Atorvastatina x Contraceptivos Orais


Atorvastatina é uma estatina utilizada no tratamento de dislipidemias que atua por inibição da enzima HMG-CoA redutase, reguladora da síntese de colesterol.

INTERAÇÃO: A escolha de um contraceptivo oral às mulheres que seguem tratamento com o inibidor de HMG-CoA redutase deve ser mais criteriosa, devido à possibilidade de aumento na concentração máxima e na área sob a curva das substâncias noretindrona e etinilestradiol na presença de atorvastatina.




Contraindicações de Atenolol


As condições aqui descritas correspondem às contraindicações para o uso de betabloqueadores em geral, não somente aplicadas à prescrição de atenolol. Este foi o fármaco citado devido ao fato de sua bula relatar o que segue.

Diante das informações abaixo, é importante maior critério na conduta clínica para acompanhamento do paciente. A pesquisa para que outras alternativas terapêuticas sejam encontradas torna-se fundamental.


- Bradicardia
- Choque cardiogênico
- Hipotensão
- Acidose metabólica
- Distúrbios graves da circulação arterial periférica
- Bloqueio cardíaco de segundo ou terceiro grau
- Síndrome do nodo sinusal
- Feocromocitoma não tratado
- Insuficiência cardíaca descompensada




Controle Rígido da Pressão e Prevenção de Doenças Cardiovasculares em Idosos



www.news.med.br

JAMA: controle rígido da pressão arterial sistólica (até 120 mmHg) em idosos pode ser melhor para evitar doenças cardiovasculares

Um trabalho, com publicação online pelo The Journal of the American Medical Association, teve o objetivo de avaliar os efeitos do controle intensivo em comparação com o controle padrão para alvos da hipertensão arterial sistólica em pessoas com 75 anos ou mais de idade, não diabéticos.

No estudo multicêntrico, com pacientes com 75 anos ou mais de idade, integrantes do estudo The Systolic Blood Pressure Intervention Trial (SPRINT), acompanhados de 20 de outubro de 2010 a 20 de agosto de 2015, os participantes foram distribuídos aleatoriamente para um alvo de PAS inferior a 120 mmHg (grupo de tratamento intensivo, n=1317) ou para um alvo de PAS inferior a 140 mmHg (grupo de tratamento padrão, n=1319).

Os resultados primários de doenças cardiovasculares foram um composto de infarto do miocárdio não fatal, síndrome coronariana aguda não resultando em infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral não fatal, insuficiência cardíaca aguda descompensada não fatal e morte por causas cardiovasculares. Todas as causas de mortalidade foram um resultado secundário.

Entre 2636 participantes (idade média de 79,9 anos; 37,9% mulheres), 2510 (95,2%) forneceram dados completos no acompanhamento. Em um acompanhamento médio de 3,14 anos, houve uma taxa significativamente menor do resultado primário composto (102 eventos no grupo de tratamento intensivo vs 148 eventos no grupo tratamento padrão) e de todas as causas de mortalidade (73 mortes vs 107 mortes, respectivamente). A taxa global de eventos adversos graves não foi diferente entre os grupos de tratamento (48,4% no grupo de tratamento intensivo vs 48,3% no grupo de tratamento padrão). As taxas absolutas de hipotensão foram de 2,4% no grupo de tratamento intensivo vs 1,4% no grupo de tratamento padrão e de 3,0% vs 2,4%, respectivamente, para síncope; 4,0% vs 2,7% para alterações eletrolíticas; 5,5% vs 4,0% para lesão renal aguda e 4,9% vs 5,5% para quedas que levaram a danos secundários.

Entre os adultos estudados, um controle mais rígido da PAS (alvo de PAS inferior a 120 mmHg) em comparação com uma meta de PAS inferior a 140 mmHg (controle padrão) resultou em taxas de mortalidade e de eventos cardiovasculares fatais e não fatais significativamente mais baixas.


Fonte: Journal of the American Medical Association (JAMA), publicação online, em 19 de maio de 2016

Farmacopapo com Dra. Aline Medeiros - WebFarmacêutica


1- Como surgiu a ideia de criar a página WebFarmacêutica?

Dra. Aline: A WebFarmacêutica surgiu quando fiz uma entrevista em uma grande empresa e recebi um NÃO, após ser aprovada em testes psicológicos e entrevista, então percebi a necessidade de buscar reconhecimento, estudar, atualizar, criar uma maneira de mostrar quem sou e porque sou “Farmacêutica”. Hoje vivemos em mundo que funciona através da tecnologia e das redes sociais então penso que através dessa interação podemos criar uma boa imagem profissional para as pessoas que usam esse meio de comunicação como também para todas as categorias profissionais.  Quando iniciei a página a princípio era voltada para atualizar meus conhecimentos e informações relacionadas à área de farmácia, logo após percebi que as redes sociais trazem alguns benefícios interessantes para a carreira profissional tais como credibilidade,  oportunidades, contatos profissionais, atualização dentre outros.

2- Qual o tipo de trabalho que pretende apresentar às pessoas pela internet?

Dra. ALine: O trabalho que a WebFarmacêutica realiza é voltado para pesquisas na área de saúde e em todas as áreas de atuação do profissional farmacêutico, dicas de saúde, concursos públicos , pesquisas e estudos através da fanpage no facebook, blog pessoal e instagram. Pretendo atingir profissionais que já estão no mercado de trabalho como também em formação.

3- Qual a relevância de o profissional farmacêutico agregar o espaço virtual à sua atividade?

Dra. Aline: O espaço virtual proporciona uma carreira profissional com maior conhecimento, atualização, necessidade da especialização continuada. Sinceramente depois que percebi o mundo virtual apaixonei mais ainda pela profissão, quando realizamos pesquisas conseguimos enxergar a área farmacêutica com outros olhos, com esperança de dias melhores. Hoje me sinto mais confiante para desempenhar minha função em várias áreas.

4- Como aconteceu a decisão de cursar farmácia?

Dra. Aline: Desde que tinha 18 anos de idade sempre sonhei em ser farmacêutica, em testes vocacionais realizados a área de química e biologia sempre foram peso maior para mim, cheguei a me formar em outro curso e atuei na área, mas não fiquei satistifeita profissionalmente. Então decidi buscar meu sonho, quando uso a frase “farmácia paixão sem remédio”; isso significa que um profissional para desempenhar um bom trabalho tem que amar o que faz, essa sou eu. Penso que o diferencial para ser um profissional de sucesso esteja relacionado a isso, assim absorvemos melhor as oportunidades e as coisas fluem com mais facilidade e melhor dedicação.

5- Em qual segmento atua?

Dra. Aline: Atualmente atuo na área de Vigilância em Saúde, o setor de regularização. Trabalhamos com atualização constante, normativas, RDC’s, promoção de saúde. É uma ampla área que proporciona conhecimento técnico e experiência profissional.

6- Quais são as vantagens e desvantagens da profissão que sua experiência te permitiu observar?

Dra. Aline: As vantagens são os conhecimentos técnicos científicos adquiridos na graduação e exercício profissional, serviço desenvolvido em equipes multiprofissionais e a área de pesquisa científica.
As desvantagens são o farmacêutico não possuir a valorização profissional que merece, existem fatores obscuros que merecem atitudes dos  Conselhos Federal e Regional tais como “prescrição farmacêutica”, questões relacionadas ao piso salarial nacional e carga horária, inserção de um número maior de farmacêuticos no SUS e na promoção de saúde.

7- Farmacêuticos tendem a conquistar mais espaço em equipes multidisciplinares? Por qual motivo?

Dra. Aline: Sim, porque além ter conhecimento de fisiologia e farmacologia, a graduação em farmácia oferece conhecimento na área de gestão farmacêutica. O farmacêutico trabalha seguindo leis e normativas, por isso consegue destaque em qualquer segmento.

8- Qual o conselho que deixa aos estudantes?

Dra. ALine: O conselho que deixo para vocês é que estudem, aproveitem todos os momentos em sala de aula com seus mestres, estágios supervisionados. Mesmo que concluam a graduação não deixem de se atualizar, buscar conhecimento constante, pesquisar, ler em fontes confiáveis. Lembrando que o diferencial que as grandes empresas buscam em seus colaboradores são o conhecimento técnico científico e habilidades profissionais. Além de ressaltar que as pessoas que se destacam são aquelas que possuem grandes ideias, que interagem em equipe.

9- Considerações finais

Dra. Aline: “Acredite em seus sonhos” não desista de lutar, quem acredita sempre alcança, WebFarmacêutica mais de 10.000mil curtidas na fanpage no Facebook. Agradeço de coração a todos pela grande aceitação do meu trabalho!!!


WebFarmacêutica missão melhorar a qualidade de vida das pessoas!Aline Rodrigues Medeiros Vieira
Farmacêutica CRFMG31696
Especialista em Gestão da Assistência Farmacêutica UFSC
Visite o meu Blog www.webfarmaceutica.com.br
Fb.com/WebFarmacêutica
Instagram @webfarmaceutica
E-mail ninemedeiros@hotmail.com

Telmisartana x Digoxina


Telmisartana é um fármaco que atua como antagonista dos receptores de angiotensina II (ARA), indicado no tratamento da hipertensão arterial.

Digoxina é um glicosídeo digitálico indicado no tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva. Altera a distribuição iônica através da membrana celular, produzindo aumento da contratilidade do miocárdio.

INTERAÇÃO: A telmisartana pode promover aumento nas concentrações séricas da digoxina, de forma que há recomendação de monitoração do paciente quando houver necessidade do uso concomitante destes fármacos. Vale lembrar que a digoxina possui índice terapêutico estreito, portanto alterações farmacocinéticas poderão ocasionar toxicidade digitálica.

Isossorbida x Sildenafila


Isossorbida é um fármaco disponível no mercado na forma de mononitrato ou dinitrato, que possui a indicação de tratar angina e insuficiência coronariana, produzindo relaxamento da musculatura lisa vascular.

Sildenafila é um fármaco utilizado no tratamento da disfunção erétil. Promove inibição seletiva da fosfodiesterase-5, facilitando o relaxamento da musculatura lisa produzido pela ação do óxido nítrico nos corpos cavernosos.

INTERAÇÃO: A associação destes fármacos aumenta o risco de redução brusca da pressão sanguínea, de forma que o uso concomitante deve ser evitado. A mesma informação vale para o uso de tadalafila em pacientes tratados com isossorbida.




Fluoxetina x Diazepam


Fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) utilizado no tratamento dos casos de depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e outras patologias.

Diazepam é um benzodiazepínico com atividades anticonvulsivante, sedativa, miorrelaxante e ansiolítica, comuns aos representantes deste grupo farmacológico

INTERAÇÃO: A bula relata alterações nos níveis séricos de diazepam quando este fármaco foi administrado em conjunto com a fluoxetina, incluindo alguns casos nos quais observou-se manifestações clínicas de toxicidade. O motivo provavelmente está associado à inibição enzimática de CYP2D6 produzida pelo antidepressivo. Recomenda-se monitorar o paciente caso os dois fármacos sejam prescritos em tratamento.




Levofloxacino x Teofilina


Levofloxacino é um agente antimicrobiano quinolônico que possui ação bactericida por meio da inibição das topoisomerases II (DNA-girase) e IV.

Teofilina é uma metilxantina com ação broncodilatadora que atua como inibidor da fosfodiesterase. O aumento de AMPc ocasionado pela inibição enzimática é o responsável pelo efeito relaxante sobre a musculatura brônquica.

INTERAÇÃO: Há possibilidade de redução no limiar convulsivo quando houver a coadministração de quinolonas e teofilina, apesar de a bula do antimicrobiano descartar interações farmacocinéticas entre ambos. Apenas visando acrescentar informação, o mesmo tipo de problema pode ocorrer entre quinolonas e AINEs.

Zolpidem x Cetoconazol


Zolpidem é um ansiolítico do grupo das imidazopiridinas com ação agonista seletiva gabaérgica. Facilita o início do sono, assim como prolonga a sua duração.

Cetoconazol é um fármaco com ação fungicida ou fungistática. Promove inibição da biossíntese do ergosterol no fungo e altera a composição de outros componentes lipídicos na membrana.

INTERAÇÃO: Há prolongamento da meia vida de eliminação do zolpidem quando este fármaco é coadministrado com cetoconazol, devido à inibição de CYP3A4 produzida pelo antifúngico. A bula não recomenda ajuste na dosagem, porém adverte que os pacientes devem ser orientados quanto à possibilidade de maior ação sedativa.

Fluoxetina x Oxicodona


Fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) utilizado no tratamento dos casos de depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e outras patologias

Oxicodona é um analgésico opioide indicado no tratamento de dores moderadas a severas, quando é necessário a administração de um fármaco por período prolongado no alívio da dor.

INTERAÇÃO: O metabolismo da oxicodona ocorre de forma parcial pela isoenzima CYP2D6, a mesma que sofre inibição pela fluoxetina e demais ISRS. A bula relata não haver esclarecimento sobre o significado clínico de possíveis modificações na cinética da oxicodona, porém existe a importância quanto à ciência de uma possível interação medicamentosa na definição da conduta.

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