Fatores Genéticos no Processo de Biotransformação


Ocorrem diversas variações individuais na biotransformação dos fármacos, muitas vezes significativas e consequentes de fatores genéticos. Tais variações são decorrentes das diferenças na expressão de enzimas. A atividade das diversas isoformas do citocromo P450 é variável e este fato produz alterações na resposta terapêutica com determinados fármacos.

Além do citocromo P450, o polimorfismo dos sistemas enzimáticos envolvidos nos processos de biotransformação encontra-se também na colinesterase, álcool-desidrogenase, aldeído-desidrogenase e xantina-oxidase. Podemos utilizar como exemplo a deficiência da enzima aldeído desidrogenase em aproximadamente 50% da população oriental, provocando o aparecimento de níveis elevados de aldeído acético em decorência do consumo de bebidas alcoólicas, causando mal-estar. Pacientes asiáticos apresentam maior risco de desenvolverem eventos adversos musculares, incluindo rabdomiólise, com o uso de estatinas, quando comparados aos caucasianos.

Mais um exemplo interessante de citar, envolvendo polimorfismo genético, tem a ver com a CYP2D6. Em pacientes com deficiência desta isoforma, o emprego de tricíclicos (como a nortriptilina), mesmo em baixas doses, poderá provocar efeitos colaterais com maior facilidade. Por outro lado, naqueles indivíduos com alta atividade de CYP2D6, a biotransformação é rápida e as doses recomendadas podem não produzir eficácia terapêutica.




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