Sildenafila: risco de morte súbita?


Há relatos isolados de profissionais que atendem casos de morte súbita em motéis onde encontram, entre os pertences da vítima, embalagens de produtos farmacêuticos indicados para disfunção erétil, contendo sildenafila. Registros das equipes de emergência que poderiam ajudar a esclarecer a dimensão do problema são desconhecidos.

A aparente ocorrência de aumento de casos de morte súbita de homens em uso de sildenafila — paralelo ao extraordinário crescimento das vendas no país, de dois milhões de unidades/ano para 30 milhões, com o fim da vigência de sua patente — talvez mereça investigação.

O sinal de alerta tem a ver com a saúde da nossa coletividade. A sildenafila é um fármaco usado para duas indicações terapêuticas diferentes: hipertensão pulmonar e disfunção erétil. Recomendações técnicas preconizam comprimidos de 5mg ou 20mg no primeiro caso e de 25 a 100mg no segundo.

A hipertensão pulmonar reflete estados patológicos e a disfunção erétil associa-se a mudanças relacionadas ao envelhecimento, embora haja notícias de uso recreativo em adultos jovens. Assim como outras condições de saúde com importantes componentes culturais, tais como a anorexia, as cirurgias plásticas estéticas, o uso abusivo de tranquilizantes, antidepressivos e outros, a disfunção erétil é tema silenciado.

O silêncio sobre esta questão masculina pode ser resultado do eventual constrangimento pela perda funcional, ou ainda do forte machismo da nossa sociedade, associando desempenho sexual a vigor e poder.

Fontes: globo.com / Fiocruz





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