Fatores Envolvidos na Patogenia da Hipertensão Arterial


Genéticos - A hipertensão é motivada por predisposição que o indivíduo apresenta e que poderá agravar-se de acordo com a conduta de vida que este assuma. Quanto às modificações genéticas ou decorrentes do envelhecimento orgânico, podem-se citar três sistemas, a saber: SRAA, sistema nervoso simpático e calicreína-cinina.

Obesidade - A obesidade, caracterizada como o excesso de gordura no organismo originado da maior ingestão energética dos alimentos em relação ao gasto calórico, está vinculada aos fatores de risco para o desenvolvimento de hipertensão e doença cardiovascular.

Dislipidemia - Condição identificada pela concentração excessiva de lipoproteína de baixa densidade (LDL) no plasma, associada à baixa concentração de lipoproteína de alta densidade (HDL).

Alcoolismo - Estima-se que 25% dos casos de hipertensão arterial sejam atribuídos ao consumo do álcool etílico em grandes quantidades. Em termos de valores, é possível dizer que o indivíduo está sob risco de tornar-se hipertenso ao consumir quantidades diárias superiores a 1L de cerveja, 400mL de vinho ou 120mL de bebidas destiladas.

Tabagismo - Devido ao grande número de componentes químicos presentes em um cigarro, o trabalho de identificação das substâncias que são as responsáveis pelo aumento da pressão arterial é dificultado. Entretanto, sabe-se que a nicotina, o monóxido de carbono e o cádmio participam deste processo.

Dieta - Em relação à dieta, o cloreto de sódio é o alvo de atenção de estudos epidemiológicos. Estudos mostram resultados divergentes, porém estima-se que o consumo diário superior a 15g de cloreto de sódio pode ser o responsável pela prevalência da hipertensão. O mecanismo mais importante envolvido é a alteração da função renal.

Menopausa - Existe o risco aumentado de as mulheres desenvolverem hipertensão arterial após a menopausa, fato que possivelmente atribui-se ao sistema renina-angiotensina-aldosterona. Durante a gravidez, apesar de descrita a elevação de renina e angiotensina II, o aumento da pressão não é rotineiro devido aos mecanismos regulatórios que a gestante apresenta.




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