Fármacos que aumentam riscos cardiovasculares


O sumatriptano, indicado para o tratar crises de enxaqueca, é contraindicado em pacientes com doença arterial coronariana e em hipertensão descontrolada (tal qual a sibutramina). O mesmo vale para vários agentes agonistas alfa-adrenérgicos, como a oximetazolina e a nafazolina, que podem elevar a frequência cardíaca.

O isometepteno, vasoconstritor presente em um medicamento bastante conhecido, também está na lista de fármacos contraindicados a pacientes com doenças cardíacas. A sildenafila, usada para tratar a disfunção erétil, quando usada por pacientes com doença arterial coronariana em uso de nitratos, eleva o risco de infarto e AVC.

Um estudo recente sobre a glibenclamida despertou preocupação, devido à constatação de que ela aumenta não só o risco, mas também a letalidade de doenças cardiovasculares nos pacientes. Uma análise de mais de 1.300 pacientes admitidos em terapia intensiva na França mostrou que a mortalidade (mesmo ajustada a outros fatores de viés) dos usuários de glibenclamida foi quase o triplo quando comparada aos que usavam outros fármacos da mesma classe. Sabe-se que um dos seus efeitos sobre o músculo cardíaco é piorar a resposta à falta de oxigênio, podendo aumentar a área de infarto.





A bupropiona pode elevar a frequência cardíaca e a pressão arterial, especialmente quando associada a sistemas de nicotina transdérmicos. A semelhança no mecanismo de ação entre a sibutramina e a venlafaxina é notável, sendo que esta também pode aumentar a frequência cardíaca e a pressão arterial.

Obs: Este texto tem o propósito de apresentar alguns fármacos que podem aumentar o risco de consequências associadas a doenças cardiovasculares, porém não estão aqui descritas todas as substâncias com este potencial, da mesma forma que não se esgotam as informações, mesmo sobre os fármacos que surgem no texto. Deste modo, o caminho para agir de forma segura quando o assunto é medicamento é (e sempre será) a pesquisa.

Fonte: abeso.org.br





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