Efeitos do omeprazol sobre a densidade mineral óssea


Os inibidores da bomba de prótons (IBPs) são os principais fármacos usados para tratar patologias como úlcera duodenal e esofagite de refluxo. Por apresentarem poucos efeitos adversos quando administrados corretamente, esses medicamentos passaram a não ser usados somente para sintomas agudos na prática clínica, ainda que sua indicação em longo prazo seja bastante discutível.

Os IBPs atuam principalmente na supressão da secreção de ácido gástrico pelas células parietais do estômago, pois inibem a enzima H+K+ATPase, e essa supressão ácida pode durar até 48 horas. Estudos epidemiológicos indicam que há uma relação entre o uso prolongado de IBPs e o metabolismo ósseo, porém essa relação ainda não está totalmente estabelecida.




Alguns autores descreveram que a administração de omeprazol (20mg/dia), um dos principais IBPs, é capaz de diminuir significativamente a densidade mineral óssea. Acredita-se que o mecanismo responsável seja a elevação do pH gástrico que interferiria na absorção do cálcio. Isso acontece porque alguns sais, como o cálcio, são insolúveis em pH básico e, portanto, seriam menos absorvidos.

Um dos estudos, entretanto, sugere que o uso de omeprazol tende a diminuir a reabsorção óssea e impedir a progressão para a osteoporose. Portanto, não é clara a relação do uso de IBPs com a desmineralização óssea e o risco de fraturas associadas ao uso prolongado de omeprazol, mas é aberta uma discussão a respeito do assunto.

Fonte: scielo.br




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