Cetoacidose Diabética (CAD)


A cetoacidose diabética é caracterizada como uma emergência médica na qual há deficiência relativa ou absoluta de insulina acompanhada do acúmulo de corpos cetônicos. Nesta condição há queda do pH arterial para valor inferior a 7,25 e, mesmo com tratamento especializado, a mortalidade atinge 5 a 15% dos casos.

Os distúrbios metabólicos de hiperglicemia, acúmulo de corpos cetônicos e acidose constituem o quadro clínico, no qual a glicemia pode situar-se entre 400 e 800 mg/dL. A acidose decorre da produção exacerbada de ácido beta-hidroxibutírico e ácido acetoacético, os quais liberam íons H+ no plasma e provocam o consumo do sistema tampão.

Há necessidade de internação do paciente, além de outras medidas a serem adotadas, dentre as quais: monitoramento dos sinais vitais, solicitação de análises laboratoriais, manutenção da via aérea livre e permeável durante o período de inconsciência e introdução de sonda gástrica nos pacientes com vômitos frequentes ou dilatação do órgão por atonia.

As complicações que podem surgir em decorrência da CAD, além das metabólicas, são as de edema cerebral e síndrome de angústia respiratória aguda. No primeiro caso podem ocorrer cefaleia e crises convulsivas como sinais sugestivos, tendo a mortalidade elevada. O segundo é raramente descrito e exige tratamento específico.

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