Farmacologia da Amoxicilina


A Amoxicilina é uma penicilina semissintética, divergindo da ampicilina apenas por apresentar a hidroxila ao invés do hidrogênio. Como apresenta o grupo amino, seu espectro de ação é amplo, tendo, em relação à ampicilina, maior biodisponibilidade. É um antimicrobiano bactericida que age por meio da inibição da síntese de parede celular nos agentes patógenos

É ácidorresistente, mas por sofrer inativação das beta-lactamases produzidas por várias bactérias, é ingerida apenas por via oral, na forma tri-hidratada. De acordo com Goodman e Gilman, as concentrações plasmáticas máximas são alcançadas em cerca de 2h. A maior parte da dose é excretada em forma ativa na urina.





A amoxicilina atravessa a barreira placentária e, além da urina, também é excretada pelo leite, sendo removível por hemodiálise. As indicações englobam o tratamento de infecções do aparelho respiratório, como bronquite, faringite bacteriana, otite média aguda e sinusite, bem como para doenças gonocócicas e febre tifoide.

Pode ser usada para tratamento de infecções de feridas causadas por queimaduras da pele e do tecido mole, do trato biliar e do trato geniturinário. Goodman e Gilman recomendam que, no tratamento da otite média em crianças, se aumente a dose do medicamento de 40 a 45 para 80 a 90 mg/kg/dia, visto que a prevalência de resistência dos pneumococos tem sido cada vez maior. Nas infecções enterocócicas do trato urinário a ampicilina é mais efetiva do que a amoxicilina.


É contraindicada para quem for sensível às penicilinas, na gravidez, na lactação, insuficiência renal, mononucleose infecciosa e infecções causadas por estafilococos penicilino-resistentes e nas produzidas por bacilo piociânico, riquétsias e vírus.

Fonte: unieuro.edu.br




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