Ceftarolina - a quinta geração de cefalosporinas (pt.1)


Ceftarolina, o metabólito ativo do pró-fármaco fosamil-ceftarolina, é uma nova cefalosporina de quinta geração. Assim como outros beta-lactâmicos, tem sua atividade nas proteínas de ligação à penicilina inibindo a síntese da parede celular. Trata-se de uma cefalosporina usada principalmente para tratamento hospitalar de indivíduos adultos com infecções bacterianas graves, como infecções complicadas da pele e tecidos moles, além de pneumonia adquirida na comunidade.

A ceftarolina, em sua farmacologia, apresenta uma vida média de 3h e a excreção é renal. Tem apresentado raros efeitos adversos (náuseas e diarreia) e é administrada por via endovenosa. Este novo fármaco foi aprovado no início de 2014 no Brasil, com aprovações anteriores nos EUA e Europa em 2010 e 2012, respectivamente.

É caracterizada pela excelente atividade contra bactérias gram-positivas, mas principalmente por se diferenciar dos demais beta-lactâmicos ao apresentar atividade contra MRSA. Com algumas modificações estruturais da molécula de beta-lactâmicos, a ceftarolina apresenta aumento da afinidade pela PBP2, sendo possível a ligação com essas moléculas. Assim, é possível a atividade antimicrobiana por ligação do beta-lactâmico com a transpeptidase alterada, o que normalmente determinaria resistência bacteriana a esta classe de antimicrobianos.

Em alguns estudos, a ceftarolina demonstrou sinergismo com vancomicina e daptomicina, com novos dados sugerindo que a ceftarolina pode ser mais ativa contra S. aureus não suscetível a daptomicina e S. aureus com resistência intermediária à vancomicina. Outra vantagem do uso da ceftarolina é que, além de apresentar atividade contra isolados de MRSA, ela ainda pode diminuir a atração entre células de biofilme a materiais protéticos devido à alteração na carga da membrana celular.

Fonte: unisc.br




Cefalosporinas de primeira geração - indicações clínicas


As cefalosporinas de primeira geração (cefalexina, cefadroxila, cefalotina, cefazolina) são apropriadas no tratamento de infecções causadas por S. aureus sensíveis à oxacilina e Streptococcus. Mais comumente empregadas em infecções de pele, partes moles e faringite estreptocócica.

Também é indicada no tratamento de infecções do trato urinário não complicadas, principalmente durante a gravidez. Pela sua baixa toxicidade, espectro de ação, baixo custo e meia vida prolongada, a cefazolina é o antimicrobiano recomendado na profilaxia de várias cirurgias.

Contra-indicações

Seu uso não é adequado em infecções causadas por Haemophilus influenzae ou Moraxella catarrhalis (sinusite, otite média e algumas infecções do trato respiratório baixo). Como não atravessam a barreira hematoencefálica, não devem ser utilizadas em infecções do sistema nervoso central. A atividade contra bacilos gram-negativos é limitada.

Fonte: ANVISA



Ciprofloxacino x Prednisona


Ciprofloxacino é um agente antimicrobiano quinolônico que possui ação bactericida por meio da inibição das topoisomerases II (DNA-girase) e IV.

Prednisona é um corticosteroide utilizado em processos inflamatórios e manifestações alérgicas, possuindo também atividade imunossupressora.

INTERAÇÃO: O uso de quinolonas, como é o caso do ciprofloxacino, pode elevar o risco de tendinite e ruptura de tendão associado aos corticosteroides. Nas advertências quanto ao uso do antimicrobiano encontra-se a informação de que este deve ser suspenso ao primeiro sinal de tendinite, assim como devem-se evitar exercícios físicos.

Conforme descrito em bula, a probabilidade de reações adversas relacionadas ao sistema músculo-esquelético é maior nos pacientes idosos com prescrição de quinolona e que foram submetidos anteriormente à terapia corticosteroide sistêmica.




Alimentos e Absorção de Anti-histamínicos


A maioria dos anti-H1 apresenta boa absorção quando administrados via oral, como é demonstrado pelo fato de que a maioria alcança níveis plasmáticos efetivos dentro de três horas após a administração. A boa lipossolubilidade dessas moléculas permite que cruzem facilmente as membranas celulares, o que facilita sua biodisponibilidade.

Em alguns casos, a administração desses fármacos concomitantemente à ingestão de alguns alimentos pode alterar suas concentrações plasmáticas. Isso é explicado pela presença dos mecanismos de transporte ativo das membranas celulares – sendo que os mais bem conhecidos são a glicoproteína P (gP) e os polipeptídeos transportadores de ânions orgânicos (OATP). Essas glicoproteínas e polipeptídeos se encontram na membrana celular e atuam como sistemas de transporte ativo para outras moléculas, pelas quais mostram afinidade.

Em alguns casos, esses sistemas atuam como elementos importantes na absorção de alguns fármacos ou no seu clearance, enquanto em outras circunstâncias eles promovem detoxificação tecidual, na dependência de esses sistemas de transporte se localizarem nas membranas celulares do epitélio intestinal, sistema nervoso central ou rins.

Alguns anti-histamínicos se comportam como substratos desses sistemas de transporte, tomando como exemplo a fexofenadina. Já outros fármacos, tais como a desloratadina, não têm a sua absorção intestinal influenciada pelos sistemas de transporte. Para alguns anti-histamínicos, tais como a fexofenadina, variações na biodisponibilidade têm sido documentadas quando são ingeridos junto com alguns alimentos que servem como substrato da glicoproteína P, que é o caso do suco de laranja.

Fonte: scielo.br




Paracetamol e Asma


A possibilidade de o paracetamol contribuir para o desenvolvimento da asma ganha importante impacto quando se analisa a tendência paralela dos acontecimentos, quais sejam o aumento significativo no uso da medicação no início dos anos 80, em substituição ao uso da aspirina associada com a síndrome de Reye, e o aumento da prevalência do distúrbio respiratório desde então.

Desde os primeiros relatos dos efeitos adversos na função pulmonar do uso do ácido acetilsalicílico (aspirina) em crianças asmáticas, o paracetamol se tornou a opção terapêutica mais indicada como antipirético e analgésico. Um dos primeiros estudos publicados sobre o tema mostrava que o uso do paracetamol, apesar da indicação como substituto da aspirina, não era totalmente inócuo, sendo verificada a diminuição da função pulmonar nos pacientes avaliados.

Papel da Glutationa (GSH)

A L-gama-glutamil-L-cisteinil glicina (glutationa - GSH) é um tripeptídeo de baixo peso molecular formado pelo ácido glutâmico, glicina e cisteína, presente em especial nos hepatócitos. Está diretamente implicada em manter adequado o potencial celular de oxirredução de peróxidos e de radicais livres. É co-fator de diversas enzimas, auxiliando na síntese de proteínas e ácidos nucleicos., além de representar importante antioxidante pulmonar, encontrado em altas concentrações nos fluidos de revestimento do epitélio das vias aéreas com papel exercido na limitação do processo inflamatório brônquico na asma.

O paracetamol diminui os níveis de glutationa, principalmente no fígado e rins, mas também nos pulmões. Esta diminuição é dose-dependente: níveis altos e contínuos do paracetamol são citotóxicos e causam injúria aguda pulmonar, embora doses terapêuticas também possam produzir significante redução dos níveis de glutationa nos pneumócitos tipo II e macrófagos alveolares.

Fonte: Brazilian Journal of Allergy and Imunnology




Aminoácidos Essenciais


São os aminoácidos que não produzimos, de forma que é necessária a ingestão de determinados alimentos para sua obtenção. São eles: triptofano, valina, fenilalanina, treonina, lisina, isoleucina, leucina, histidina e metionina. A maioria deles é encontrada em fontes alimentícias de origem animal, Ex: carne, leite, ovos, etc.

Apesar dos vegetais conseguirem sintetizar todos os tipos de aminoácidos que precisam para sobreviver, não encontramos todos os essenciais em um só vegetal. Assim, é importante nas dietas vegetarianas a diversidade na alimentação, incluindo principalmente cereais, como trigo, aveia, leguminosas como feijão, grão de bico, lentilha, soja e oleaginosas, como castanhas e nozes.

Existem ainda os aminoácidos essenciais ocasionais, o que significa que são produzidos por organismos saudáveis. Em determinadas situações de patologia, entretanto, nosso corpo pode não conseguir produzi-los. São eles: cisteína, glicina, prolina e tirosina.

Fonte: infoescola




Valores alterados dos leucócitos no hemograma


O aumento geral do número de leucócitos é chamado de leucocitose e pode estar relacionado a uma infecção bacteriana, inflamação, leucemia, traumatismo, exercícios intensos ou estresse.

Já um número de leucócitos abaixo da normalidade é conhecido como leucopenia, podendo ter relação com quimioterapia ou radioterapia, assim como doenças imunológicas.

Quando é solicitada a contagem diferencial de leucócitos, o seu resultado demonstrará as diferentes proporções de seus tipos no sangue. Normalmente, resultados alterados podem significar:

- Aumento de neutrófilos: infecções bacterianas, reações inflamatórias ou distúrbios da medula óssea como leucemia mieloide crônica

- Redução de neutrófilos: infecções graves e respostas a medicamentos, como a quimioterapia

- Aumento de eosinófilos: resposta a reações alérgicas, inflamações de pele e infecções por parasitas

- Aumento de linfócitos: infecções virais

- Diminuição dos linfócitos: presença de doenças que afetam o sistema imunológico, como lúpus eritematoso disseminado e HIV

- Aumento dos monócitos: presença de infecções ou distúrbios inflamatórios.

Fonte: minhavida.com.br




Experiência clínica com diclofenaco para tratar a dor lombar


Há uma vasta experiência com evidências clínicas sobre a utilização do diclofenaco em diversas condições dolorosas. No tratamento da dor lombar, diclofenaco e outros AINEs estão entre os medicamentos mais prescritos no mundo para alívio sintomático de curto prazo em pacientes sem comprometimento do nervo ciático.

A eficácia foi demonstrada em inúmeros estudos, conforme relatos de revisões da literatura. O tratamento com AINEs está incluído nas recomendações das diretrizes clínicas nacionais para lombalgia aguda em diversos países. Além do alívio da dor, aspectos importantes da terapia medicamentosa para a dor lombar incluem a restauração da mobilidade e da funcionalidade do paciente (capacidade de realizar atividades diárias sem restrições e sem ajuda de outras pessoas). 

Pacientes com dor lombar tratados com diclofenaco demonstraram melhoras significativas nestas áreas, além de relatar alívio da dor. Em ensaios clínicos comparativos com ácido acetilsalicílico (2,7 g/dia), o tratamento com diclofenaco (150 mg/dia) produziu alívio da dor significativamente maior em pacientes com dor lombar e quando comparado ao ácido acetilsalicílico (900 mg/dia), o tratamento com diclofenaco resultou em melhora significativa na capacidade funcional em pacientes com dor lombar crônica.

A eficácia analgésica do diclofenaco foi estabelecida como sendo igual a do ibuprofeno na redução de dor e o efeito analgésico ocorreu mais rapidamente com o diclofenaco.

Fonte: files.bvs.br




Norfloxacino x Fenazopiridina


Norfloxacino é um antimicrobiano bactericida incluído no grupo das quinolonas. Seu mecanismo de ação corresponde à inibição da DNA-girase e topoisomerase IV.

Fenazopiridina é um fármaco indicado como analgésico da mucosa no trato urinário, aliviando a dor, queimação e urgência das micções. A forma como age ainda não é bem conhecida.

Interação: em casos de infecção urinária, quando houver associação de um antimicrobiano com a fenazopiridina, é recomendado que o uso desta não exceda dois dias, para que não se mascare sintomas de uma possível infecção não controlada. Foi tomado como exemplo de antimicrobiano o norfloxacino, mas a informação deve ser extendida a outras opções terapêuticas.




Ações da budesonida na rinite alérgica


A budesonida é um corticosteroide sintético, não-halogenado, com potente atividade glicocorticoide e atividade mineralocorticoide fraca. Dotado de elevada relação entre sua potente atividade anti-inflamatória tópica (local) e sua atividade sistêmica muito pequena (quando comparada a outros glicocorticoides).

Isto garante melhor eficácia com menor risco de complicações típicas, resultantes do uso de corticoides. Possui ação na sequência de reações que conduzem à rinite alérgica em todas as suas etapas, que são: inibição da formação de anticorpos específicos; prevenção da formação, armazenamento e liberação de mediadores químicos pelos mastócitos; interferência na broncoconstrição, no edema inflamatório e também na secreção mucosa.

Os corticosteroides têm vários mecanismos de ação, incluindo atividade anti-inflamatória, propriedades imunossupressoras e ações antiproliferativas. Os efeitos anti-inflamatórios resultam da redução da formação, liberação e atividade dos mediadores inflamatórios (ex.: cininas, histamina, liposomas, prostaglandinas e leucotrienos). Assim, ocorre a redução das manifestações iniciais do processo inflamatório. Os corticoides inibem a marginação e subsequente migração celular para o sítio inflamatório e também revertem a dilatação e o aumento da permeabilidade vascular local, levando à redução do acesso celular ao sítio.

Essa ação vasoconstritora reduz o extravasamento vascular, o edema e o desconforto local. As reações adversas associadas à aplicação intranasal de budesonida, em pacientes com rinite alérgica, mais frequentemente comunicadas são: disfonia, irritação cutânea transitória ao redor do nariz, faringite, aumento da tosse, epistaxe, boca seca, náusea e dispepsia Pode ocorrer também dermatite perinasal.

A budesonida, que é lipofílica de forma intermediária, fica retida mais tempo na mucosa nasal. Tem sido sugerido que a esterificação do fármaco contribui para a sua ação prolongada anti-inflamatória.

Fonte: repositorio.ufba.br




Relação entre refluxo e asma - estudo com pantoprazol


A prevalência de doenças acometendo o sistema respiratório e digestivo, em forma conjunta, é elevada. Estima-se que a asma acometa 10% da população adulta. Por outro lado, em estudos epidemiológicos, o relato de pirose ocasional chega a 58% e o de pirose diária em até 7% dos adultos.

Nas últimas décadas, avolumaram-se os estudos associando a doença do refluxo gastresofágico (DRGE) a manifestações respiratórias e otorrinolaringológicas. Foram descritos mecanismos fisiopatológicos bem documentados que ajudaram a explicar como estas doenças interagiam. Estudos em animais e em humanos demonstraram que a DRGE poderia agravar a asma por microaspiração, reflexo vagal e aumento da responsividade das vias aéreas. Assim sendo, a terapia anti-refluxo, tanto medicamentosa quanto cirúrgica, deveria melhorar ou, eventualmente, resolver os sintomas respiratórios em alguns pacientes.

Entretanto, metanálises reunindo estudos sobre a terapia antirefluxo em pacientes asmáticos demonstraram que a melhora objetiva dos sintomas respiratórios dos pacientes era acompanhada de melhora apenas discreta ou de nenhuma melhora mensurável na função pulmonar. Em uma outra revisão sistemática concluiu-se que o tratamento da DRGE não resultou em qualquer benefício consistente para pacientes asmáticos. O papel da DRGE como agravante de asma permanece controverso, apesar da reconhecida associação entre estas duas doenças.

Um estudo procurou avaliar o efeito do tratamento com pantoprazol 40mg/dia para a DRGE na melhoria dos sintomas da asma e o que se obteve foi o seguinte: no que tange à presença de sintomas respiratórios associados a sintomas de refluxo (SRAR), os 44 pacientes avaliados foram divididos em 2 grupos denominados ‘SRAR-positivo’ e ‘SRAR-negativo’.

Posteriormente, com o intuito de se verificar se a característica SRAR seria um fator preditor de melhora dos parâmetros respiratórios, foi avaliado somente o grupo positivo para esta característica, estudando comparativamente antes e após a intervenção terapêutica com pantoprazol 40mg/dia e também a comparação entre os dois grupos. Não houve melhora nos valores funcionais respiratórios em ambos os grupos estudados, tanto na análise de cada grupo como quando se comparou os resultados ao final do estudo.

Fonte: scielo.br




Antidepressivos tricíclicos e dor neuropática


Os antidepressivos tricíclicos (ADTs) além de serem utilizados no tratamento dos transtornos do humor, como a depressão, são os fármacos que apresentam maior número de estudos e evidências científicas comprovando sua eficácia na farmacoterapia da dor neuropática.

Os ADTs foram utilizados inicialmente no tratamento da neuropatia diabética através de observações empíricas há mais de 30 anos, mas suas atividades analgésicas potenciais foram descobertas logo depois de sua introdução no mercado, na década de 60. Foi também demonstrado que estes fármacos possuem ação analgésica genuína, ou seja, atuam em pacientes com dor neuropática, possuindo ou não depressão como comorbidade.

A amitriptilina é considerada o padrão-ouro dos analgésicos antidepressivos. Isto não significa que os outros antidepressivos, tricíclicos e não tricíclicos, sejam menos eficazes, mas que a maioria das evidêncas clínicas disponíveis são em relação à amitriptilina.

Vale ressaltar também que os custos do tratamento são muito menores com o uso dos ADTs, como a amitriptilina, em comparação aos antidepressivos com ação mais seletiva.

Fonte: rbfarma.org.br




Ácido Valproico e Desregulação Gênica


Apesar do ácido valproico ser considerado um dos melhores fármacos utilizados no tratamento da convulsão e da epilepsia, ele também possui contraindicações, especialmente entre as gestantes. Pode desencadear malformação fetal, impedindo a boa formação do sistema nervoso e podendo levar o feto a óbito. “Sabendo que o ácido valproico age sobre o funcionamento dos genes, pode-se compreender melhor que ele é capaz inclusive de desregular o desenvolvimento embrionário”, conforme Marina Barreto, pesquisadora do Instituto de Biologia da UNICAMP.

A descoberta de Marina é vista como uma contribuição adicional ao entendimento da desregulação gênica por certos fármacos, como o ácido valproico. De acordo com a docente, se quiserem detectar o efeito sobre a estrutura da cromatina numa célula que integra um tecido animal que foi tratado com esse fármaco ou também em uma célula em cultura, o acesso com análise de imagem, efetuada em nível de microscopia de luz, será perfeitamente possível.

No caso da cromatina, verifica-se que ela fica com uma espécie de “frouxidão”. Isso é demonstrado mediante a análise das imagens, na qual atribui-se cores falsas (as pseudocores) a elementos que compõem a cromatina. A análise de um núcleo de célula que foi, por exemplo, tratada com o fármaco, mostra alteração sob a forma dessas pseudocores, o que indica uma descondensação da cromatina.

Quando um fármaco é escolhido para um tratamento, às vezes ele não desvenda todo o seu mecanismo de ação de início. Não se sabia, exemplifica ela, que – nos primórdios da utilização do ácido valproico – ele pudesse ter alguma ação em células tumorais e ser benéfico por conseguir diminuir a proliferação celular. À medida que o tempo transcorre, novas questões são aventadas e a problemática passa a ser abordada sob diferentes perspectivas. Isto é muito comum de ocorrer com pesquisas em ciência básica.

Fonte: unicamp.br




Associação de captopril e hidroclorotiazida


A associação de captopril, o precursor dos IECA, à hidroclorotiazida, em dose baixa, o mais prescrito diurético tiazídico, oferece vantagens características do anti-hipertensivo ideal, tais como controle da pressão arterial, redução da mortalidade cardiovascular, proteção cardíaca e renal, custo acessível e baixa incidência de efeitos colaterais.

Em estudo realizado em São Paulo, no período de tratamento houve redução progressiva da pressão arterial sistólica (PAS) e da diastólica (PAD). A análise estatística mostrou que a PAS, após quatro semanas de tratamento, era significantemente menor do que ao final do período placebo e que houve redução adicional estatisticamente significativa após oito e doze semanas de tratamento. Da mesma forma, a PAD passou de 103±9 após o período placebo para 95±11, 91±9 e 86±8mmHg após quatro, oito e doze semanas de tratamento.

No que se refere a tolerabilidade, 14% dos pacientes relataram efeitos adversos após o período placebo e 15, 17 e 20% após quatro, oito e doze semanas de tratamento. Foram referidos sintomas e sinais diversos, tais como tosse, dor muscular, hipotensão, prurido cutâneo, náuseas, pirose, disfunção sexual, cefaleia e irritabilidade.

A associação de captopril com hidroclorotiazida, independentemente do critério empregado para análise, é eficaz e apresenta boa tolerabilidade, sendo indicada como monoterapia em dose única diária para hipertensos leves e moderados. Foi demonstrado também que houve aumento da eficácia com o aumento da dose diária.

Fonte: scielo.br




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