Trazodona x Digoxina


Trazodona é um antidepressivo com ação distinta em relação a que é associada aos outros fármacos de mesma indicação terapêutica. Seu mecanismo de ação não é completamente conhecido, mas sabe-se da inibição da recaptação de serotonina e da atividade em receptores adrenérgicos.

Digoxina é um glicosídeo digitálico indicado no tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva. Altera a distribuição iônica através da membrana celular, produzindo aumento da contratilidade do miocárdio.

INTERAÇÃO: Há possibilidade de aumento nas concentrações plasmáticas de digoxina quando este fármaco é utilizado em conjunto com trazodona, incluindo risco de intoxicação digitálica. Recomenda-se maior atenção ao paciente caso exista a necessidade destas prescrições, principalmente quandro tratar-se de geriatria.

Vale recordar que a digoxina possui índice terapêutico estreito, fato que exige sempre maior cautela devido ao risco de toxicidade. 

Estudo em Áudio - Receptores Adrenérgicos




Leitura de Farmacologia descrevendo ação nos receptores adrenérgicos e gabarito comentado da questão 8 do material "100 Questões de Farmacologia"

Enalapril x Metildopa


Enalapril é um anti-hipertensivo inserido no grupo dos inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA).

Metildopa é um anti-hipertensivo que atua por estimulação dos receptores alfa-2 adrenérgicos centrais após conversão em alfametilnoradrenalina, reduzindo a resistência vascular periférica.

INTERAÇÃO: A associação de metildopa com outros fármacos de mesma indicação terapêutica pode potencializar a ação anti-hipertensiva de modo a prejudicar os objetivos pretendidos. Em caso de prescrição, o paciente deverá ser acompanhado para que se detectem mais facilmente possíveis reações adversas ou manifestações de idiossincrasia medicamentosa.

O fármaco selecionado para apresentar esta interação com a metildopa foi o enalapril, contudo podem-se levar em consideração outros IECA, assim como aqueles que são inseridos em outros grupos de anti-hipertensivos. 




Azitromicina x Antiácidos


Azitromicina é um antibacteriano do grupo dos macrolídeos. Atua inibindo a síntese proteica dos agentes patógenos por meio de ligação às subunidades ribossômicas 50S.

INTERAÇÃO: De acordo com informação de bula, houve redução de 24% no pico de concentração plasmática da azitromicina quando administrada simultaneamente a antiácidos. A biodisponibilidade total, no entanto, parece não ser afetada; de qualquer modo, há recomendação de intervalo entre o uso do antimicrobiano e antiácidos, caso seja necessário.


Topiramato x Digoxina


Topiramato é um fármaco indicado no tratamento da epilepsia. Seu mecanismo de ação está relacionado com o estímulo de receptores do neurotransmissor inibitório GABA e indução do influxo de íons cloreto.

Digoxina é um glicosídeo digitálico indicado no tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva. Altera a distribuição iônica através da membrana celular, produzindo aumento da contratilidade do miocárdio.

INTERAÇÃO: A bula informa redução dos níveis séricos de digoxina (com 12% da área sob a curva), quando este fármaco foi administrado em conjunto com o topiramato. Apesar de não haver determinação quanto à importância clínica da interação, recomenda-se monitorar o paciente caso a prescrição seja necessária.

Cetoconazol x Colchicina


Cetoconazol é um fármaco com ação fungicida ou fungistática. Promove inibição da biossíntese do ergosterol no fungo e altera a composição de outros componentes lipídicos na membrana.

Colchicina é um alcaloide utilizado no tratamento das crises de gota e prevenção de artrite gotosa, entre outras indicações. Inibe a ativação, degranulação e migração dos neutrófilos asociados aos sintomas da gota.

INTERAÇÃO: A concentração plasmática de colchicina pode ser aumentada se houver uso simultâneo deste fármaco com cetoconazol, devido à inibição enzimática microssomal produzida pelo antifúngico. A bula classifica o uso como não recomendado e apresenta contraindicação nos casos de pacientes com insuficiência renal ou hepática.

Ibuprofeno x Cilostazol


Ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que exerce atividade analgésica e antipirética por meio da inibição de ciclo-oxigenase (COX), interferindo na síntese de prostaglandinas

Cilostazol é um antiagregante plaquetário que atua por inibição da fosfodiesterase e redução na degradação de AMPc nas plaquetas e vasos sanguíneos.

INTERAÇÃO: O uso de cilostazol simultaneamente ao ibuprofeno, assim como outros anti-inflamatórios não esteroides, pode aumentar a possibilidade de hemorragia. Recomenda-se evitar a automedicação durante o tratamento com fármacos de ação antiagregante plaquetária.




Colchicina x Sinvastatina


Colchicina é um alcaloide utilizado no tratamento das crises de gota e prevenção de artrite gotosa, entre outras indicações. Inibe a ativação, degranulação e migração dos neutrófilos asociados aos sintomas da gota.

Sinvastatina é um fármaco pertencente ao grupo das estatinas, utilizado no tratamento de dislipidemias. Seu mecanismo de ação corresponde à inibição da HMG-CoA redutase, enzima reguladora da via de síntese do colesterol.

INTERAÇÃO: O uso de inibidores da HMG-CoA redutase, tais como sinvastatina ou atorvastatina, é associado ao risco de rabdomiólise. Este risco pode ser aumentado se durante o tratamento para controle de dislipidemia o paciente receber prescrição de colchicina.

Escopolamina x Clortalidona


Escopolamina é um fármaco anticolinérgico que exerce atividade espasmolítica sobre a musculatura lisa do trato gastrintestinal, geniturinário e vias biliares.

Clortalidona é um fármaco diurético com atuação no túbulo distal. Inibe a reabsorção de sódio e cloreto, ocasionando também a perda de potássio.

INTERAÇÃO: Agentes anticolinérgicos, como é o caso da escopolamina, podem aumentar a biodisponibilidade de diuréticos atuantes no túbulo distal, a exemplo da clortalidona ou hidroclorotiazida. Os mecanismos relacionados envolvem a diminuição da motilidade gastrintestinal e da taxa de esvaziamento gástrico.




Os artigos mais populares