Quinolonas - Propriedades Farmacológicas e Mecanismos de Resistência


São antimicrobianos com ação bactericida que atuam por inibição das topoisomerases II (DNA-girase) e IV. São bem absorvidas pelo trato gastrintestinal superior. A biodisponibilidade é superior a 50% e o pico sérico é atingido em 1 a 3 horas após a administração. Os alimentos não reduzem substancialmente a absorção, mas retardam o pico da concentração sérica. A ligação proteica está normalmente entre 15 e 30%.

O volume de distribuição geralmente é alto. As concentrações na próstata, fezes, bile, pulmão, neutrófilos e macrófagos excedem as concentrações séricas. Já as concentrações na saliva, ossos e líquido cefalorraquidiano são menores do que as plasmáticas.





As quinolonas mais recentes, tomando como exemplo o levofloxacino, atingem altas concentrações séricas e a área sob a curva é elevada. Este fármaco possui meia-vida de 7 a 8 horas, podendo ser administrado tanto por via endovenosa quanto oral, em dose única diária. A ligação proteica é de 20 a 30%, sendo a eliminação predominantemente renal, correpondendo à faixa entre 80 a 90%.

A resistência ocorre, principalmente por alteração na enzima DNA-girase, que passa a não sofrer ação do antimicrobiano. Pode ocorrer por mutação cromossômica nos genes que são responsáveis pelas enzimas alvo (DNA-girase e topoisomerase IV) ou por alteração da permeabilidade ao fármaco pela membrana celular bacteriana. É possível a existência de um mecanismo que aumente a retirada do fármaco do interior da célula (bomba de efluxo).

Fonte: ANVISA



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