Pacientes mais beneficiados pelo ácido acetilsalicílico


O uso do ácido acetilsalicílico na prevenção de doenças coronarianas é amplamente difundido em várias comunidades médicas, sobretudo em pacientes com múltiplos fatores de risco. É muito importante selecionar corretamente as pessoas que podem se beneficiar com o uso deste fármaco, já que, em determinados casos, a sua prescrição pode ser prejudicial, ao invés de ajudar.

Sabe-se que a prevenção primária com o uso do ácido acetilsalicílico e da varfarina é capaz de reduzir as probabilidades de infarto e AVC. A varfarina está associada à diminuição de casos fatais de infarto e quase não há influência sobre os casos não-fatais. Por sua vez, o ácido acetilsalicílico possui relação com a redução dos casos não-fatais e não há relação significativa com os casos fatais.

Um estudo conhecido, chamado de US physicians health study, demonstrou que o uso do ácido acetilsalicílico é mais eficaz em pessoas com idade superior a 50 anos, assim como nos indivíduos com menores taxas de colesterol sérico. Estes achados determinaram o uso do ácido acetilsalicílico na prevenção primária de doenças das coronárias e também do acidente vascular cerebral.

Um grupo de pesquisadores ingleses, liderados pelo Dr. T W Meade, conduziu uma pesquisa para a avaliação do uso do ácido acetilsalicílico e a determinação de qual grupo de pacientes poderia ser mais beneficiado por este fármaco na prevenção primária. Ao final do estudo, os pesquisadores compararam os resultados obtidos com os resultados do estudo realizado pelo US physicians health study.

Os resultados desta pesquisa mostraram que, com ou sem o uso do fármaco, os pacientes com fatores de risco tiveram mais casos de infarto do miocárdio. Em pacientes com pressão arterial sistólica superior a 145mmHg, não foi observada proteção pelo uso do ácido acetilsalicílico.

Por outro lado, pacientes com pressão arterial menor que 130mmHg tiveram o risco de infarto diminuído em 45%. No total de pacientes, houve uma redução de 20% do risco de infarto. O estudo não mostrou relação significativa em relação à idade e em relação aos níveis de colesterol, contrariando os resultados do estudo do US. 

Fonte: boasaude.com.br





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