Classificação Clínica das Crises Convulsivas


Os acessos convulsivos podem ser classificados em duas categorias principais, havendo em cada uma delas outras subdivisões. A forma mais simples de organizar as informações é dividir o assunto em crises parciais e generalizadas.

As crises parciais podem ser simples ou complexas. As crises simples apresentam atividade anômala em um ponto do cérebro, sem perda de consciência e com sintomas em um membro ou grupo muscular, assim como alteração sensorial. As crises complexas são associadas à distorção mental e perda de consciência que pode variar entre 30 e 120 segundos.

As generalizadas, por sua vez, podem ser divididas em crises de ausência, tônico-clônicas e mioclônicas. As crises de ausência (pequeno mal), geralmente ocorrem até a puberdade e possuem como característica a perda de qualquer atividade do paciente, inclusive a fala. As crises tônico-clônicas se identificam por contração de toda a musculatura, com espasmos rígidos e prolongados, além da possibilidade de salivação e micção. As crises mioclônicas se relacionam com episódios súbitos e curtos de contrações musculares, limitando-se a determinados segmentos.

Quanto à farmacologia, inicialmente se busca suprimir a ocorrência de crises de acordo com o tipo apresentado pelo paciente, havendo também o cuidado com toxicidade para a escolha do fármaco. A teratogenicidade é uma preocupação no tratamento de gestantes acometidas por epilepsia. Vale dizer ainda que, caso o fármaco de escolha seja ineficaz, há a possibilidade de se estabelecer associação terapêutica. 

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