Sobre a Metformina


A experiência com o uso da metformina mostra que este medicamento é muito eficaz em reduzir a glicemia plasmática e a hemoglobina glicada nos pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2).

Essa efetividade clínica pode ser comprovada por resultados de estudos, os quais mostram que a monoterapia com metformina em indivíduos obesos com DM2 por 29 semanas diminui tanto a porcentagem média da hemoglobina glicada quanto também a glicemia de jejum, quando comparados ao grupo controle.

A redução da glicemia se deve principalmente às suas ações hepáticas e musculares que apresentam efeito sensibilizador da insulina. Nos hepatócitos, provoca inibição da gliconeogênese e da glicogenólise, enquanto nos tecidos periféricos insulinodependentes, principalmente na musculatura esquelética, aumenta a captação de glicose provocando rápida redução da glicemia plasmática.

Diferentemente dos secretagogos, a metformina não aumenta os níveis plasmáticos de insulina e não é hipoglicemiante, mesmo em doses consideráveis. Esta biguanida também parece alterar o metabolismo lipídico, diminuindo os triglicérides plasmáticos e os ácidos graxos livres, em virtude de inibição da lipólise. Muitos estudos mostraram também redução na taxa de LDL, além de discreto aumento na taxa de HDL.

Entretanto, alguns estudos indicam que não ocorrem alterações significativas nos níveis lipídicos após a administração deste fármaco. A metformina melhora as funções endoteliais, provoca discreta redução da pressão arterial (tanto sistólica quanto diastólica) e reduz o peso de indivíduos com diabetes ou resistência periférica à insulina, possivelmente em vritude de propriedades anorexígenas.

Por todas as ações descritas, a metformina apresenta potencial para reduzir o risco cardiovascular no DM2, devendo ser mais bem avaliada no contexto da síndrome metabólica.

Fonte: scielo.br





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