Metformina e Usos Clínicos


A metformina é um fármaco que apresenta interessante perfil terapêutico, pois além de ser utilizado classicamente como agente antidiabético, seu emprego se estende a outras situações patológicas, a saber: síndrome metabólica, síndrome do ovário policístico (SOP), hirsutismo e regulação do ciclo menstrual.


Este fármaco possui a capacidade de alterar o metabolismo lipídico, culminando na redução de triglicérides plasmáticos e ácidos graxos livres, por conta da inibição da lipólise; esse efeito também é associado à diminuição do colesterol total e LDL, assim como aumento discreto do colesterol HDL. A função endotelial também é modulada beneficamente, resultando em discreta redução da pressão arterial sistêmica e, além disso, a metformina causa redução de peso do paciente, por apresentar efeito anorexígeno e lipolítico.





Neste contexto o fármaco será de grande interesse no manejo da síndrome metabólica pois, tendo em vista todos os seus mecanismos, percebe-se que há potencial para redução do risco cardiovascular.  A situação patológica de hiperinsulinemia estimula a secreção androgênica ovariana e adrenal, além de suprimir a produção hepática da globulina transportadora dos hormônios sexuais, resultando no aumento dos androgênios livres biologicamente ativos. O excesso patológico desses androgênios ovarianos pode favorecer a formação de pequenos cistos ovarianos.





A metformina foi empregada inicialmente na abordagem da SOP em um ensaio conduzido por Velasquez, em 1994, visando melhorar a resistência insulínica das pacientes. O mecanismo terapêutico da metformina pode ser relacionado à diminuição dos níveis de insulina periférica em pacientes hiperinsulinêmicos e ao aumento do número de receptores carreadores insulínicos.

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O fármaco ainda gera outras repercussões no sistema  fisiológico,  apresentando ação em nível pós-receptor, ao elevar a concentração dos transportadores de glicose tipo 4 nas células responsivas à insulina, gerando maior transporte de glicose por difusão facilitada.

Fonte: www.researchgate.net




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