Resistência Insulínica


A insulina estimula a lipogênese nos adipócitos, a captação de glicose, a síntese do glicogênio no músculo esquelético e a síntese do glicogênio fígado. Além disso, inibe a neoglicogênese hepática e a lipólise nos adipócitos. Estes efeitos são influenciados por fatores metabólicos e inflamatórios que, quando alterados, induzem a resistência insulínica (RI) e predispõem ao desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 (DM2).

A RI está usualmente associada à deposição de gordura visceral no abdômen. Como a lipólise é proporcional à massa adiposa, a maior massa de gordura visceral expõe o fígado a maiores quantidades de ácidos graxos livres (AGLs). Os AGLs em excesso podem alterar as vias de sinalização da insulina ao favorecerem a fosforilação do IRS-1 em serina. Esta fosforilação inadequada suprime a ativação do substrato 1 do receptor de insulina (IRS-1), o que favorece o aumento da produção hepática de glicose.

Este mesmo mecanismo também é acionado no músculo esquelético, acarretando redução da captação de glicose. O mecanismo de ativação serina/tirosina parece ser secundário à elevação intracelular de ácidos graxos (AG) de cadeia longa. A fosforilação em serina no IRS-1 inibe a atividade da PI 3-quinase induzida por insulina, resultando em menor atividade da proteína B quinase (AKT) estimulada por insulina.

A menor atividade da AKT reduz a translocação do transportador de glicose 4 (GLUT4) e outros eventos dependentes da AKT, acarretando em redução da captação de glicose induzida pela insulina. Estas alterações, em geral, favorecem a hiperinsulinemia, devido à resposta compensatória das células β-pancreáticas.

Fonte: revista.grupointegrado.br




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