Metilfenidato: efeitos semelhantes aos da cocaína?


Enquanto a polêmica segue no universo infantil, o metilfenidato segue conquistando de maneira silenciosa adeptos entre os jovens universitários. Pressionados por provas, exames e trabalhos de faculdade, estudantes estão trocando o tradicional café com cigarro pelo remédio.

O metilfenidato, nesses casos, teria o objetivo de melhorar a concentração e reduzir o cansaço. Seria uma espécie de anabolizante para o cérebro, que conseguiria assim acumular mais informação em menor tempo. No mercado de trabalho, o fármaco também entrou para o cardápio: executivos passaram a procurar no medicamento uma forma de suportar expedientes que costumam ultrapassar dez horas.

Em um estudo sobre o cérebro humano, pesquisadores norteamericanos concluíram que o metilfenidato, tomado por milhões de crianças no mundo inteiro, produz o mesmo efeito sobre o cérebro que a cocaína. Os estudos mostram também que as crianças hiperativas que utilizam o fármaco são mais propensas a se tornarem toxicômanas quando comparadas às que não seguem este tratamento.

O metilfenidato pode alterar todo o perfil biodinâmico das pessoas que fazem o seu uso e causar consequências semelhantes àquelas produzidas pela cocaína, em longo prazo. Os efeitos circulatórios são pontuais e duram pouco, logo após o uso da medicação, tendo também uma pequena elevação da pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória.

Condições que exigem a avaliação de riscos e benefícios são: debilitados, dependentes de álcool ou outras drogas, epilepsia, diabetes e idade avançada. As reações mais comuns seriam a insônia, dor de cabeça, dores abdominais, nervosismo/irritação e alterações no apetite. O uso de cocaína (atual ou anterior) com o fármaco pode intensificar os efeitos colaterais conhecidos, além de provocar convulsão.

Fonte: fait.revista.inf.br

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