Paracetamol na gravidez: Risco de autismo e hiperatividade ao feto


Um estudo recente publicado no International Journal of Epidemiology alerta que o paracetamol, rotineiramente o fármaco recomendado para uso em gestantes, pode ser prejudicial à saúde dos bebês.

Até hoje a liberação de uso do paracetamol para mulheres grávidas é baseada no pensamento de que este fármaco não traz prejuízos à saúde do feto, mas informações recentes relacionam a dificuldade no neurodesenvolvimento das crianças até 5 anos com o fato de as mães terem feito uso frequente de paracetamol durante a gestação.

Segundo os pesquisadores, o espectro de autismo em bebês do sexo masculino pode se elevar, além de maior exposição ao desenvolvimento de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), em bebês de ambos os sexos. Mães que usaram o fármaco e tiveram meninos aumentaram em 30% as chances de seus filhos apresentarem algum distúrbio relacionado com a atenção. A primeira autora do estudo, Claudia Avella-Garcia, explica que há diferenças em termos de gênero devido à maior sensibilidade no cérebro masculino.

Participaram do estudo 2.644 mães, das quais 88% foram reavaliadas quando os seus filhos completaram 1 ano de idade e, posteriormente, 80% quando as crianças completaram 5 anos. Os resultados mostraram que 43% das crianças com 1 ano de idade e 41% das que tinham 5 anos sofreram exposição ao paracetamol durante as primeiras 32 semanas de gravidez. Entre as de 5 anos expostas à substância, verificou-se maior risco de sintomas de hiperatividade e de impulsividade.

Diante destas informações, o que se sugere é maior controle nas prescrições de paracetamol durante a gravidez, até que os estudos sejam mais conclusivos quanto aos possíveis prejuízos causados pelo fármaco ao feto.





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