AINEs e Eventos Cerebrovasculares


Nos ensaios clínicos, o uso dos AINEs inibidores seletivos da COX-2 associaram-se ao risco aumentado de eventos cardiovasculares e morte. A maioria das análises dos ensaios mostrou como desfecho clínico os eventos cardiovasculares e cerebrovasculares combinados.

A meta-análise não mostrou diferença na incidência de eventos cerebrovasculares com os AINEs. Foram avaliados 7.636 indivíduos com idade média de 70,2 anos, dos quais 61,3% eram mulheres, sem manifestação de isquemia cerebral prévia, para incidência de acidente vascular cerebral (AVC). Em 70.063 pessoas estudadas, 807 indivíduos desenvolveram AVC (460 isquêmicos, 74 hemorrágicos e 273 não especificados).

Os usuários habituais de AINEs não seletivos e de inibidores seletivos da COX-2 tiveram maior risco de AVC. O hazard ratio (proporção de risco) para AVC isquêmico foi de 1,68 para agentes não seletivos, e de 4,54 para os seletivos da COX-2. Considerados separadamente, o uso corrente de naproxeno (não seletivo) associou-se a HR 2,63 e de etoricoxibe (seletivo para COX-2) a maior risco de AVC - HR 3,38.

Os hazard ratios para diclofenaco (1,60), ibuprofeno (1,47) e celecoxibe (3,79) foram maiores que 1,00, porém não alcançaram significância estatística. Concluíram os autores que, na população geral, o risco de AVC foi maior com o uso corrente de AINEs seletivos, porém não limitado a estes, pois ocorre também com os AINEs não seletivos.

Fonte: prograd.uff.br


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