Sulfato Ferroso x Levodopa


Sulfato Ferroso é indicado no tratamento da anemia por deficiência de ferro, que pode ser decorrente da privação alimentar, perda crônica ou interferência na absorção.

Levodopa é um precursor da dopamina utilizado como pró-fármaco com a finalidade de aumentar os níveis do neurotransmissor no tratamento da doença de Parkinson.

INTERAÇÃO: O sulfato ferroso interfere na farmacocinética da levodopa, reduzindo tanto a concentração plasmática quanto a área sob a curva em taxas que variam de 30 a 50%. Tais alterações, de acordo com informação contida em bula, podem ser clinicamente relevantes em alguns casos, porém há pacientes que não são prejudicados com a terapia associada.

Indometacina x Digoxina


Indometacina é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que possui como mecanismo de ação a inibição de ciclo-oxigenase (COX), interferindo na biossíntese dos eicosanoides envolvidos em processos inflamatórios.

Digoxina é um glicosídeo digitálico indicado no tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva. Altera a distribuição iônica através da membrana celular produzindo aumento da contratilidade do miocárdio.

INTERAÇÃO: Quando a indometacina é utilizada de forma concomitante à digoxina, há possibilidade de aumento nas concentrações plasmáticas do digitálico. Neste caso, as consequências de alterações farmacocinéticas não podem ser ignoradas devido ao baixo índice terapêutico apresentado pela digoxina. Recomenda-se monitorar o nível deste fármaco no soro do paciente.

Captopril x Indapamida


Captopril é um fármaco anti-hipertensivo que age por inibição da enzima conversora de angiotensina (ECA), resultando na diminuição dos níveis de angiotensina II e aldosterona na circulação.

Indapamida é um diurético que promove o aumento da excreção urinária de sódio e cloreto, com perda de potássio em menor escala. É farmacologicamente relacionada aos tiazídicos.

INTERAÇÃO: Esta associação de fármacos pode submeter o paciente ao risco de hipotensão súbita ou insuficiência renal aguda. Os efeitos da interação podem ser produzidos quando se introduz um inibidor da ECA em pacientes com depleção de sódio pré-existente.

Em bula encontra-se a informação de que as consequências da coadministração dos fármacos citados devem ser consideradas particularmente nos casos de estenose da artéria renal.  

Nimesulida x Levofloxacino


Nimesulida é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que atua por inibição preferencial da isoenzima COX-2, a qual é induzida durante o processo da inflamação.

Levofloxacino é um agente antimicrobiano quinolônico que possui ação bactericida por meio da inibição das topoisomerases II (DNA-girase) e IV.

INTERAÇÃO: Anti-inflamatórios não esteroides associados aos derivados quinolônicos, tais como o levofloxacino, ciprofloxacino ou moxifloxacino, podem produzir estimulação do sistema nervoso central e aumentar o risco de convulsões em pacientes que seguem tratamento de epilepsia.




Cefepima x Amicacina


Cefepima é um antimicrobiano identificado como um fármaco de quarta geração do grupo das cefalosporinas. Age por inibição da síntese de parede celular bacteriana.

Amicacina é um antimicrobiano aminoglicosídeo que exerce ação bactericida. Inibe a síntese proteica dos patógenos através de ligação à fração 30S do ribossomo.

INTERAÇÃO: Em caso de administração de cefepima com um antimicrobiano do grupo dos aminoglicosídeos, como é o caso da amicacina, há recomendação de se monitorar a função renal do paciente. Esta medida é importante devido ao aumento do potencial nefrotóxico produzido pelos aminoglicosídeos. 

Espectro de Ação da Cefepima



Gram-positivos aeróbios: Staphylococcus aureus (incluindo cepas produtoras de beta-lactamase), Staphylococcus epidermidis (incluindo cepas produtoras de beta-lactamase), outros estafilococos, dentre os quais S. hominis e S. saprophyticus, Streptococcus pyogenes, Streptococcus agalactiae, Streptococcus pneumoniae, outros estreptococos beta-hemolíticos, S. bovis e estreptococos Viridans. 

Gram-negativos aeróbios: Aeromonas hydrophila, Capnocytophaga sp., Citrobacter sp., Campylobacter jejuni, Enterobacter sp., Escherichia coli, Gardnerella vaginalis, Haemophilus ducreyi, Haemophilus influenzae, Haemophilus parainfluenzae, Klebsiella sp., Morganella morganii, Moraxella catarrhalis, Neisseria gonorrhoeae, Neisseria meningitidis, Pantoea agglomerans (anteriormente conhecido como Enterobacter agglomerans), Proteus sp., Pseudomonas sp., Salmonella sp., Serratia, Shigella sp., Yersinia enterocolítica.

Anaeróbios: Bacteroides sp., Clostridium perfringens, Fusobacterium sp., Mobiluncus sp., Peptostreptococcus sp., Prevotella melaninogenica, Veillonella sp. 

*Cefepima é uma cefalosporina de quarta geração que age por inibição da síntese de parede celular bacteriana.

Clonazepam x Ácido Valproico


Clonazepam é um benzodiazepínico com atividades anticonvulsivante, sedativa, relaxante muscular e ansiolítica, comuns aos representantes deste grupo farmacológico.

Ácido Valproico é um anticonvulsivante utilizado como monoterápico ou adjuvante em crises parciais complexas. Seu efeito se justifica pelo aumento dos níveis cerebrais do neurotransmissor GABA.

INTERAÇÃO: O ácido valproico pode aumentar a depuração do clonazepam, reduzindo as concentrações plasmáticas e o efeito terapêutico deste fármaco. Além disso, esta associação também pode causar crises epilépticas de pequeno mal.

Tendo em vista as informações acima, vemos que é possível a ocorrência de interações tanto farmacocinéticas quanto farmacodinâmicas quando houver utilização de clonazepam e ácido valproico, exigindo cautela e necessidade de acompanhamento do paciente.




Escitalopram x Omeprazol


Escitalopram é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) indicado no tratamento e prevenção da recaída ou recorrência da depressão, transtorno obsessivo compulsivo, pânico e ansiedade.

Omeprazol é um fármaco inibidor da bomba de prótons (H+K+ATPase), utilizado no tratamento de patologias que exigem a redução da secreção gástrica.

INTERAÇÃO: O escitalopram é metabolizado pelo sistema citocromo P450, sendo que a isoenzima CYP2C19 é a que tem maior participação neste processo. Em doses superiores a 20mg diários de omeprazol, um fármaco inibidor de CYP2C19, pode ocorrer elevação de até 50% dos níveis séricos do escitalopram.

Há recomendação de cautela na coadministração destes fármacos, assim como quando houver utilização do escitalopram com outros inibidores de CYP2C19, tais como esomeprazol ou lansoprazol.

Bromoprida x Anticoncepcionais


Bromoprida é um fármaco indicado nos distúrbios da motilidade gastrintestinal e refluxo gastroesofágico, além de aliviar náuseas e vômitos de origem central e periférica. Sua ação está relacionada ao bloqueio dos receptores D2 da dopamina. 

Anticoncepcionais orais combinados exercem seu mecanismo por supressão das gonadotrofinas, inibindo assim a ovulação, além de produzirem mudanças no muco cervical e no endométrio.

INTERAÇÃO: Fármacos que reduzem o tempo de trânsito intestinal, tais como a bromoprida, domperidona ou metoclopramida, podem reduzir também a absorção do etinilestradiol. A consequência disso é o provável comprometimento da eficácia de anticoncepcionais que contenham esta substância.




Bupropiona x Alimentos


Bupropiona é um fármaco indicado no tratamento da depressão ou prevenção de recaídas. Atua como inibidor seletivo da recaptação de noradrenalina e dopamina, com menor efeito sobre a serotonina.

INTERAÇÃO: A bula descreve relatos de estudos nos quais se verificou aumento na exposição aos comprimidos de ação prolongada de bupropiona quando este fármaco foi administrado com alimentos. Os dados apresentados são os de elevação da concentração máxima (Cmáx) em até 35% e da área sob a curva (ASC) em até 19% considerando três estudos diferentes.

Não há informação quanto à relevância clínica produzida pelas alterações, contudo não se pode descartar a possibilidade de administração do fármaco em horários distantes das refeições para que se obtenha maior eficácia no tratamento.

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCZhfi7p4FFhIHYVaFyxMjJw




Naltrexona x Codeína


Naltrexona é um fármaco utilizado como coadjuvante no tratamento da dependência de opioides e do alcoolismo, agindo como antagonista de receptores opioides.

Codeína é um analgésico opioide que também possui atividade antitussígena. Atua como agonista dos receptores opioides e é indicada para o alívio de dores moderadas a intensas.

INTERAÇÃO: Caso pacientes em tratamento com naltrexona tenham a necessidade de utilizar um analgésico opioide de forma emergencial para o alívio de dores intensas, os benefícios esperados com a administração do analgésico podem não ser alcançados. Estes pacientes possivelmente precisariam de uma dose maior em relação à usual e, consequentemente, ficariam mais expostos à depressão respiratória.

Azitromicina x Digoxina


Azitromicina é um antibacteriano do grupo dos macrolídeos. Atua inibindo a síntese proteica dos agentes patógenos por meio de ligação às subunidades ribossômicas 50S.

Digoxina é um glicosídeo digitálico indicado no tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva. Altera a distribuição iônica através da membrana celular produzindo aumento da contratilidade do miocárdio.

INTERAÇÃO: A digoxina, sendo um substrato de glicoproteína-P, pode interagir com antimicrobianos macrolídeos, tais como a azitromicina. O que se pode esperar desta associação de fármacos é o aumento dos níveis séricos do digitálico, fato que exige cuidado devido à possibilidade de manifestação de seus efeitos tóxicos.

Caso o paciente em tratamento com digoxina tenha a necessidade de receber um macrolídeo, é recomendao o monitoramento clínico tanto durante a terapia com o antimicrobiano quanto após a sua interrupção.

Drug Interaction: Azithromycin x Digoxin

Combining these medications may increase the blood levels and effects of digoxin. You may need a dose adjustment or more frequent monitoring by your doctor to safely use both medications. Contact your doctor if you experience nausea, vomiting, diarrhea, loss of appetite, visual disturbances or an abnormally fast or slow heartbeat.




Sibutramina x Duloxetina


Sibutramina é um fármaco utilizado como adjuvante no tratamento da obesidade. Exerce ação terapêutica ao inibir a recaptação de noradrenalina, serotonina e dopamina.

Duloxetina é um fármaco indicado no tratamento da depressão, fibromialgia e transtorno de ansiedade generalizada. Atua como inibidor da recaptação neuronal de serotonina e noradrenalina.

INTERAÇÃO: O uso de sibutramina associado a outro fármaco que irá promover o aumento dos níveis de serotonina no cérebro pode gerar a ocorrência de síndrome serotoninérgica. O exemplo usado para descrever esta interação foi a duloxetina, mas outros fármacos exigirão o mesmo cuidado. Em bula encontra-se a informação de que deve-se evitar este tipo de associação em terapia.

Sintomas que poderão sugerir o quadro da síndrome serotoninérgica são: alterações no estado mental, taquicardia, sudorese, tontura, rubor, tremor, rigidez, dificuldade de coordenação e até convulsões.

Drug Interaction: Sibutramine x Duloxetine

Combining these medications can increase the risk of a rare but serious condition called the serotonin syndrome, which may include symptoms such as confusion, hallucination, seizure, extreme changes in blood pressure, increased heart rate, fever, excessive sweating, blurred vision, tremor, incoordination, vomiting and diarrhea.




Cefalexina x Metformina


Cefalexina é uma cefalosporina de primeira geração com efeito bactericida, pertencente ao grupo dos antimicrobianos beta-lactâmicos. Age por meio da inibição da síntese de parede celular nos agentes patógenos.

Metformina é um antidiabético oral do grupo das biguanidas que exerce sua ação por meio de diferentes mecanismos. O resultado obtido é a redução da glicemia pós-prandial e basal.

INTERAÇÃO: A bula relata estudo no qual se verificaram o aumento da concentração máxima (Cmáx) e da área sob a curva (ASC) da metformina quando usuários deste medicamento receberam doses de 500mg de cefalexina. Houve ainda redução no clearance do hipoglicemiante, porém a relevância clínica da interação não é bem conhecida.

De qualquer maneira, levando-se em conta os dados apresentados e a importância do controle dos pacientes diabéticos, é necessário cautela na coadministração dos fármacos, assim como maior atenção ao monitoramento glicêmico enquanto houver a necessidade do antimicrobiano.




Amoxicilina x Anticoncepcionais


Amoxicilina é uma penicilina com ação bactericida, pertencente ao grupo dos antimicrobianos beta-lactâmicos. Age por meio da inibição da síntese de parede celular nos agentes patógenos.

INTERAÇÃO: O tratamento com amoxicilina, do mesmo modo como ocorre com outros antimicrobianos, pode interferir na microbiota intestinal (flora intestinal). A consequência disso é a menor absorção e a diminuição da circulação entero-hepática de estrógenos, culminando na redução da eficácia dos contraceptivos orais combinados.




Omeprazol x Varfarina


Omeprazol é um fármaco inibidor da bomba de prótons (H+K+ATPase), utilizado no tratamento de patologias que exigem a redução da secreção gástrica.

Varfarina é um anticoagulante cumarínico cujo mecanismo de ação consiste na inibição de fatores da coagulação dependentes da vitamina K.

INTERAÇÃO: A metabolização hepática do omeprazol pode prolongar a depuração da varfarina, fato que exige cautela na coadministração devido à provável elevação da atividade anticoagulante. A necessidade de acompanhamento do INR e redução na dose da varfarina podem ser medidas consideradas, apesar de a bula informar que não houve alteração no tempo de coagulação em pacientes que fazem uso de 20mg diários de omeprazol.

Drug Interaction: Omeprazole x Warfarin

Using warfarin together with omeprazole may increase the risk of bleeding in rare cases. You may need a dose adjustment or more frequent monitoring of your prothrombin time to safely use both medications. Call your doctor if you experience any unusual bleeding, swelling, vomiting, blood in your urine, headache, dizziness or weakness.




Ibuprofeno x Sertralina


Ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que exerce atividade analgésica e antipirética por meio da inibição de ciclo-oxigenase (COX), interferindo na síntese de prostaglandinas.

Sertralina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) indicado no tratamento de depressão, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo e outras patologias.

INTERAÇÃO: O uso concomitante de ibuprofeno ou outros AINEs com a sertralina exige precaução devido ao risco aumentado de sangramento gastrintestinal. Esta informação deve ser considerada, do mesmo modo, quando for necessário o uso do anti-inflamatório com os demais fármacos que inibem seletivamente a recaptação de serotonina.




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