Benzodiazepínicos: Tolerância e Dependência


O fenômeno de dependência aos benzodiazepínicos está relacionado com a farmacocinética, alta lipossolubilidade, capacidade de se distribuir pelo tecido cerebral, meia-vida biológica e efeitos cumulativos. Quanto maior a lipossolubilidade e menor a meia-vida, maior será o potencial de dependência farmacológica.

A intensidade da síndrome de abstinência também possui relação com as propriedades farmacocinéticas dos benzodiazepínicos. Um fármaco de ação lenta, distribuição lenta, com alta taxa de ligação às proteínas plasmáticas geralmente origina sintomas de abstinência menos intensos. O uso prolongado, ultrapassando períodos de seis meses, pode gerar síndrome de abstinência, a qual ocorre geralmente até onze dias após a suspensão do uso, dificultando a interrupção do tratamento.





Os sintomas mais freqüentes incluem: tremores, taquicardia, sudorese, cefaleia, ansiedade intensa, agitação, insônia, vertigens, distúrbios gastrointestinais e anorexia. Normalmente os sintomas pioram entre o quinto e o sexto dia de abstinência e desaparecem em quatro semanas. Ela deve ser diferenciada dos sintomas de rebote, que se caracterizam pelo retorno dos sintomas anteriores, de maneira exacerbada.

Deve-se enfatizar que a tolerância e a síndrome de abstinência são fenômenos resultantes de adaptações fisiológicas reversíveis, ocorrendo como consequência natural da exposição a um fármaco, não implicando em dependência. Já o termo dependência é caracterizado pela perda de controle sobre o consumo do fármaco, com intensos prejuízos individuais e sociais. É considerada uma doença crônica e sujeita a recaídas.

Fonte: http://web.unifil.br/pergamum/vinculos/000007/000007A8.pdf




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