Insuficiência cardíaca e números de adesão ao tratamento

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A insuficiência cardíaca (IC) representa, atualmente, uma das mais prevalentes doenças do sistema cardiovascular, acarretando elevados custos sociais e econômicos. Nos Estados Unidos existem, nos dias atuais, cinco milhões de pessoas portadoras da doença, com 550 mil novos casos diagnosticados anualmente.

No Brasil, a IC descompensada é responsável por 3,18% das internações hospitalares e por 6,97% dos óbitos desses pacientes. Também responde por 19,6% das causas de internação por doenças cardiovasculares, que equivalem a 11,7% do total de admissões hospitalares no país. Nas duas últimas décadas houve notório progresso no tratamento da IC.

A introdução dos agentes betabloqueadores e dos inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) provocou nítida mudança no comportamento clínico dos pacientes, bem como trouxe a perspectiva de índices de sobrevida mais promissores.

Grandes estudos mostraram relevantes reduções da mortalidade como nunca antes havia acontecido no tratamento da IC. As possibilidades de otimização terapêutica e clínica, entretanto, encontra como obstáculo a baixa adesão dos pacientes ao tratamento. Estima-se que 54% das hospitalizações por IC poderiam ser evitadas com melhor aderência terapêutica.

Aliada ao subtratamento, a subdosagem também não permite alcançar os resultados obtidos pelos grandes estudos. Foi demonstrado que 63% de pacientes alemães portadores de IC fazem uso contínuo de IECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) e betabloqueadores. Esses pacientes apresentaram redução de 40% sobre internação hospitalar por IC descompensada.

Fonte: scielo.br




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