Clonazepam no tratamento da vertigem


Vertigens ou outros tipos de tontura originados por distúrbios da função vestibular são extremamente comuns. Náuseas, vômitos, pré-síncopes ou síncopes e quedas estão frequentemente associados à perturbação do equilíbrio corporal e, quando há envolvimento concomitante da função auditiva, podem ocorrer também zumbido e hipersensibilidade a sons.

Quando a causa é identificada, o tratamento etiológico pertinente deve ser realizado. Exercícios personalizados de reabilitação vestibular, correção de fatores agravantes como erros alimentares ou vícios e eventual aconselhamento psicológico são outros recursos terapêuticos valiosos. No entanto, estes recursos terapêuticos podem ser insuficientes para erradicar a vertigem e os sintomas associados. Para a adequada resolução dos sintomas decorrentes do distúrbio vestibular e/ou auditivo, o uso de medicamentos pode ser indispensável.

Pelo menos seis condições justificam o uso de substâncias antivertiginosas nas vestibulopatias periféricas ou centrais: 1) a vertigem aguda; 2) náuseas e vômitos das crises vertiginosas; 3) episódios de vertigem e outros tipos de tontura na fase crônica; 4) recidivas de tonturas, atuando como agentes profiláticos; 5) manifestações clínicas das várias formas de cinetose; e 6) sintomas associados de disfunção auditiva, como zumbido, hipersensibilidade a sons, plenitude aural etc.

Várias são as opções medicamentosas no combate sintomático às tonturas, zumbido e outros sintomas auditivos. O mecanismo de ação dos medicamentos usados em otoneurologia ainda não é perfeitamente conhecido, mas acredita-se que a atuação farmacológica sobre determinados neurotransmissores no sistema nervoso central desempenhe papel preponderante.

A atividade antivertiginosa do clonazepam e de outros benzodiazepínicos, como alprazolam, diazepam e lorazepam, tem sido realçada na literatura otoneurológica há muitos anos. Os benzodiazepínicos antivertiginosos atuam potencializando o efeito inibidor do neurotransmissor ácido-gama-amino-butírico (GABA) nos núcleos vestibulares e cerebelo.

Fonte: moreirajr


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