Fenobarbital e influência na diminuição do QI



Um artigo publicado no "The New England Journal of Medicine" por cientistas da Universidade de Washington e dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA levantou dúvidas quanto ao uso do fenobarbital em crianças sujeitas a convulsões quando com febre alta.

Os cientistas estudaram 217 crianças de 8 meses a 3 anos de idade que tiveram pelo menos uma convulsão. Verificou-se que as que fizeram uso do fármaco por até dois anos apresentavam QI significativamente mais baixo do que as que receberam placebo. A diferença permanecia vários meses após a interrupção do tratamento. Ignora-se, todavia, se o efeito será permanente. Além disso, o que é muito importante, foi constatado que o fenobarbital não era eficaz na supressão das convulsões.





O fenobarbital é classificado como barbitúrico de ação longa e é, de todos os barbituratos, o que apresenta mais amplo leque de usos terapêuticos, empregado especialmente como sedativo, hipnótico e anticonvulsivo. Foi, aliás, o primeiro agente antiepiléptico orgânico eficaz. Ele é ativo na maioria das provas anticonvulsivas em animais, mas é relativamente pouco seletivo. Age limitando o alastramento da atividade convulsiva e elevando o limiar de convulsão.

Sua eficácia e seu preço relativamente baixo fizeram do fenobarbital por muito tempo o fármaco de escolha na epilepsia, particularmente em crianças, assim como na profilaxia e no tratamento das convulsões febris da infância, o que é contestado pelo estudo publicado na revista acima referida. O objeto de estudo do artigo necessita ainda de mais investigações.

Fonte: The New England Journal of Medicine




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