Mecanismo de ação molecular da metformina


O principal efeito anti-hiperglicemiante da metformina consiste na redução da gliconeogênese hepática. Além disso, ela diminui a absorção gastrointestinal de glicose, aumenta a sensibilidade à insulina nos tecidos muscular e adiposo e melhora indiretamente a resposta da célula β à glicose por reduzir a glicotoxicidade e os níveis de ácidos graxos livres.

Nos tecidos periféricos, a metformina facilita o transporte de glicose por aumentar a atividade da tirosina-quinase nos receptores de insulina e a translocação de transportadores de glicose para a membrana celular. Em adição, um efeito protetor nas células β tem sido demonstrado em ensaios in vitro.





Em nível molecular, a metformina gera muitos dos seus efeitos a partir da ativação (exceto no hipotálamo) da proteína quinase ativada por adenosina monofosfato (AMPK). A AMPK tem uma importante função na regulação do metabolismo e controla tanto o gasto de energia como o apetite.

O mecanismo pelo qual a metformina ativa essa enzima não é totalmente conhecido; entretanto, foi demonstrado que as biguanidas ativam a AMPK indiretamente via inibição do complexo I da cadeia respiratória, o que resulta em um aumento da relação AMP/ATP. De qualquer forma, isso é controverso, já que alguns experimentos in vitro não encontraram grandes mudanças nas concentrações desses nucleotídeos.

Além disso, foi proposto um caminho diferente, no qual a AMPK é ativada via aumento de espécies reativas ao nitrogênio (RNS). A serina-treonina quinase (LKB1), uma enzima que tem sua atividade aumentada pela metformina, também é requerida na ativação da AMPK e sua atividade parece ser modulada por RNS.

Fonte: researchgate.net


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