Anti-hipertensivos - IECA


São fármacos que inibem a conversão de angiotensina I para angiotensina II, a qual produz vasoconstrição e estimula a produção de aldosterona, mineralocorticoide que aumenta a retenção hídrica. Deste modo, os IECA promovem vasodilatação e natriurese (maior excreção de água), tratando a hipertensão. Citaremos os seguintes fármacos: captopril, enalapril, lisinopril e ramipril.

O captopril foi o primeiro representante deste grupo a ser introduzido na terapia anti-hipertensiva. Recomenda-se sua administração com 1h de intervalo das refeições, devido à possibilidade de redução na absorção. O fármaco atravessa a barreira placentária e é excretado no leite materno, sendo, portanto, contraindicado na gravidez e na lactação. A posologia varia a critério médico e as doses podem ser administradas 2 ou 3 vezes ao dia. Os efeitos adversos mais comuns são tosse seca, erupção de pele e fraqueza, com possibilidade de hipercalemia no uso contínuo.

O enalapril corresponde ao segundo IECA disponibilizado no mercado. A presença de alimentos altera de forma pouco significativa a absorção, após a qual ocorre hidrólise enzimática para a liberação de enalaprilat, inibidor ativo da ECA. O fármaco pode atravessar a barreira placentária e requer atenção ao ajuste de dose em diabéticos e idosos. A dose diária recomendada varia entre 10 e 40mg e alguns efeitos adversos esperados são: tontura, cefaleia, fadiga, astenia, erupções cutâneas e tosse.





O lisinopril, além de anti-hipertensivo, apresenta utilidade no tratamento do infarto agudo do miocárdio e da insuficiência cardíaca congestiva, devido à sua atividade vasodilatadora. A presença de alimento não altera a absorção do fármaco, cuja posologia inicial recomendada é de 10mg diários, podendo ser modificada a critério médico. As reações adversas identificadas como comuns são semelhantes às dos fármacos anteriormente citados.

O ramipril, assim como o enalapril, também é um pró-fármaco que sofre hidrólise e libera inibidor ativo identificado como ramiprilat. A presença de alimentos não interfere na biodisponibilidade do ramiprilat, a exemplo de outros IECA. A dose inicial recomendada é a de 2,5mg, podendo ser ajustada posteriormente. Este fármaco também apresenta dados que indicam sua passagem pela barreira placentária e os efeitos adversos são semelhantes aos dos demais representantes do grupo.




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