O risco dos testes clínicos para novos fármacos


Todos os anos discute-se o uso de modelos animais para a análises de novos fármacos. Inúmeras entidades se mobilizam por todo o mundo para proteger as espécies empregadas nos testes. Por outro lado, pouco ainda se fala sobre as pessoas que participam de testes para o desenvolvimento de novos fármacos. 

O assunto ganhou força desde o ano passado, quando uma mulher saudável apresentou morte-cerebral após receber uma droga experimental em teste clinico conduzido na França. Tratando-se deste mesmo fármaco, há dados de outros quatro indivíduos que apresentaram complicações neurológicas após a administração. Concluiu-se posteriormente que doses e checagens de tempo foram ignoradas.

Uma das explicações a este ocorrido consiste na limitação dos testes pré-clínicos, pouco robustos por questões financeiras no sentido de demonstrarem precisão. O desenho experimental pobre, implementação falha e descrição de dados insuficiente compromete os resultados em pesquisas médicas. Isto levanta um questionamento ético ainda mais profundo, uma vez que vidas humanas estão em risco. 

Qualquer teste clínico, obviamente, envolve riscos, mas os benefícios do fármaco testado devem ser superiores em relação ao risco assumido. Desta forma, cientistas se mobilizam buscando criar regras para regular o desenvolvimento de testes clínicos, ou de pelo menos minimizar os riscos aos que cada paciente está submetido.

Um grande dilema em pesquisas clínicas consiste no fato de os interesses econômicos, em dados momentos, serem supervalorizados em detrimento da segurança humana. Neste ínterim, os órgãos regulatórios competentes devem atuar de modo ostensivo junto as indústrias farmacêuticas, prevenindo novos incidentes.

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/opiniao




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