Insuficiência Renal Aguda (IRA)


A deterioração da função renal de forma rápida, com acúmulo de resíduos nitrogenados, define a condição de insuficiência renal aguda (IRA). A principal função afetada é a filtração glomerular e, além dos resíduos nitrogenados, há também outras anormalidades metabólicas que podem ser analisadas em laboratório.

A frequência de casos gira em torno de 4% a 5% nos pacientes internados e as causas para a ocorrência de IRA podem ser diversas. Algumas delas são: hipoperfusão renal, necrose tubular aguda, nefrite intersticial, obstrução por litíase e patologias vasculares renais.

Diante da suspeita de IRA, a determinação de níveis de ureia e creatinina são importantes, mas deve-se considerar que é possível ocorrer aumento da creatinina sem que exista alteração na filtração glomerular. Isso inclui o uso de alguns fármacos, tais como cimetidina, sulfametoxazol ou metildopa, além de condições como a hiperglicemia ou hemólise.

A conduta para o tratamento inclui a restrição hídrica, controle dos níveis de potássio ou magnésio, redução na ingestão de carboidratos, restrição proteica, controle dos desequilíbrios hidroeletrolíticos existentes e prevenção de complicações, tais como hemorragia digestiva ou infecções.

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