Efeitos antinociceptivos da dipirona (centrais e periféricos)


Efeito Antinociceptivo Periférico

Analgesia: a dipirona controla a hiperalgesia decorrente da lesão tecidual, por ativação dos canais de K+ sensíveis ao ATP e por inibição da adenilatociclase por substâncias hiperalgésicas; também por bloqueio direto do influxo de cálcio no nociceptor;

Anti-inflamatório (altas concentrações): bloqueio das COX 1-2 (doses elevadas) reduz síntese de PGs e da NO-sintase. Interfere na produção de citocinas pro-inflamatórias; redução de radicais superóxidos.





Efeito Antinociceptivo Central

Antipirético: a potente propriedade antipirética decorre da capacidade de inibição da COX-3 na síntese de prostaglandina e no sistema nervoso central (SNC), notadamente no hipotálamo.

Ação analgésica: também é exercida pelos dois metabólitos ativos (4-MAA e 4-AA) que são capazes de inibir as COX 1,2 e 3 e atuar em vários níveis sinergicamente. Estudos atribuem à dipirona ação sobre áreas talâmicas, bulbo, sobre a substância periaquedutal cinzenta e de maneira relevante no corno dorsal espinhal. Há ativação de circuitos opioidérgicos e também é relevante a atuação antiálgica no sistema descendente inibitório bulboespinhal noradrenérgico e serotoninérgico.

Fonte: associacaoamigosdagrandeidade.com




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