Contraceptivos orais e o risco de AVC


Os anticoncepcionais orais são amplamente utilizados por mulheres em todo o mundo. Sua eficácia e sua praticidade já são bem estabelecidas, porém os efeitos colaterais e a segurança em relação ao risco de outras doenças vêm sendo amplamente discutidos.

Vários estudos vêm sugerindo que o uso dos anticoncepcionais orais está associado com o aumento do risco de AVC isquêmico, de trombose venosa profunda e de infarto do miocárdio. A associação, especificamente, do AVC isquêmico com o uso de contraceptivos orais foi bem avaliada em muitos estudos, os quais demonstraram aumento do risco da ocorrência em usuárias destes medicamentos.

Os estudos realizados até hoje, entretanto, foram apenas observacionais, uma vez que realizar estudos comparando dois grupos (estudo e caso-controle) seria inviável, pois a anticoncepção seria impossível para o grupo que estivesse usando o placebo, portanto, antiético. Os estudos foram, assim, passíveis de erros. Há ainda de se considerar que outros fatores, tais como tabagismo e hipertensão arterial, provavelmente não foram analisados.

Sendo a realização de um estudo comparativo, com boa qualidade e chance reduzida de erros, praticamente impossível, torna-se extremamente indispensável a retirada de conclusões a partir de estudos já existentes.

Baseando-se neste pensamento, um grupo de pesquisadores norteamericanos da universidade da California, liderados pela Dra. Leslie Allison Gillum, publicou um artigo na revista JAMA, o qual se tratava de uma revisão dos estudos publicados entre 1960 e 1999, em todo o mundo, sobre a associação de contraceptivos orais com o aumento do risco de AVC isquêmico.

O resultado deste artigo mostrou que o uso contínuo de contraceptivos orais foi associado com o aumento do risco de AVC isquêmico e que medicamentos com baixa dosagem de estrogênio foi associado a uma menor taxa relacionada à ocorrência. As novas preparações à base de progesterona não apresentaram o mesmo risco.

A relação de AVC e de contraceptivos orais praticamente não foi alterada com a associação de fatores de risco, sendo que resultados semelhantes foram encontrados entre fumantes e não-fumantes, assim como entre hipertensas e pacientes que não apresentavam esta condição clínica.

Fonte: boasaude.om.br





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