Losartana x Fluconazol


Losartana é um anti-hipertensivo que age como antagonista dos receptores de angiotensina II.

Fluconazol é um antifúngico triazólico cujo mecanismo de ação corresponde à inibição potente e específica da síntese fúngica de esteroides.

INTERAÇÃO: O uso concomitante destes fármacos pode produzir a redução da eficácia do anti-hipertensivo, devido à inibição de seu metabólito ativo ocasionada pelo antifúngico. O mesmo tipo de interação pode ocorrer se forem utilizados outros antagonistas de receptores de angiotensina II, recomendando-se o monitoramento da PA nos pacientes durante o tratamento.




Indometacina x Espironolactona


Indometacina é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que possui como mecanismo de ação a inibição de ciclo-oxigenase (COX), interferindo na biossíntese dos eicosanoides envolvidos em processos inflamatórios.

Espironolactona é um diurético poupador de potássio que tem como mecanismo de ação o antagonismo da aldosterona, resultando na excreção de sódio e água.

INTERAÇÃO: É possível que ocorra a redução do efeito diurético pretendido com o uso de espironolactona quando houver coadministração com indometacina. Deste modo, é importante observar o paciente com maior cuidado durante o tratamento a fim de garantir a eficácia da proposta terapêutica. Existe a mesma orientação quanto aos diuréticos de alça como a furosemida ou tiazídicos como a hidroclorotiazida.

Meloxicam x Hidroclorotiazida


Meloxicam é um AINE com atividade inibitória preferencial sobre a isoenzima COX-2, produzindo efeitos anti-inflamatórios e analgésicos.

Hidroclorotiazida é um diurético representante do grupo dos tiazídicos, com atuação no túbulo distal. Reduz a reabsorção ativa de sódio e cloreto, ocasionando também a perda de potássio.

INTERAÇÃO: Em pacientes que apresentam quadro de desidratação, o tratamento com AINEs é associado ao risco de insuficiência renal aguda. É importante verificar-se a condição de hidratação do paciente e, caso necessário, monitorar a sua função renal quando houver o uso de anti-inflamatórios e diuréticos. Além da hidroclorotiazida, tanto a espironolactona quanto a furosemida poderão exigir o mesmo cuidado.

Drug Interaction - Meloxicam x Hydrochlorothiazide:

If you are receiving this combination, drink plenty of water. Before taking hydrochlorothiazide, tell your doctor if you also use meloxicam. You may need dose adjustments or special tests in order to safely take both medications together. Blood pressure and kidney function should be monitored as well.




Nimesulida x Atenolol


Nimesulida é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que atua por inibição preferencial da isoenzima COX-2, a qual é induzida durante o processo da inflamação. 

Atenolol é um antagonista dos receptores beta-1 adrenérgicos (betabloqueador seletivo) indicado no tratamento da hipertensão arterial, angina e arritmias.

INTERAÇÃO: A administração simultânea de nimesulida e atenolol pode reduzir a eficácia do segundo no que diz respeito à ação anti-hipertensiva. Este tipo de interação é comum quando são utilizados anti-inflamatórios em pacientes que seguem tratamento de hipertensão. A monitoração da PA pode ser útil a fim de verificar se há necessidade de ajustes na posologia.




Fluoxetina x Carbamazepina


Fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) utilizado no tratamento dos casos de depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e outras patologias.

Carbamazepina é um anticonvulsivante utilizado no tratamento dos quadros de epilepsia, possuindo também outras indicações terapêuticas. Inibe a descarga neuronal repetitiva e reduz a propagação sináptica dos impulsos excitatórios.

INTERAÇÃO: A principal via de metabolização da carbamazepina ocorre com a participação da isoenzima CYP3A4 no citocromo P450 e, apesar de a fluoxetina (assim como outros ISRS) ser conhecida como um inibidor de CYP2D6, a bula relata possíveis aumentos dos níveis séricos do anticonvulsivante na coadministração destes fármacos.




Enterobactérias e Manifestações Clínicas


Trata-se de grupo heterogêneo de bacilos gram-negativos com habitat no trato gastrintestinal dos seres humanos e dos animais. A microbiota pode ser normal ou patogênica com aeróbios, anaeróbios facultativos e fermentadores. Possuem motilidade variável, catalase positivo e são microrganismos redutores de nitrato.

Exemplos e Manifestações Clínicas:

- E. Coli: gastroenterite;

- Samonella spp: enterite e sepse com lesões focais;

- Shigella spp: diarreia sanguinolenta;

- Yersinia pestis: peste bubônica, meningite, vômitos e diarreia;

- Yersinia enterocolítica: enterocolite aguda, artralgia, eritema nodoso;

- Proteus mirabilis: infecção urinária, favorece o surgimento de cálculos renais;

- Klebsiella pneumoniae: pneumonia bacteriana, infecções de vias urinárias e vias aéreas superiores.




Clortalidona x Digoxina


Clortalidona é um fármaco diurético com atuação no túbulo distal. Inibe a reabsorção de sódio e cloreto, ocasionando também a perda de potássio.

Digoxina é um glicosídeo digitálico indicado no tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva. Altera a distribuição iônica através da membrana celular produzindo aumento da contratilidade do miocárdio.

INTERAÇÃO: Distúrbios eletrolíticos como hipercalemia, hiponatremia, hipocalemia ou hipomagnesemia são associados ao uso de tiazidas ou diuréticos quimicamente semelhantes, como a clortalidona. A hipocalemia é uma condição que pode sensibilizar o coração e assim potencializar os efeitos tóxicos produzidos por digitálicos.

Loperamida x Cetoconazol


Loperamida é um fármaco indicado no tratamento de diarreias, assim como ileostomias e colostomias com perda excessiva de água e eletrólitos. Liga-se ao receptor opiáceo da parede intestinal e, consequentemente, inibe a liberação de acetilcolina e aumenta o tempo de trânsito intestinal

Cetoconazol é um fármaco com ação fungicida ou fungistática. Promove inibição da biossíntese do ergosterol no fungo e altera a composição de lipídeos na membrana.

INTERAÇÃO: A propriedade de inibição da isoenzima CYP3A4 produzida pelo cetoconazol pode resultar na potencialização dos efeitos da loperamida quando estes fármacos forem administrados de forma simultânea, exigindo cautela.

Fatores de Virulência de Cocos Gram-Positivos


- Parede celular: dificulta a passagem de substâncias para o interior da bactéria;

- Microcápsula: dificulta a fagocitose realizada pelos macrófagos;

- Adesina: possibilita a ligação de estafilococos aos tecidos;

- Hialuronidase: promove a lise de ácido hialurônico da membrana celular ( objetivo de aquisição de nutrientes das células);

- Leucotoxinas: agem produzindo a redução da atividade dos leucócitos;

- Coagulase: inibe a diapedese, que corresponde à passagem dos leucócitos do sangue para o tecido. Deste modo, consequentemente, inibem o processo de fagocitose;

- Staphyloquinase: inibição de resposta imune com desativação dos mecanismos exercidos pelos leucócitos.




Fenilbutazona x Metilfenidato


Fenilbutazona é um fármaco com propriedades antirreumáticas, anti-inflamatórias e antipiréticas. A inibição de ciclo-oxigenase é o principal fator atribuído ao seu mecanismo de ação, apesar da atividade uricosúrica pouco estabelecida.

Metilfenidato é um fármaco indicado no tratamento do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), cujo mecanismo de ação está relacionado com a inibição da recaptação de dopamina, porém sem disparo na liberação do neurotransmissor.

INTERAÇÃO: A administração simultânea de fenilbutazona e metilfenidato eleva a concentração sérica e prolonga a depuração de um dos metabólitos do anti-inflamatório, a oxifembutazona. O que se pode esperar da interação é a maior atividade da fenilbutazona, incluindo os efeitos colaterais.

Fluconazol x Hidroclorotiazida


Fluconazol é um antifúngico triazólico cujo mecanismo de ação corresponde à inibição potente e específica da síntese fúngica de esteroides

Hidroclorotiazida é um diurético representante do grupo dos tiazídicos, com atuação no túbulo distal. Reduz a reabsorção ativa de sódio e cloreto, ocasionando também a perda de potássio.

INTERAÇÃO: A bula relata estudo de interação farmacocinética no qual ocorreu aumento de 40% nos níveis séricos de fluconazol quando este fármaco foi associado à hidroclorotiazida. Apesar disso, não há recomendação de mudança na posologia do antifúngico, seja nos pacientes em tratamento com hidroclorotiazida ou naqueles que utilizam outro diurético.

Obs: esta é a recomendação de bula, porém não se podem descartar eventuais condições especiais que o paciente venha a apresentar. A avaliação caso a caso não deve ser desprezada.

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Glibenclamida x Ciprofibrato


Glibenclamida é um hipoglicemiante oral incluído no grupo das sulfonilureias. Tem como mecanismo de ação o estímulo sobre as células beta nas ilhotas pancreáticas para a liberação de insulina (efeito secretagogo).

Ciprofibrato é um modulador lipídico de amplo espectro cujo mecanismo de ação produz como resultado o aumento da síntese de HDL, aceleração do clearance de LDL e diminuição da produção de triglicerídeos.

INTERAÇÃO: Quando houver utilização simultânea da glibenclamida com ciprofibrato, é possível que ocorra potencialização do efeito hipoglicemiante ou até hipoglicemia. A mesma interação pode ser esperada no caso de administração de outras sulfonilureias, assim como outros fármacos incluídos no grupo dos fibratos.

Ibuprofeno x Ácido Valproico


Ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que exerce atividade analgésica e antipirética por meio da inibição de ciclo-oxigenase (COX), interferindo na síntese de prostaglandinas.

Ácido Valproico é um anticonvulsivante utilizado como monoterápico ou adjuvante em crises parciais complexas. Seu efeito se justifica pelo aumento dos níveis cerebrais do neurotransmissor GABA.

INTERAÇÃO: A utilização de ibuprofeno com ácido valproico exige cuidado devido à possibilidade de deslocamento do anticonvulsivante de suas ligações proteicas ocasionado pelo AINE, exacerbando a ação farmacológica e os efeitos colaterais. A mesma informação pode ser considerada quando forem usados outros anti-inflamatórios.

Acetilcisteína x Antimicrobianos


Acetilcisteína é um fármaco com atividade mucolítico-fluidificante das secreções mucosas e mucopurulentas, indicado como expectorante. 

INTERAÇÃO: A bula informa relatos de inativação de antimicrobianos em estudos realizados in vitro. Apesar de não haver informação quanto à classe de antimicrobianos mais suscetível à interação ou mesmo a descrição da importância clínica in vivo, recomenda-se o uso de acetilcisteína com intervalo de 2h antes ou após a administração do antimicrobiano.




Omeprazol x Claritromicina


Omeprazol é um inibidor da bomba de prótons (H+K+ATPase) utilizado no tratamento de patologias que exigem a redução da secreção gástrica.

Claritromicina é um antibacteriano do grupo dos macrolídeos. Atua inibindo a síntese proteica dos agentes patógenos através de ligação às subunidades ribossômicas 50S.

INTERAÇÃO: O tratamento simultâneo de omeprazol e claritromicina pode fazer com que ocorra o aumento dos níveis séricos de ambos os fármacos, segundo informação encontrada em bula. O mecanismo da interação consiste na inibição de enzimas hepáticas (CYP2C19 pelo omeprazol e CYP3A4 pela claritromicina).

O mesmo tipo de interação pode ser esperado com a utilização de eritromicina ao invés de claritromicina, assim como se forem usados outros inibidores da bomba de prótons.




Nimesulida x Glimepirida


Nimesulida é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que atua por inibição preferencial da isoenzima COX-2, a qual é induzida durante o processo da inflamação. 

Glimepirida é um hipoglicemiante oral incluído no grupo das sulfonilureias. Tem como mecanismo de ação o estímulo sobre as células beta nas ilhotas pancreáticas para a liberação de insulina.

INTERAÇÃO: A utilização da nimesulida com glimepirida, assim como associada a outras sulfonilureias, eleva o risco de hipoglicemia. Se houver a necessidade de associar estes fármacos em terapia, a monitoração glicêmica ou o ajuste na dose são medidas que poderão auxiliar na prevenção de situações de desconforto para o paciente. 




Ibuprofeno x Alimentos


Ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que exerce atividade analgésica e antipirética por meio da inibição de ciclo-oxigenase (COX), interferindo na síntese de prostaglandinas.

INTERAÇÃO: Quando ibuprofeno é administrado com alimentos, pode ocorrer o retardo na taxa de absorção, assim como a redução no pico de concentração plasmática. A biodisponibilidade do fármaco, no entanto, não sofre alterações significativas.




Erva de São João x Anticoncepcionais


Erva de São João (Hypericum perforatum L.) é um fitoterápico usado como auxiliar no tratamento da depressão, estados de apatia, terror noturno associado à enurese e distúrbios gastrintestinais.

Anticoncepcionais orais combinados exercem seu mecanismo por supressão das gonadotrofinas, inibindo assim a ovulação, além de produzirem mudanças no muco cervical e no endométrio.

INTERAÇÃO: A erva de São João, apesar de ser um produto fitoterápico, é um exemplo de substância que pode reduzir a eficácia do etinilestradiol (possivelmente por indução hepática), de forma que o uso de anticoncepcionais com este componente associados à erva é desaconselhado. 

Recomenda-se o uso de método anticoncepcional não hormonal por período aproximado de sete dias após a descontinuação de substâncias que podem diminuir as concentrações séricas do etinilestradiol.

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