Paracetamol e Hepatotoxicidade


O paracetamol é considerado hepatotóxico e pode promover lesão hepatocelular por três mecanismos, os quais ocorrem isoladamente ou associados. A forma mais comum de hepatotoxicidade é a “overdose”. Outro mecanismo é a situação de excessiva ativação do sistema citocromo P450, resultante do uso de determinados medicamentos indutores enzimáticos e álcool crônico. O terceiro acontece com a depleção dos níveis de glutation do hepatócito por ingestão alcoólica.

A principal causa de insuficiência hepática correponde à intoxicação por paracetamol. Geralmente valores acima de 10 g/dia podem causar insuficiência hepática aguda; no entanto, para indivíduos com alcoolismo crônico ou com ingestão de fármacos indutores do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes, valores diários de 3g podem ser suficientes para causar lesão hepática. Doses elevadas (acima de 4g/dia) podem promover hepatotoxicidade.

O quadro clínico de intoxicação por paracetamol geralmente apresenta três períodos. Nas primeiras 24 horas o paciente é assintomático ou apresenta leve mal-estar, vômitos, náuseas, palidez e epigastralgia. Entre 24 e 72 horas o quadro é semelhante ao primeiro período, sendo característico o aumento das transaminases hepáticas. O período de 72 horas a 5 dias é de máxima expressão da hepatotoxicidade, podendo evoluir para falência hepática aguda.

As intoxicações causadas por doses elevadas (acima de 4g/dia) de paracetamol podem ocasionar também distúrbios cardiovasculares, neurológicos, gastrointestinais e endócrinos.

Fonte: http://rbfarma.org.br/files/rbf-2012-93-4-3.pdf


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