Citocromo P450


O metabolismo é uma das formas que o corpo humano desenvolveu para eliminar certas substâncias estranhas (xenobióticos) do organismo. Ao longo dos anos o homem entrou em contato com diversas dessas substâncias (algumas muito tóxicas), sendo necessário a criação de um complexo enzimático de eliminação.

O resultado dessas eras de evolução são enzimas específicas distribuídas por todo o corpo que ajudam na eliminação e na biotransformação de substratos nocivos (ou não) para nós. Os fármacos são metabolizados em várias partes do corpo, como pulmões, plasma e intestino, porém é no fígado onde encontra-se o grupo de isoenzimas responsáveis por boa parte do metabolismo farmacológico: o Sistema Citocromal (Mono-Oxigenase) P450.





Conhecido por vários nomes, o citocromo P450 foi descoberto por Martin Klingenberg e David Garfinkel em 1958. O termo P450 é usado para descrever as enzimas codificadas pelo citocromo P450, que derivam o nome da descoberta do pigmento (P) microssomal hepático.

Rang & Dale afirmam ainda que estas enzimas possuem propriedades espectrais únicas e que suas formas reduzidas se combinam com monóxido de carbono para formar um produto rosa, com picos de absorbância próximos a 450nm. A nomenclatura das enzimas do sistema P450 é iniciada com CYP (CYtochrome P450) seguido de um conjunto de letras e números como CYP3A4. Neste caso podemos ler esta enzima como: Enzima citocromal (devido ao CYP), onde a família é a 3, a subfamília é a A e o gene é o 4.

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Muitos estudos trazem nomenclatura diferenciada desse sistema, como sistema microssomal P450. O termo Microssomal é devido a essas enzimas serem localizadas na fração microssômica de uma amostra, após uma homogeneização e centrifugação diferencial. O retículo endoplasmático, após passar por esses dois processos, é quebrado em fragmentos muito pequenos que só sedimentam na fração microssômica, depois de uma centrifugação prolongada em alta velocidade; daí a origem do nome.

Fonte: farmacologiaclinica.com.br




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