Propranolol e Broncoespasmo


Os betabloqueadores estão associados à diminuição significativa de mortalidade em pacientes portadores de doença arterial coronariana (DAC) e insuficiência cardíaca (IC). Apesar de evidências consistentes do benefício desta classe de medicamentos, estudo publicado no New England Journal of Medicine mostrou que apenas 34% dos pacientes infartados faziam uso de betabloqueadores.

Muitos pacientes portadores de asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) apresentam também cardiopatia. Por exemplo: estima-se que 23-33% dos pacientes portadores de insuficiência cardíaca tenham DPOC. Nestes casos, a prescrição dos beta-bloqueadores é ainda mais negligenciada devido ao receio de broncoespasmo induzido pelo bloqueio dos receptores beta-2 pulmonares, sendo atribuído justamente ao uso de propranolol.

Os betabloqueadores podem ser divididos em cardioseletivos e não-cardioseletivos. Os cardioseletivos têm maior afinidade por receptores beta-1 cardíacos, portanto com menor potencial de efeito adverso pulmonar. Exemplos clássicos são o propranolol como não-cardioseletivo e atenolol como cardioseletivo.

A seguir algumas recomendações para o uso de betabloqueadores em indivíduos asmáticos e portadores de DPOC:

- Prescrição em casos estáveis de doença respiratória leve a moderada associados a DAC e/ou IC;
- Os benefícios não superam os riscos nos casos de tratamento isolado da hipertensão;
- Dar preferência ao uso de betabloqueadores cardioseletivos;
- Utilizar doses inicialmente baixas com posterior aumento gradual.

Fonte: http://hcorcuritiba.com.br


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