Ceftobiprole - a quinta geração de cefalosporinas (Pt.2)


A ceftobiprole caracteriza-se como sendo uma cefalosporina hidrossolúvel, podendo ser administrada de forma endovenosa. Seu mecanismo de ação também ocorre pela inibição da proteína ligadora de penicilina. Fatores relacionados à farmacocinética revelam que a ceftobiprole tem sua taxa de ligação proteica em 16%, sendo independente da concentração do fármaco.

Para a metabolização de aproximadamente 51% do fármaco, o organismo necessita de 24h. A administração em pacientes com insuficiência renal requer ajuste na dose, visto que há eliminação de 89% da molécula inalterada pela urina. O pico da concentração ocorre ao fim da infusão, com meia-vida de aproximadamente 3 a 4h.





A opção terapêutica em questão não demonstrou inferioridade em comparação com a vancomicina e ceftazidima. Os efeitos adversos encontrados na utilização do ceftobripole não foram considerados graves, correpondendo a cefaleia, náuseas, vômitos e diarreia, sendo que o uso deste antimicrobiano ainda não é liberado em muitos países. O Canadá é um representante dos países onde o fármaco é usado clinicamente desde 2008 para o tratamento de infecções graves de pele e tecidos. Na Europa, apenas em 2013 foi liberado o uso de ceftobiprole para tratamento de pneumonias adquiridas em ambiente hospitalar.

Além de infecções causadas por MRSA, essa cefalosporina de 5ª geração é eficaz no tratamento de infecções causadas por bactérias gram-negativas e outras bactérias gram-positivas multirresistentes. Apesar da vancomicina ainda ser considerada o “padrão ouro” para a terapia parenteral para o tratamento de infecções graves por MRSA, as cefalosporinas de 5ª geração constituem opção terapêutica viável, devido aos resultados satisfatórios revelados em diferentes estudos frente ao tratamento de infecções.

Por mais que resistências de MRSA quanto às novas cefalosporinas não tenham sido detectadas, a constante fiscalização deve ser levada em consideração. Cabe a cada hospital determinar e adaptar na sua prática clínica o uso das novas opções de tratamento de infecções causadas por MRSA. Para isso, equipes que trabalham no combate a IRAS (infecções relacionadas à assistência à saúde) devem ser criadas e mantidas em constante atualização.

Fonte: unisc.br


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