Cetoconazol x Alprazolam


Cetoconazol é um fármaco com ação fungicida ou fungistática. Promove inibição da biossíntese do ergosterol no fungo e altera a composição de outros componentes lipídicos na membrana.

Alprazolam é um benzodiazepínico com atividades anticonvulsivante, sedativa, relaxante muscular e ansiolítica, comuns aos representantes deste grupo farmacológico.

INTERAÇÃO: A concentração plasmática de alprazolam pode ser aumentada se este fármaco for utilizado no mesmo período de terapia antifúngica com cetoconazol. O mecanismo da interação envolve a inibição de CYP3A4 produzida pelo cetoconazol. A bula não classifica o uso simultâneo como contraindicado, mas sugere a observação mais cuidadosa do paciente para que se possa identificar se o ajuste na dose é necessário.




Nifedipino x Fluconazol


Nifedipino é um anti-hipertensivo incluído na classe dos bloqueadores seletivos dos canais de cálcio, inibindo o processo de contração do músculo liso ao bloquear o influxo celular do íon.

Fluconazol é um antifúngico triazólico cujo mecanismo de ação corresponde à inibição potente e específica da síntese fúngica de esteroides.

INTERAÇÃO: A atividade inibitória do fluconazol produzida no citocromo P450 pode elevar a exposição sistêmica de antagonistas dos canais de cálcio, devido ao fato de estes fármacos sofrerem metabolização pela isoenzima CYP3A4. Além do nifedipino, deve ser considerada a mesma possibilidade quando utilizado, em associação ao fluconazol, fármacos como anlodipino, felodipino ou verapamil. Recomenda-se maior atenção ao paciente.

Information about using nifedipine x fluconazole:

Fluconazole may increase the blood levels of nifedipine. This may increase the risk of serious side effects such as irregular heart rhythm, fluid retention, swelling, heart failure, and excessively low blood pressure.




Ibuprofeno x Hidroclorotiazida


Ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que exerce atividade analgésica e antipirética por meio da inibição de ciclo-oxigenase (COX), interferindo na síntese de prostaglandinas

Hidroclorotiazida é um diurético representante do grupo dos tiazídicos, com atuação no túbulo distal. Reduz a reabsorção ativa de sódio e cloreto, ocasionando também a perda de potássio.

INTERAÇÃO: Os efeitos diuréticos e anti-hipertensivos pretendidos com a administração de hidroclorotiazida, assim como de outras tiazidas, podem ser reduzidos na presença de um anti-inflamatório não-esteroide, tendo como exemplo o ibuprofeno. Recomenda-se observar o paciente para garantir que o efeito desejado foi obtido.

Information about using ibuprofen x hydrochlorothiazide:

Before taking hydrochlorothiazide, tell your doctor if you also use ibuprofen. You may need dose adjustments or special tests in order to safely take both medications together. If you are receiving this combination drink plenty of water. Blood pressure and kidney function should be monitored as well.




Anticoncepcionais x Fenobarbital


Anticoncepcionais orais combinados exercem seu mecanismo por supressão das gonadotrofinas, inibindo assim a ovulação, além de produzirem mudanças no muco cervical e no endométrio.

Fenobarbital é um barbitúrico com ação anticonvulsivante e sedativa que exerce seu efeito através da ativação dos receptores GABA, facilitando a abertura dos canais de cloreto.

INTERAÇÃO: o fenobarbital, pelo mecanismo de indução de enzimas microssomais hepáticas, pode reduzir as concentrações séricas de etinilestradiol, produzindo alteração na eficácia contraceptiva. Recomenda-se uso de método anticoncepcional não-hormonal, mesmo após a descontinuação de qualquer substância que interfira na atividade do etinilestradiol, pelo período mínimo de sete dias.

Fenilbutazona x Espironolactona


Fenilbutazona é um fármaco com propriedades antirreumáticas, anti-inflamatórias e antipiréticas. A inibição de ciclo-oxigenase é o principal fator atribuído ao seu mecanismo de ação, apesar da atividade uricosúrica pouco estabelecida.

Espironolactona é um diurético poupador de potássio que tem como mecanismo de ação o antagonismo da aldosterona, resultando na excreção de sódio e água.

INTERAÇÃO: Há risco de hipercalemia quando administrados de forma concomitante a fenilbutazona e um diurético poupador de potássio, a exemplo da espironolactona. Recomenda-se a monitoração dos níveis séricos do referido íon.

Fluconazol x Amitriptilina


Fluconazol é um antifúngico triazólico cujo mecanismo de ação corresponde à inibição potente e específica da síntese fúngica de esteroides

Amitriptilina é um antidepressivo tricíclico que inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina, apresentando também ação anticolinérgica acentuada.

INTERAÇÃO: A bula relata aumento da ação de amitriptilina, assim como de nortriptilina, quando um destes fármacos é utilizado de forma simultânea ao fluconazol. Se houver a necessidade de administração destes fármacos em terapia, recomenda-se maior atenção ao paciente, a fim de verificar-se o eventual ajuste na dose do tricíclico.

Levofloxacino x Glibenclamida


Levofloxacino é um agente antimicrobiano quinolônico que possui ação bactericida por meio da inibição das topoisomerases II (DNA-girase) e IV.

Glibenclamida é um hipoglicemiante oral incluído no grupo das sulfonilureias. Tem como mecanismo de ação o estímulo sobre as células beta nas ilhotas pancreáticas para a liberação de insulina (efeito secretagogo).

INTERAÇÃO: A bula do antimicrobiano relata não existirem alterações farmacocinéticas clinicamente relevantes quando estes dois fármacos são utilizados simultaneamente. Contudo, na sessão de interações medicamentosas da bula de glibenclamida está descrita a possibilidade de potencialização do efeito hipoglicemiante em associação às quinolonas. 




Buclizina x Clonazepam


Buclizina é um orexígeno que também produz ação anti-histamínica e antiemética. A estimulação do apetite parece possuir relação com atividade no hipotálamo. Efeitos antimuscarínicos também são associados a este fármaco.

Clonazepam é um benzodiazepínico com atividades anticonvulsivante, sedativa, relaxante muscular e ansiolítica, comuns aos representantes deste grupo farmacológico.

INTERAÇÃO: O uso de buclizina associado ao clonazepam ou outros benzodiazepínicos, assim como a outros fármacos que possuem atividade sedativa/hipnótica, tanto quanto o álcool, gera a possibilidade de ação depressora aditiva no sistema nervoso central.

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