Receptores Colinérgicos - Acetilcolina


Receptores Muscarínicos

M1 - Receptores neurogástricos: localizados principalmente no SNC, SNP e células parietais gástricas.

M2 - Receptores cardíacos: predominantes no miocárdio, músculo liso e terminações pré-sinápticas no SNC.

M3- Glandulares/musculares lisos: encontrados na musculatura lisa e glândulas exócrinas.

M4 e M5: encontrados no SNC (funções ainda pouco conhecidas).

Receptores Nicotínicos

Nm - receptores do tipo muscular (placa motora).

Nn - receptores do tipo neuronal (gânglios autônomos).


Losartana x Lítio


Losartana é um antagonista específico dos receptores de angiotensina II, indicado no tratamento da hipertensão arterial.

Lítio é um fármaco utilizado no tratamento de transtorno afetivo bipolar, mania e depressão. Altera o transporte do sódio nas células nervosas e musculares, modificando o metabolismo intraneural das catecolaminas.

INTERAÇÃO: De acordo com a bula, foram relatadas alterações séricas do lítio, incluindo casos de toxicidade, durante a administração concomitante com antagonistas dos receptores de angiotensina II, grupo no qual estão incluídos fármacos como a valsartana, losartana e irbesartana. A mesma informação está associada ao uso de lítio em conjunto com inibidores da ECA.

O risco é aumentado em pacientes idosos ou que apresentam fatores de risco, tais como restrição de sódio, insuficiência renal, insuficiência cardíaca congestiva ou desidratação.

Drug Interaction: Losartan x Lithium

Losartan may increase the blood levels and effects of lithium. You may need a dose adjustment or more frequent monitoring to safely use both medications. Let your doctor know if you experience drowsiness, dizziness, confusion, diarrhea, vomiting, muscle weakness, muscle incoordination, tremor, blurred vision, ringing in the ear, excessive thirst, and/or increased urination, as these may be symptoms of excessive lithium levels.




Receptores Alfa-adrenérgicos


ALFA-1

- Receptores pós-sinápticos;
- Seus mensageiros secundários são inositol trifosfato (IP3) e diacilglicerol (DAG);
- A estimulação produz contração da musculatura lisa;
- Presentes em arteríolas e veias, músculo radial dos olhos, trígono e saída da bexiga, esfíncteres do TGI.

ALFA-2

- Receptores pré-sinápticos;
- A estimulação diminui o AMPc e produz inibição da futura liberação de noradrenalina por meio de um mecanismo de feedback negativo, resultando em diminuição no fluxo simpático;
- São mediadores de alguns efeitos no SNC.


Hipotensores de Ação Neural


São fármacos que reduzem a estimulação simpática dos centros vasopressores no tronco cerebral. As opções disponíveis neste grupo são mais reduzidas em relação aos demais, de forma que estudaremos a metildopa e a clonidina.

A metildopa atua reduzindo a pressão arterial principalmente por diminuir a resistência vascular periférica. Este fármaco sofre descarboxilação para formar a alfa-metilnoradrenalina, tida como um “falso mensageiro” que difere da noradrenalina por ser menos ativa em receptores do tipo alfa-1, produzindo menor vasoconstrição, além de apresentar maior atividade em receptores alfa-2. O fármaco atravessa a barreira placentária e é excretado em pequenas doses pelo leite materno. A dose inicial recomendada é de 250mg 2 ou 3 vezes ao dia e alguns dos efeitos adversos possíveis são: reações hemolíticas, hepatotoxicidade, impotência sexual, tontura, fadiga e náuseas.

A clonidina possui atividade sobre os receptores alfa-2, tanto no tronco cerebral quanto nos periféricos pós-sinápticos, ativando-os. A ação hipotensora é resultado da queda na resistência vascular periférica e na frequência cardíaca. O fármaco é indicado em todas as formas de hipertensão arterial, profilaxia da enxaqueca e adjuvante na dismenorreia. As contraindicações são descritas nos casos de insuficiência renal e gravidez. A dose usual recomendada é de 0,100mg ao deitar e os efeitos adversos possíveis são: boca seca, constipação, fraqueza muscular, dor nas articulações e redução da libido.




Receptores Beta-adrenérgicos


Receptores beta-1

- Presentes no coração;
- A estimulação produz aumento da frequência cardíaca, força de contração do miocárdio e excitabilidade atrial e ventricular.

Receptores beta-2

- Presentes na musculatura lisa vascular, bronquial e uterina;
- A estimulação produz dilatação da musculatura lisa dos brônquios e relaxamento da musculatura lisa visceral, especialmente a uterina.

Receptores beta-3

- Apresentam pouca função na atividade de fármacos, ficando relacionados essencialmente com a lipólise.




Excreção de Fármacos no Leite Materno


A excreção dos fármacos pelo leite materno é de importância devido ao fato de representar risco potencial ao lactente. Destacam-se neste conceito as seguintes classes de fármacos, acompanhadas de alguns exemplos:

- Anti-hipertensivos: atenolol, captopril, metildopa;

- Anticonvulsivantes: ácido valproico, carbamazepina, fenobarbital;

- Benzodiazepínicos: diazepam, lorazepam;

- Antidepressivos: paroxetina, fluoxetina;

- Outros: furosemida, cimetidina, clorpromazina, propiltiouracila

Apenas para reforçar, os fármacos citados acima são somente alguns exemplos, mas a necessidade de atenção vai além disso. O emprego de fármacos pela nutriz deve seguir abordagem conservadora. Diante da necessidade de medicação da mãe, recomenda-se selecionar o fármaco considerado seguro e administrá-lo 3 a 4 horas antes da amamentação.

Vale ressaltar que o uso de bebidas alcoólicas também representa risco de efeitos tóxicos no lactente. Portanto, a abordagem deve ser semelhante em relação ao uso de fármacos.




Ciprofloxacino x Sildenafila


Ciprofloxacino é um agente antimicrobiano quinolônico que possui ação bactericida por meio da inibição das topoisomerases II (DNA-girase) e IV.

Sildenafila é um fármaco utilizado no tratamento da disfunção erétil. Promove inibição seletiva da fosfodiesterase-5, facilitando o relaxamento da musculatura lisa produzido pela ação do óxido nítrico nos corpos cavernosos.

INTERAÇÃO: O uso simultâneo de 500mg de ciprofloxacino e 50mg de sildenafila produziu aumento na Cmáx e na AUC da sildenafila, de acordo com estudo descrito em bula. A proporção informada deste aumento é de aproximadamente duas vezes em indivíduos sadios, se feita comparação com o uso do fármaco isoladamente. Deste modo, deve-se considerar cautela na utilização associada, com o intuito de prevenir os efeitos colaterais e riscos aos quais o paciente pode submeter-se sem a devida informação.

Drug Interaction: Ciprofloxacin x Sildenafil

Ciprofloxacin may increase the blood levels and effects of sildenafil. Contact your doctor if  you experience symptons like nausea, shortness of breath, dizziness, fainting, visual disturbances, vision or hearing loss, irregular heartbeat, and/or priapism (prolonged and painful erection unrelated to sexual activity), as these may be signs and symptoms of excessive sildenafil levels.




Vitamina K


É necessária principalmente para o mecanismo da coagulação sanguínea, protegendo o organismo de hemorragias.

Essencial para a síntese da protrombina, proteína que converte o fibrinogênio solúvel em fibrina, que é insolúvel e constituinte principal do coágulo.

A deficiência ocasiona o aumento no tempo de coagulação, sendo rara por meio da dieta e mais frequente após tratamento prolongado com antibióticos.

Uma fonte importante de vitamina K2 (menaquinona) é a flora intestinal do jejuno e do íleo.

Exemplos de fontes na dieta são vegetais de folhas verdes, tais como nabo, espinafre, brócolis e couve.




O Plasma


O plasma corresponde à fase líquida do sangue, da forma como é encontrado nos vasos. É formado por 90% de água e 10% de solutos e eletrólitos.

Ainda que em pequenas quantidades, algumas substâncias do plasma são essenciais à produção das células pela medula óssea. São elas:

Vitaminas:

- Piridoxina (B6) - importante na síntese do heme.
- Ácido ascórbico (C) - intervém no metabolismo do ferro.
- Ácido fólico e Cianocobalamina (B6) - síntese da metionina.

Minerais:

- Ferro, cobalto e cobre - formação dos glóbulos vermelhos.

Hormônios:

- Eritropoetina - é um deles e funciona como regulador da produção dos glóbulos vermelhos.




Furosemida x Digoxina


Furosemida é um diurético que atua na alça de Henle aumentando a excreção urinária de sódio e potássio. É conhecido como diurético de alça, por alusão ao seu sítio de ação

Digoxina é um glicosídeo digitálico indicado no tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva. Altera a distribuição iônica através da membrana celular produzindo aumento da contratilidade do miocárdio.

INTERAÇÃO: A possibilidade de intoxicação digitálica, ou mesmo da ocorrência de arritmias, é elevada quando se utiliza um glicosídeo cardíaco como a digoxina associada a um diurético depletor de potássio, como é o caso da furosemida. O risco de hipocalemia é o que pode justificar a ocorrência da interação, por ocasionar elevação da sensibilidade à digoxina.

Drug Interaction: Furosemide x Digoxin

Furosemide and digoxin are often used together but may require more frequent evaluation of your digoxin, potassium and magnesium levels. You may need dose adjustments or special tests in order to safely take both medications together. 





Fatores Genéticos no Processo de Biotransformação


Ocorrem diversas variações individuais na biotransformação dos fármacos, muitas vezes significativas e consequentes de fatores genéticos. Tais variações são decorrentes das diferenças na expressão de enzimas. A atividade das diversas isoformas do citocromo P450 é variável e este fato produz alterações na resposta terapêutica com determinados fármacos.

Além do citocromo P450, o polimorfismo dos sistemas enzimáticos envolvidos nos processos de biotransformação encontra-se também na colinesterase, álcool-desidrogenase, aldeído-desidrogenase e xantina-oxidase. Podemos utilizar como exemplo a deficiência da enzima aldeído desidrogenase em aproximadamente 50% da população oriental, provocando o aparecimento de níveis elevados de aldeído acético em decorência do consumo de bebidas alcoólicas, causando mal-estar. Pacientes asiáticos apresentam maior risco de desenvolverem eventos adversos musculares, incluindo rabdomiólise, com o uso de estatinas, quando comparados aos caucasianos.

Mais um exemplo interessante de citar, envolvendo polimorfismo genético, tem a ver com a CYP2D6. Em pacientes com deficiência desta isoforma, o emprego de tricíclicos (como a nortriptilina), mesmo em baixas doses, poderá provocar efeitos colaterais com maior facilidade. Por outro lado, naqueles indivíduos com alta atividade de CYP2D6, a biotransformação é rápida e as doses recomendadas podem não produzir eficácia terapêutica.




Vitamina E (Tocoferol)


Tem comportamento antioxidante e sua carência provoca o aparecimento de peróxidos, que são substâncias com propriedades citotóxicas.

Não é solúvel no sangue, portanto seu transporte ocorre por meio de proteínas plasmáticas, principalmente associadas aos quilomicrons e VLDL.

O tocoferol não é reciclado, havendo a necessidade de reposição diária proveniente da dieta.

Esta vitamina encontra-se distribuída em todos os tecidos e é excretada pela via biliar.

Possui relação funcional com o selênio no impedimento da peroxidação dos lipídeos.


Interação Comentada - Propranolol x Metformina






Classificação das Reações Adversas Quanto à Gravidade


Leves - Correspondem às reações de pequena importância, de durta duração, que não requerem tratamento médico. A interrupção do tratamento não é necessária. Ex: náusea, sonolência e cefaleia.

Moderadas - Capazes de alterar a atividade do paciente em seu contexto de vida pessoal ou profissional, necessitando atenção médica. Modificações na conduta terapêutica são necessárias, porém sem a suspensão do tratamento. Ex: tremores e diarreia persistente.

Graves - Ameaçam diretamente a vida, sendo necessária a conduta médica com internação hospitalar. É preciso interromper imediatamente o uso do medicamento causador. Ex: arritmia, hemorragia e choque anafilático.

Letais - Requerem procedimentos administrativo e judicial para avaliação, com exames complementares (anatomopatológicos e toxicológicos) para obter-se a precisão da ocorrência.




Paroxetina x Alprazolam


Paroxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) utilizado no tratamento dos casos de depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e outras patologias.

Alprazolam é um benzodiazepínico com atividades anticonvulsivante, sedativa, relaxante muscular e ansiolítica, comuns aos representantes deste grupo farmacológico.

INTERAÇÃO: Recomenda-se cautela na administração concomitante destes fármacos, devido ao potencial da paroxetina como inibidor de CYP2D6. De acordo com informação de bula, foram observadas alterações nos níveis séricos de alprazolam quando administrado em pacientes tratados com o ISRS.

Drug Interaction: Paroxetine x Alprazolam

Using alprazolam together with paroxetine may increase side effects such as dizziness, drowsiness, confusion, and difficulty concentrating. Some people, especially the elderly, may also experience impairment in thinking, judgment, and motor coordination. You should avoid or limit the use of alcohol while being treated with these medications.




Digoxina x Prednisolona


Digoxina é um glicosídeo digitálico indicado no tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva. Altera a distribuição iônica através da membrana celular produzindo aumento da contratilidade do miocárdio.

Prednisolona é um corticosteroide utilizado em processos inflamatórios e manifestações alérgicas, possuindo também atividade imunossupressora.

INTERAÇÃO: A possibilidade de intoxicação digitálica, ou mesmo da ocorrência de arritmias, é elevada quando se utiliza um glicosídeo cardíaco como a digoxina associada a um corticosteroide de uso sistêmico, citando como exemplo a prednisolona. O motivo para que ocorra a interação é relacionado à hipocalemia que pode surgir na terapia corticosteroide. 

Drug Interaction: Digoxin x Prednisolone

This combination may cause increased blood pressure, irregular heartbeats, light "halos" around objects, green or yellow vision, fatigue and swollen hands, feet, or ankles (fluid retention). You may need a dose adjustment or special tests in order to safely take both medications together.




Fatores Envolvidos na Patogenia da Hipertensão Arterial


Genéticos - A hipertensão é motivada por predisposição que o indivíduo apresenta e que poderá agravar-se de acordo com a conduta de vida que este assuma. Quanto às modificações genéticas ou decorrentes do envelhecimento orgânico, podem-se citar três sistemas, a saber: SRAA, sistema nervoso simpático e calicreína-cinina.

Obesidade - A obesidade, caracterizada como o excesso de gordura no organismo originado da maior ingestão energética dos alimentos em relação ao gasto calórico, está vinculada aos fatores de risco para o desenvolvimento de hipertensão e doença cardiovascular.

Dislipidemia - Condição identificada pela concentração excessiva de lipoproteína de baixa densidade (LDL) no plasma, associada à baixa concentração de lipoproteína de alta densidade (HDL).

Alcoolismo - Estima-se que 25% dos casos de hipertensão arterial sejam atribuídos ao consumo do álcool etílico em grandes quantidades. Em termos de valores, é possível dizer que o indivíduo está sob risco de tornar-se hipertenso ao consumir quantidades diárias superiores a 1L de cerveja, 400mL de vinho ou 120mL de bebidas destiladas.

Tabagismo - Devido ao grande número de componentes químicos presentes em um cigarro, o trabalho de identificação das substâncias que são as responsáveis pelo aumento da pressão arterial é dificultado. Entretanto, sabe-se que a nicotina, o monóxido de carbono e o cádmio participam deste processo.

Dieta - Em relação à dieta, o cloreto de sódio é o alvo de atenção de estudos epidemiológicos. Estudos mostram resultados divergentes, porém estima-se que o consumo diário superior a 15g de cloreto de sódio pode ser o responsável pela prevalência da hipertensão. O mecanismo mais importante envolvido é a alteração da função renal.

Menopausa - Existe o risco aumentado de as mulheres desenvolverem hipertensão arterial após a menopausa, fato que possivelmente atribui-se ao sistema renina-angiotensina-aldosterona. Durante a gravidez, apesar de descrita a elevação de renina e angiotensina II, o aumento da pressão não é rotineiro devido aos mecanismos regulatórios que a gestante apresenta.




Fármacos na Gravidez - Classificação de Risco

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A preocupação em relação ao uso de fármacos durante o perido gestacional teve início com o incidente provocado pela talidomida. O composto foi muito utilizado para tratar enjoos matinais causados pela gravidez, porém, em 1960, sugeriu-se que a talidomida estava associada às malformações em recém-nascidos.

Após as verificações necessárias, retirou-se a talidomida do mercado em 1961, com resultados trágicos que apontam em média 8.000 crianças com problemas de malformação em aproximadamente 46 países. A partir disso, constatou-se a necessidade de maior estudo da utilização de fármacos durante a gravidez, visando proporcionar maior segurança à mãe e ao feto.

Conforme os riscos que podem ocasionar durante a gravidez, os fármacos foram classificados em cinco classes, preconizadas pelo FDA, a saber:

A- Estudos adequados e bem controlados demonstram não haver evidências de riscos.

B- Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres. Em animais não houve riscos.

C- Não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres. Os estudos em animais demonstram a ocorrência de efeitos adversos. O benefício potencial pode justificar o risco potencial.

D- Existem evidências positivas de riscos para o feto. Só utilizar o fármaco na gravidez se o benefício potencial justificar o risco potencial.

X- Os estudos realizados com animais e os documentados com mulheres demonstram a existência de anomalias. Os riscos implicados no uso do fármaco durante a gravidez superam claramente os benefícios potenciais. Contraindicado.




Enalapril x Gliclazida


Enalapril é um anti-hipertensivo que age por inibição da enzima conversora de angiotensina (ECA), resultando na diminuição dos níveis de angiotensina II e aldosterona na circulação.

Gliclazida é um hipoglicemiante oral incluído no grupo das sulfoniluréias. Tem como mecanismo de ação o estímulo sobre as células beta nas ilhotas pancreáticas para a liberação de insulina.

INTERAÇÃO: A associação de fármacos inibidores da ECA com a gliclazida, ou outros representantes de seu grupo, poderá potencializar o efeito hipoglicemiante pretendido com a terapia no controle do diabetes. Sintomas desagradáveis que sugerem quadro de hipoglicemia, tais como fraqueza, tremores, tontura, sudorese, entre outros, deverão ser observados.

O ajuste na dose, assim como maior frequência de monitoramento glicêmico, talvez sejam medidas a serem consideradas para que o tratamento apresente maior eficácia.

Information about using enalapril x gliclazide:

Enalapril can increase the effects of gliclazide and cause your blood sugar levels to get too low. Symptoms of low blood sugar include headache, dizziness, drowsiness, nausea, tremor, weakness and fast or pounding heartbeats.




Absorção de Fármacos


A absorção é uma etapa dos estudos de farmacocinética, representada pela transferência de um fármaco do seu local de administração até a circulação sanguínea. A velocidade e a eficácia do processo de absorção dependem de alguns fatores, tais como: via de administração utilizada, lipossolubilidade e grau de ionização.

Na via endovenosa a absorção já é completa, ou seja, a dose total do fármaco administrado alcança a circulação sistêmica. Em outras vias o mesmo não ocorre, já que a absorção pode ser parcial, fato que reduz a biodisponibilidade.

A absorção de fármacos envolve a passagem destes por membranas biológicas envolvendo alguns processos: difusão passiva, dependente de lipossolubilidade elevada (alto grau do coeficiente de partição); transporte ativo, ou difusão facilitada, em sistema dependente de ATP; endocitose e exocitose, sendo processos nos quais a substância é englobada pela membrana celular, ou secretada (no caso de neurotransmissores, por exemplo); assim como o efeito do pH, envolvendo a forma ionizada e a forma não ionizada, que são fundamentais para a o conceito de absorção.




Aminopenicilinas - Amoxicilina e Ampicilina


Penicilinas semissintéticas obtidas por adição de grupo amino à cadeia lateral.

São bactericidas e atuam por inibição da síntese de parede celular.

Espectro de ação mais amplo em relação à penicilina G:
- Cocos gram-positivos: estreptococos, estafilococos (não produtores de beta-lactamse) e pneumococos;
- Cocos gram-negativos: meningococos e gonococos;
- Bacilos gram-positivos e gram-negativos;
- Espiroquetas.

A ampicilina é excretada pela via biliar, diferindo da maioria das penicilinas na cinética. Portanto, é indicada no controle de infecções do trato biliar.

A amoxicilina penetra rapidamente em áreas fluidas de tecidos, é bem absorvida pelo intestino e pode ser administrada durante as refeições.




Corticosteroides


A síntese de esteroides, substâncias que são identificadas como hormônios adrenocorticoides ou corticosteroides, ocorre no córtex da suprarrenal (adrenal) e são liberadas na circulação para que possam exercer sua ação no organismo. São subdivididas em glicocorticoides e mineralocorticoides, sendo as primeiras responsáveis por efeitos no metabolismo intermediário e as segundas pela regulação sanguínea de eletrólitos.

Esteroides que possuem atividade glicocorticoide são úteis no tratamento de processos inflamatórios e alérgicos, fato que estimulou o desenvolvimento de corticosteroides sintéticos com ação anti-inflamatória. Estes fármacos facilitam a síntese de lipocortina ao interagirem com receptores intracelulares, resultando na inibição da enzima fosfolipase-A2 e consequente impedimento na formação de ácido araquidônico e dos eicosanoides participantes de processos inflamatórios.





A hidrocortisona é um glicocorticoide de ocorrência natural, correspondendo à forma ativa da cortisona, com baixa atividade anti-inflamatória e significativa retenção de sal e água. Por este motivo procurou-se desenvolver outros fármacos que pudessem apresentar maior eficácia nos processos inflamatórios, assim como menor atividade mineralocorticoide.

A prednisolona e a prednisona (pró-fármaco) são corticosteroides de ação média, com maior eficácia na inflamação e atividade mineralocorticoide menor quando comparada à que é produzida pela hidrocortisona. A betametasona e a dexametasona são corticosteroides tidos como de ação longa, apresentando maior efeito anti-inflamatório e baixa atividade mineralocorticoide. Outros corticosteroides com atividade anti-inflamatória são: beclometasona, budesonida e fluticasona, comumente utilizados no sistema respiratório.

O uso destes fármacos deve ser criteriosamente avaliado quanto aos riscos em relação ao benefício pretendido, devido aos efeitos colaterais que abrangem úlceras, miopatias, tontura e candidíase orofaríngea (no caso dos inalatórios). Além das reações desagradáveis já citadas, há de se considerar a síndrome de Cushing, que é caracterizada por hipertensão arterial, aumento de gordura abdominal, estrias, osteoporose, hiperglicemia, adelgaçamento de membros inferiores e superiores, assim como cicatrização deficiente. Esta síndrome também produz sintomas específicos de gênero.




Propranolol x Glimepirida


Propranolol é um antagonista competitivo dos receptores adrenérgicos beta-1 e beta-2, tendo como algumas de suas indicações o tratamento da hipertensão arterial, angina e arritmias

Glimepirida é um hipoglicemiante oral do grupo das sulfonilureias. Tem como mecanismo de ação o estímulo sobre as células beta nas ilhotas pancreáticas para a liberação de insulina.

INTERAÇÃO: Atenolol pode modificar a taquicardia da hipoglicemia, assim como prolongar a resposta hipoglicêmica à insulina, portanto é sugerida cautela em sua administração concomitante à glimepirida ou a outros fármacos hipoglicemiantes. Existe a possibilidade de os betabloqueadores mascararem sintomas da hipoglicemia, tais como tremores e taquicardia, dificultando o reconhecimento de quedas importantes nos níveis da glicemia na ausência de monitoramento.

Information about using propranolol x glimepiride:

Beta-blockers such as propranolol may increase the risk, severity, and/or duration of hypoglycemia (low blood sugar) in patients receiving glimepiride and certain other antidiabetic medications. In addition, beta-blockers may mask some of the symptoms of hypoglycemia such as tremor, palpitation and rapid heartbeat, making it more difficult to recognize an oncoming episode.




Inflamação


A reação inflamatória é caracterizada por uma sequência de eventos biológicos provocados pela invasão de um patógeno ou em decorrência de algum tipo de lesão sofrida pelo organismo.

A inflamação pode ser conceituada em três etapas: a resposta inflamatória aguda, a resposta imune e a inflamação crônica. Logo após a ocorrência de algum tipo de lesão tecidual, a resposta aguda acontece tendo o envolvimento de mediadores inflamatórios, que são eicosanoides como as prostaglandinas, prostaciclinas e tromboxanos.

A resposta imune apresenta duas possibilidades, podendo ser benéfica ou prejudicial ao hospedeiro. Quando ocorre a neutralização de microrganismos estranhos ao organismo a resposta é benéfica, mas quando não ocorre a resolução do processo e se desenvolve a inflamação crônica, então a resposta não é eficiente. A inflamação crônica envolve mediadores como as interleucinas, interferons e fator de necrose tumoral.

A síntese dos eicosanoides, ou endoperóxidos, tem início com a ação da enzima fosfolipase-A2 sobre a membrana celular e a consequente liberação de ácido araquidônico. A etapa seguinte consiste na ação de outra enzima que recebe o nome de ciclo-oxigenase (COX). Há ainda a ação de outra enzima sobre o ácido araquidônico, que é a lipoxigenase. Esta enzima irá originar leucotrienos (LTs) e lipoxinas.




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