Dor e Analgesia


A dor é uma experiência comum à história da humanidade, sempre ligada a ideias magicodemoníaca-religiosas e ao empirismo medieval-renacentista, até sua abordagem “médico-científica” nos séculos XX e XXI. Mesmo sendo considerada modernamente como 5º sinal clínico, a sensação de dor é um sintoma subjetivo marcado por uma ampla variabilidade individual em função do genoma e do aprendizado nóxico prévio.

Uma gama de fatores pode modificar a sua qualidade: idade, sexo, raça, hora do dia, privação de sono, estresse, gravidez, depressão, entre outros. A síntese de modernos analgésicos e anti-inflamatórios no século passado, novos procedimentos terapêuticos invasivos, bem como a adoção de métodos analgésicos coadjuvantes e alternativos têm sido determinantes na atual qualidade estratégica de atendimento à dor aguda em pronto-atendimento, enfermaria cirúrgica e UTI.

Os anestesiologistas lidam mais assiduamente com o tratamento e controle da dor aguda por lesão traumática, dor pós-operatória, mialgia, cefaleia pós-raquianestesia, odontalgia, cólica nefrética, biliar e menstrual. A dor aguda é autorreferente, autolimitada, de curta duração e está sempre relacionada a uma causa determinante.

Embora o fenômeno álgico agudo apresente características protetoras ao biopsiquismo e à integridade do paciente, a dor pós-operatória persistente e não adequadamente tratada tem repercussões nefastas pós-operatórias a nível comportamental, metabólico, hemostático e imunológico.

Fator limitante da capacidade operacional e comprometedora temporária da qualidade de vida do paciente, a dor é responsável por prejuízos psicológicos como ansiedade e depressão, além de provocar perdas econômicas e distanciamento do afeto familiar ao retardar a alta hospitalar.

Fonte: associacaoamigosdagrandeidade.com





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