O que são radicais livres?



As camadas eletrônicas de um elemento químico são denominadas K, L, M, N, O, P e Q, e seus subníveis, s, p, d, f. De maneira simples, o termo radical livre se refere a um átomo ou molécula altamente reativo(a), que contém número ímpar de elétrons em sua última camada eletrônica. É este não-emparelhamento de elétrons da última camada que confere alta reatividade a estes átomos ou moléculas.

Vejamos a formação de um radical livre, o superóxido (O2-), que é derivado do oxigênio molecular (O2). O O2 é composto por dois elementos oxigênio (O), cujo número atômico é 8, sendo sua distribuição de elétrons a seguinte:

K 1s2
L 2s2 2p4

Para formar o oxigênio molecular (O2), os dois elétrons solitários do subnível p de um elemento oxigênio fazem intercâmbio com os dois elétrons do outro elemento oxigênio, formando um composto estável com 12 elétrons na última camada. Assim:

K 1s2
L 2s2 2p4
L 2s2 2p4
K 1s2

Vale lembrar que reações de redução implicam em ganho de elétrons, e as de oxidação, em perda. Portanto, quando no metabolismo normal ocorre redução do oxigênio molecular (O2), este ganhará um elétron e formará superóxido (O2-), considerado instável por possuir número ímpar de elétrons na última camada. A configuração eletrônica, neste caso, é a seguinte:

K 1s2
L 2s2 2p5
L 2s2 2p4
K 1s2

Com as etapas da formação de O2-, verificamos que os radicais livres são formados em cenário de óxidorredução. Na verdade, radical livre não é o termo ideal para designar agentes reativos patogênicos. Como em sua maioria são derivados do metabolismo do O2, o termo apropriado pode ser "espécies reativas do metabolismo do oxigênio" ou "ERMO".

Fonte: scielo.br


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os artigos mais populares