de ação o estímulo sobre as células beta nas ilhotas pancreáticas para a liberação de insulina.

INTERAÇÃO: A associação de fármacos inibidores da ECA com a gliclazida, ou outros representantes de seu grupo, poderá potencializar o efeito hipoglicemiante pretendido com a terapia no controle do diabetes. Sintomas desagradáveis que sugerem quadro de hipoglicemia, tais como fraqueza, tremores, tontura, sudorese, entre outros, deverão ser observados.

O ajuste na dose, assim como maior frequência de monitoramento glicêmico, talvez sejam medidas a serem consideradas para que o tratamento apresente maior eficácia.

Information about using enalapril x gliclazide:

Enalapril can increase the effects of gliclazide and cause your blood sugar levels to get too low. Symptoms of low blood sugar include headache, dizziness, drowsiness, nausea, tremor, weakness and fast or pounding heartbeats.




Absorção de Fármacos


A absorção é uma etapa dos estudos de farmacocinética, representada pela transferência de um fármaco do seu local de administração até a circulação sanguínea. A velocidade e a eficácia do processo de absorção dependem de alguns fatores, tais como: via de administração utilizada, lipossolubilidade e grau de ionização.

Na via endovenosa a absorção já é completa, ou seja, a dose total do fármaco administrado alcança a circulação sistêmica. Em outras vias o mesmo não ocorre, já que a absorção pode ser parcial, fato que reduz a biodisponibilidade.

A absorção de fármacos envolve a passagem destes por membranas biológicas envolvendo alguns processos: difusão passiva, dependente de lipossolubilidade elevada (alto grau do coeficiente de partição); transporte ativo, ou difusão facilitada, em sistema dependente de ATP; endocitose e exocitose, sendo processos nos quais a substância é englobada pela membrana celular, ou secretada (no caso de neurotransmissores, por exemplo); assim como o efeito do pH, envolvendo a forma ionizada e a forma não ionizada, que são fundamentais para a o conceito de absorção.




Aminopenicilinas - Amoxicilina e Ampicilina


Penicilinas semissintéticas obtidas por adição de grupo amino à cadeia lateral.

São bactericidas e atuam por inibição da síntese de parede celular.

Espectro de ação mais amplo em relação à penicilina G:
- Cocos gram-positivos: estreptococos, estafilococos (não produtores de beta-lactamse) e pneumococos;
- Cocos gram-negativos: meningococos e gonococos;
- Bacilos gram-positivos e gram-negativos;
- Espiroquetas.

A ampicilina é excretada pela via biliar, diferindo da maioria das penicilinas na cinética. Portanto, é indicada no controle de infecções do trato biliar.

A amoxicilina penetra rapidamente em áreas fluidas de tecidos, é bem absorvida pelo intestino e pode ser administrada durante as refeições.




Corticosteroides


A síntese de esteroides, substâncias que são identificadas como hormônios adrenocorticoides ou corticosteroides, ocorre no córtex da suprarrenal (adrenal) e são liberadas na circulação para que possam exercer sua ação no organismo. São subdivididas em glicocorticoides e mineralocorticoides, sendo as primeiras responsáveis por efeitos no metabolismo intermediário e as segundas pela regulação sanguínea de eletrólitos.

Esteroides que possuem atividade glicocorticoide são úteis no tratamento de processos inflamatórios e alérgicos, fato que estimulou o desenvolvimento de corticosteroides sintéticos com ação anti-inflamatória. Estes fármacos facilitam a síntese de lipocortina ao interagirem com receptores intracelulares, resultando na inibição da enzima fosfolipase-A2 e consequente impedimento na formação de ácido araquidônico e dos eicosanoides participantes de processos inflamatórios.

A hidrocortisona é um glicocorticoide de ocorrência natural, correspondendo à forma ativa da cortisona, com baixa atividade anti-inflamatória e significativa retenção de sal e água. Por este motivo procurou-se desenvolver outros fármacos que pudessem apresentar maior eficácia nos processos inflamatórios, assim como menor atividade mineralocorticoide.

A prednisolona e a prednisona (pró-fármaco) são corticosteroides de ação média, com maior eficácia na inflamação e atividade mineralocorticoide menor quando comparada à que é produzida pela hidrocortisona. A betametasona e a dexametasona são corticosteroides tidos como de ação longa, apresentando maior efeito anti-inflamatório e baixa atividade mineralocorticoide. Outros corticosteroides com atividade anti-inflamatória são: beclometasona, budesonida e fluticasona, comumente utilizados no sistema respiratório.

O uso destes fármacos deve ser criteriosamente avaliado quanto aos riscos em relação ao benefício pretendido, devido aos efeitos colaterais que abrangem úlceras, miopatias, tontura e candidíase orofaríngea (no caso dos inalatórios). Além das reações desagradáveis já citadas, há de se considerar a síndrome de Cushing, que é caracterizada por hipertensão arterial, aumento de gordura abdominal, estrias, osteoporose, hiperglicemia, adelgaçamento de membros inferiores e superiores, assim como cicatrização deficiente. Esta síndrome também produz sintomas específicos de gênero.




Propranolol x Glimepirida


Propranolol é um antagonista competitivo dos receptores adrenérgicos beta-1 e beta-2, tendo como algumas de suas indicações o tratamento da hipertensão arterial, angina e arritmias

Glimepirida é um hipoglicemiante oral do grupo das sulfonilureias. Tem como mecanismo de ação o estímulo sobre as células beta nas ilhotas pancreáticas para a liberação de insulina.

INTERAÇÃO: Atenolol pode modificar a taquicardia da hipoglicemia, assim como prolongar a resposta hipoglicêmica à insulina, portanto é sugerida cautela em sua administração concomitante à glimepirida ou a outros fármacos hipoglicemiantes. Existe a possibilidade de os betabloqueadores mascararem sintomas da hipoglicemia, tais como tremores e taquicardia, dificultando o reconhecimento de quedas importantes nos níveis da glicemia na ausência de monitoramento.

Information about using propranolol x glimepiride:

Beta-blockers such as propranolol may increase the risk, severity, and/or duration of hypoglycemia (low blood sugar) in patients receiving glimepiride and certain other antidiabetic medications. In addition, beta-blockers may mask some of the symptoms of hypoglycemia such as tremor, palpitation and rapid heartbeat, making it more difficult to recognize an oncoming episode.




Inflamação


A reação inflamatória é caracterizada por uma sequência de eventos biológicos provocados pela invasão de um patógeno ou em decorrência de algum tipo de lesão sofrida pelo organismo.

A inflamação pode ser conceituada em três etapas: a resposta inflamatória aguda, a resposta imune e a inflamação crônica. Logo após a ocorrência de algum tipo de lesão tecidual, a resposta aguda acontece tendo o envolvimento de mediadores inflamatórios, que são eicosanoides como as prostaglandinas, prostaciclinas e tromboxanos.

A resposta imune apresenta duas possibilidades, podendo ser benéfica ou prejudicial ao hospedeiro. Quando ocorre a neutralização de microrganismos estranhos ao organismo a resposta é benéfica, mas quando não ocorre a resolução do processo e se desenvolve a inflamação crônica, então a resposta não é eficiente. A inflamação crônica envolve mediadores como as interleucinas, interferons e fator de necrose tumoral.

A síntese dos eicosanoides, ou endoperóxidos, tem início com a ação da enzima fosfolipase-A2 sobre a membrana celular e a consequente liberação de ácido araquidônico. A etapa seguinte consiste na ação de outra enzima que recebe o nome de ciclo-oxigenase (COX). Há ainda a ação de outra enzima sobre o ácido araquidônico, que é a lipoxigenase. Esta enzima irá originar leucotrienos (LTs) e lipoxinas.




Sertralina x Carbamazepina


Sertralina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) utilizado no tratamento dos casos de depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e outras patologias.

Carbamazepina é um anticonvulsivante utilizado no tratamento dos quadros de epilepsia, possuindo também outras indicações terapêuticas. Inibe a descarga neuronal repetitiva e reduz a propagação sináptica dos impulsos excitatórios.

INTERAÇÃO: A principal via de metabolização da carbamazepina ocorre com a participação da isoenzima CYP3A4 no citocromo P450 e, apesar de a sertralina ser conhecida como um inibidor de CYP2D6, é possível o aumento dos níveis séricos do anticonvulsivante se houver coadministração destes fármacos. Do mesmo modo, não se deve desconsiderar a redução da concentração plasmática de sertralina, culminando em recaída nos sintomas inerentes à depressão.

Information about using sertraline x carbamazepine:

Carbamazepine may decrease the blood levels and effects of sertraline. You may need a dose adjustment or more frequent monitoring by your doctor to safely use both medications.




Cefalosporinas (Beta-lactâmicos)


Este grupo de antimicrobianos beta-lactâmicos pode ser dividido em quatro gerações. O espectro de ação das cefalosporinas difere de uma para outra geração, mas as regras de uso abaixo são úteis:

Primeira geração: efetivos contra cocos gram-positivos. Ex: Cefalexina.

Segunda geração: efetivos contra cocos gram-negativos e bacilos, mas menos efetivos contra estafilococos. Ex: Cefuroxima.

Terceira geração: efetivos contra bacilos gram-negativos (KEEPS*) e Pseudomonas; não efetivos contra estafilococos. Ex: Ceftriaxona.

Quarta geração: possivelmente mais efetivos que os de terceira geração contra KEEPS e Pseudomonas. Ex: Cefepima.

*KEEPS: Klebsiella, E. coli, Enterobacter, Proteus e Serratia.




Glimepirida x Levonorgestrel


Glimepirida é um hipoglicemiante oral incluído no grupo das sulfonilureias. Tem como mecanismo de ação o estímulo sobre as células beta nas ilhotas pancreáticas para a liberação de insulina (efeito secretagogo).

INTERAÇÃO: O uso simultâneo de levonorgestrel com a glimepirida pode atenuar o seu efeito hipoglicemiante, produzindo alterações na glicemia. Diante da necessidade de utilização de contraceptivos em pacientes diabéticas, recomenda-se considerar maior monitoramento glicêmico e ajuste na posologia.

Information about using glimepiride x levonorgestrel:

Glimepiride is an oral drug used to treat type 2 diabetes.

Levonorgestrel is a female hormone that can cause changes in your cervical mucus and uterine lining.

Levonorgestrel may interfere with blood glucose control and reduce the effectiveness of glimepiride and other diabetic medications. Monitor your blood sugar levels closely. You may need a dose adjustment of your diabetic medications during and after treatment with levonorgestrel.




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