Hipotensores de Ação Neural


São fármacos que reduzem a estimulação simpática dos centros vasopressores no tronco cerebral. As opções disponíveis neste grupo são mais reduzidas em relação aos demais, de forma que estudaremos a metildopa e a clonidina.

A metildopa atua reduzindo a pressão arterial principalmente por diminuir a resistência vascular periférica. Este fármaco sofre descarboxilação para formar a alfa-metilnoradrenalina, tida como um “falso mensageiro” que difere da noradrenalina por ser menos ativa em receptores do tipo alfa-1, produzindo menor vasoconstrição, além de apresentar maior atividade em receptores alfa-2. O fármaco atravessa a barreira placentária e é excretado em pequenas doses pelo leite materno. A dose inicial recomendada é de 250mg 2 ou 3 vezes ao dia e alguns dos efeitos adversos possíveis são: reações hemolíticas, hepatotoxicidade, impotência sexual, tontura, fadiga e náuseas.

A clonidina possui atividade sobre os receptores alfa-2, tanto no tronco cerebral quanto nos periféricos pós-sinápticos, ativando-os. A ação hipotensora é resultado da queda na resistência vascular periférica e na frequência cardíaca. O fármaco é indicado em todas as formas de hipertensão arterial, profilaxia da enxaqueca e adjuvante na dismenorreia. As contraindicações são descritas nos casos de insuficiência renal e gravidez. A dose usual recomendada é de 0,100mg ao deitar e os efeitos adversos possíveis são: boca seca, constipação, fraqueza muscular, dor nas articulações e redução da libido.




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