Antiácidos e Automedicação


A classe terapêutica dos antiácidos é composta fundamentalmente por bicarbonato de sódio, carbonato de cálcio, compostos básicos de alumínio e de magnésio. Estes diferem significativamente entre si quanto à potência, taxa de absorção, tempo de ação, efeitos secundários, complicações sistêmicas e interações medicamentosas.

Essas últimas são determinadas pela valência do cátion, dose utilizada, duração do tratamento e momento de administração do antiácido em relação ao outro fármaco. A associação do conceito de saúde ao uso de medicamentos faz com que a população abuse dos fármacos. Neste contexto, os antiácidos representam uma classe farmacológica importante, uma vez que são fármacos de venda livre altamente difundidos nas práticas de automedicação.

A automedicação é uma prática muito discutida na cultura médico-farmacêutica, sendo especialmente preocupante em países com sistema de saúde pouco estruturado. Nesses países, a ida à farmácia representa a primeira tentativa de resolver um problema de saúde, sendo que a maior parte dos medicamentos consumidos é vendida sem prescrição médica

De acordo com a Curva ABC de vendas da Farmácia Universitária (FU) da Faculdade de Farmácia/ UFMG, em diferentes períodos os medicamentos antiácidos se encontravam entre os dez medicamentos mais vendidos no estabelecimento. Entretanto, é desconhecido o perfil de usuários dessa classe de medicamentos, bem como as condições de sua utilização. Esse desconhecimento dificulta a adoção de práticas educativas para racionalizar o uso dessa classe terapêutica.

Fonte: cff.org.br

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