Conhece as doenças de depósito lisossômico (DDL)?


Existem mais de 40 doenças classificadas como doenças de depósito lisossômico (DDL). Cada uma é causada por uma deficiência diferente de uma enzima específica. Apesar de cada uma dessas doenças serem, individualmente, relativamente raras, juntas elas afetam 1 em cada 7.700 recém-nascidos, alem de ser uma doença genetica que resulta no acúmulo de moleculas complexas no organismo. 

Seus sintomas podem variar bastante, dependendo da DDL. Algumas podem causar sintomas mais brandos, enquanto que outras chegam a ser bastante sérias. Tratamento e acompanhamento médico para as DDL quase sempre exigem o trabalho em conjunto de diferentes especialidades médicas e envolvem a terapia de reposição enzimática.

Abaixo algumas DDL: 

- Doença de Fabry (terapia de reposição enzimática disponível): doença hereditária que afeta l indivíduo em cada 40.000, ligada ao sexo, no cromossomo X. A deficiência da enzima alfa-galactosidase leva ao acúmulo de um glicolipídio, o que reduz o fluxo sanguíneo e compromete a pele, os rins, o coração e o sistema nervoso. Começa na infância, com episódios de dores nas mãos e nos pés. Sintomas: lesões vermelho-escuras na pele, diminuição da capacidade de transpirar e disfunção renal.

- Doença de Gaucher (terapia de reposição enzimática disponível no Brasil): a presença de duas mutações diminui parcial ou totalmente a atividade da enzima glicocerebrosidase nessa doença autossômica recessiva. Autossômica porque o erro genético está localizado no cromossoma l (que é um cromossoma autossômico) e recessiva porque um indivíduo com Gaucher herdou uma mutação do pai e outra da mãe. As características clínicas e o curso da doença variam. Anemia, baço e fígado aumentados, dores esqueléticas e fraturas afetam os pacientes O diagnóstico pode ser feito desde os primeiros meses de vida até a idade adulta.

- Mucopolissacaridose I (MPS I) (terapia de reposição enzimática em fase final de estudos clínicos): doença autossômica recessiva causada por deficiência da enzima iduronidase, com progressão e gravidade variáveis. Existem três fenótipos clínicos importantes, sendo que na forma mais grave o paciente morre antes dos 10 anos. Os sintomas mais comuns são deformidades ósseas, fígado aumentado, manifestações oftalmológicas e distúrbios auditivos.

Fonte: patologiaja.blogspot.com.br




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os artigos mais populares