Ibuprofeno x Fluoxetina


Ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que exerce atividade analgésica e antipirética por meio da inibição de ciclo-oxigenase (COX), interferindo na síntese de prostaglandinas.

Fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) indicado no tratamento de depressão, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo e outras patologias.

INTERAÇÃO: O uso concomitante de ibuprofeno ou outros AINEs com a fluoxetina exige precaução devido ao risco aumentado de sangramento gastrintestinal. Esta informação deve ser considerada, do mesmo modo, quando for necessário o uso do anti-inflamatório com os demais fármacos que inibem seletivamente a recaptação de serotonina.




Paracetamol x Anticoncepcionais


Paracetamol é um analgésico e antitérmico que promove analgesia pela elevação do limiar da dor e redução da febre através de ação no centro hipotalâmico que regula a temperatura corporal.

Anticoncepcionais orais combinados exercem seu mecanismo por supressão das gonadotrofinas, inibindo assim a ovulação, além de produzirem mudanças no muco cervical e no endométrio.

INTERAÇÃO: O paracetamol, quando utilizado em associação com anticoncepcionais orais que contenham o etinilestradiol em sua fórmula, podem aumentar as concentrações séricas deste e, caso o tratamento analgésico ou antipirético seja continuado, existe a possibilidade de interferência no tratamento hormonal. Em bula há informação de que o mecanismo da interação é justificado por inibição competitiva de sulfatação na parede gastrintestinal. Diante desta ocorrência, a paciente deve ser acompanhada com mais cuidado.

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Topiramato x Risperidona


Topiramato é um fármaco indicado no tratamento da epilepsia. Seu mecanismo de ação está relacionado com o estímulo de receptores do neurotransmissor inibitório GABA e indução do influxo de íons cloreto.

Risperidona é um neuroléptico atípico que age como antagonista seletivo das monoaminas cerebrais. Possui afinidade pelos receptores serotoninérgicos e dopaminérgicos.

INTERAÇÃO: Em administração concomitante destes fármacos, realizada em voluntários sadios dentro de um estudo descrito em bula, observou-se redução na exposição sistêmica da risperidona, ocorrendo na faixa entre 16% e 33% para a área sob a curva. A bula relata ainda que a significância clínica da interação, contudo, é pouco provável. De qualquer modo, diante da informação registrada, recomenda-se observar a evolução do paciente no caso de haver esta prescrição.




Barreiras Hematoencefálica e Placentária


Recebe o nome de barreira hematoencefálica a barreira entre o sangue capilar cerebral e o líquido intersticial do encéfalo. Ela permite a passagem de compostos lipossolúveis, do oxigênio e do dióxido de carbono, excluindo as substâncias hidrossolúveis. A passagem do fármaco pela barreira hematoencefálica ocorre na forma livre, não ligada às proteínas plasmáticas.

A placenta pode ser identificada como um órgão de troca entre os organismos materno e fetal, o qual proporciona as condições necessárias para o desenvolvimento intrauterino. Todas as necessidades do feto são supridas a partir do sangue materno, meio pelo qual os catabólitos resultantes do metabolismo fetal também são eliminados.

Alguns exemplos de fármacos que atravessam a barreira placentária são: captopril, metildopa, fenobarbital, carbamazepina, ácido valproico, metronidazol, tinidazol, mebendazol, alprazolam, clozapina, entre outros.




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