Hipertensão e Inibidores da ECA


Os IECA são fármacos que agem fundamentalmente pela inibição da enzima conversora da angiotensina (ECA), bloqueando a transformação da angiotensina I em II no sangue e nos tecidos, embora outros fatores possam estar envolvidos nesse mecanismo de ação.

São eficazes no tratamento da HAS, reduzindo a morbidade e a mortalidade cardiovasculares nos pacientes com insuficiência cardíaca e com infarto agudo do miocárdio, em especial quando apresentam baixa fração de ejeção e alto risco para doença aterosclerótica. São úteis também na prevenção secundária do acidente vascular encefálico. Quando administrados em longo prazo, retardam o declínio da função renal em pacientes com nefropatia diabética ou de outras etiologias.





Principais reações adversas

Tosse seca, alteração do paladar e, mais raramente, reações de hipersensibilidade com erupção cutânea e edema. Em indivíduos com insuficiência renal crônica, podem eventualmente agravar a hiperpotassemia. Em pacientes com hipertensão renovascular bilateral ou unilateral associada a rim único, podem promover redução da filtração glomerular com aumento dos níveis séricos de ureia e creatinina.

Seu uso em pacientes com função renal reduzida pode causar aumento de até 30% da creatininemia, mas em longo prazo predomina o seu efeito nefroprotetor. O uso é contraindicado na gravidez pelo risco de complicações fetais. Desta forma, seu emprego deve ser cauteloso e frequentemente monitorado nas mulheres em idade fértil.

Fonte: scielo.br




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